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A fala como instrumento de luta e o silêncio como gesto de poder

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No campo da política, especialmente na política feita pelo povo e para o povo, a fala é uma das principais ferramentas de transformação . É por meio da palavra que denunciamos injustiças, que construímos sentidos coletivos, que organizamos a ação e fortalecemos a luta. A fala — quando está conectada à vivência, à consciência e ao projeto político — não é apenas expressão individual . Ela se transforma em ferramenta coletiva, instrumento de disputa simbólica e ponte para a construção de alianças. É por isso que, no campo popular, a escuta e a fala andam juntas . Quem fala precisa saber de onde fala. Quem escuta, precisa reconhecer o valor de cada voz. E não são todas as vozes que têm o mesmo peso na luta por justiça social. Quando uma pessoa negra, indígena, periférica ou uma mulher assume o protagonismo político, ela carrega o poder de falar a partir da dor, da experiência concreta e da resistência cotidiana . Esse é o chamado “lugar de fala”. Não se trata de privilégio, mas de legitim...

O Ataque ao Pix é um ataque à soberania Tecnológica Brasileira

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No dia 15 de julho de 2025, o governo dos Estados Unidos, sob comando de Donald Trump, anunciou a abertura de uma investigação comercial contra o Brasil. O motivo alegado? Práticas supostamente desleais. O alvo implícito? O Pix, sistema de pagamento eletrônico gratuito, instantâneo e universalmente adotado no Brasil. Essa movimentação do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) escancara um conflito de interesses que vai muito além do comércio internacional: trata-se de uma ofensiva política e econômica contra a autonomia tecnológica brasileira. O que está em jogo: a disputa por infraestrutura de poder O Pix, com mais de 175 milhões de usuários e responsável por R$ 2,6 trilhões em transações só em abril de 2025, se consolidou como uma infraestrutura nacional essencial, usada por pessoas físicas, pequenas empresas e serviços públicos. É um instrumento de democratização do acesso financeiro — especialmente para os setores populares — que rompe com a lógica de dependênci...

Tecnologia ou dominação? Por que a soberania tecnológica é urgente para a democracia

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Enquanto você lê este texto, as gigantes da tecnologia — Google, Meta e outras — estão gastando milhões para moldar leis, influenciar decisões públicas e proteger seus próprios interesses. Segundo dados divulgados pela BBC, essas empresas gastaram mais com lobby em 2024 nos Estados Unidos do que qualquer outro setor — ultrapassando até mesmo os gastos da indústria bélica e da saúde privada. O que está em jogo não é apenas economia, mas poder político . A pergunta que não quer calar: quem governa a vida digital do nosso tempo? Hoje, os algoritmos que definem o que vemos, o que consumimos e até como votamos são escritos por empresas que não foram eleitas por ninguém . Elas decidem o que pode ou não circular. Controlam nossos dados, moldam nossos desejos, acumulam poder simbólico, político e econômico sem qualquer compromisso com os interesses coletivos. Quando as gigantes do Vale do Silício gastam bilhões para manter o poder, não é apenas sobre negócios. É sobre democracia. A ...

AUDIÊNCIA PÚBLICA SOBRE A SAÚDE DA POPULAÇÃO LGBTI+ NO ALTO TIETÊ.

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Por PPPlebeu | 25 de julho de 2025 "Nosso corpo não é silêncio. É campo de batalha, é bandeira hasteada, é semente de justiça num chão duro de abandono." – Coletivo MAC – Muito Além da Causa Neste dia 25 de julho, às 18h, o auditório da Câmara Municipal de Mogi das Cruzes se transforma em palco de uma escuta necessária. A audiência pública sobre a saúde da população LGBTI+ no Alto Tietê não é apenas um evento: é um gesto de reparação histórica, um chamado à dignidade e um ensaio de futuro. A presença da vereadora Inês Paz e do deputado estadual Guilherme Cortez , junto a coletivos como o Fórum Mogiano LGBT+, Frente LGBTI+ de Suzano e tantas vozes insurgentes da região, abre espaço para algo maior: a afirmação de que viver plenamente não é privilégio — é direito. Abrangência: quando o SUS encontra a cor da diversidade A Constituição diz que saúde é para todas, todos e todes. Mas na prática, o acesso pleno e digno da população LGBTI+ aos serviços públicos de saúde ...

Saúde é direito, corpo é território: a luta LGBTI+ no Alto Tietê

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Neste dia 25 de julho de 2025, a Câmara Municipal de Mogi das Cruzes abre suas portas para uma audiência pública sobre a saúde da população LGBTI+ no Alto Tietê. A atividade, que contará com a presença da vereadora Inês Paz, do deputado estadual Guilherme Cortez e de diversos coletivos e organizações da região, marca mais que um encontro institucional. Ela representa uma oportunidade histórica de afirmar que saúde, para além de um direito universal, precisa ser praticada como escuta concreta, cuidado situado e política de reconhecimento das diferenças. O que está em pauta não é apenas o acesso aos serviços do SUS, mas o direito de existir com dignidade e ser cuidado com respeito — em todos os territórios do corpo e da vida. A Constituição brasileira afirma que saúde é direito de todas, todos e todes. O SUS, sistema de saúde público e universal, já possui diretrizes nacionais que reconhecem a população LGBTI+ como um grupo com demandas específicas, desde a criação da Política Nacional...

Nota Oficial: A Obra da Fatec em Suzano e o Direito à Memória Pública

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Na última semana, diversos veículos locais noticiaram com entusiasmo o “ritmo acelerado” das obras da nova unidade da Fatec em Suzano, prevista para ser entregue ainda este ano. A matéria divulgada pelo portal Fiscaliza Mogi, inclusive, destaca a visita técnica do prefeito Pedro Ishi ao canteiro de obras, acompanhado do ex-prefeito Rodrigo Ashiuchi, do presidente da Alesp André do Prado e do deputado federal Marcio Alvino. A imagem transmitida ao público é de um esforço recente, eficiente e meritório da atual administração municipal. Contudo, para quem conhece a história desta cidade e acompanha de perto as políticas públicas com responsabilidade, é impossível ignorar um dado central que foi simplesmente apagado da narrativa oficial: a obra da Fatec Suzano foi viabilizada ainda em 2010, com a doação do terreno feita pelo então prefeito Marcelo Candido . São, portanto, mais de 14 anos de espera, paralisações e omissões institucionais . O projeto atravessou o governo Tokuzumi, passou...

Crise, contra o fascismo e a favor da esperança: por que a mudança parte das cidades

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Vivemos tempos de travessia. O capitalismo global, em sua fase atual, chega ao limite e destroi a partir de suas próprias entranhas: financeirização desenfreada, destruição ambiental, aumento da pobreza, precarização do trabalho e um modelo de democracia em frangalhos. O sistema produziu riquezas, sim. Mas concentrou tanto poder e renda nas mãos de tão poucos que hoje a conta chegou: Famílias endividadas nos países centrais Trabalhadores empobrecidos nas periferias do mundo Pequenos produtores esmagados por monopólios A terra exausta, o clima em colapso, a vida ameaçada. O capitalismo foi, por séculos, robusto para os que enriqueceram com ele. Mas nenhum sistema social sobrevive de crises eternas. O que estamos vivendo agora é o esgotamento de um modelo que não serve mais à humanidade. O Rancor Virou Moeda Política Diante desse cenário, o fascismo não surge por acaso. Ele é o grito do sistema para tentar manter o controle quando o povo começa a p...