Como a Inteligência Artificial pode servir à periferia?
A Inteligência Artificial (IA) vem sendo anunciada como uma das maiores transformações do nosso tempo. Em pouco tempo, passou de uma ferramenta experimental para se tornar presença constante na educação, nos serviços públicos, na indústria e até nas interações cotidianas. Mas, em meio a tanto entusiasmo, uma pergunta precisa ser feita com firmeza: quem está acessando a IA? A maioria das comunidades periféricas ainda enfrenta dificuldades para garantir o básico — moradia, transporte, saúde, educação e segurança. A desigualdade estrutural também se manifesta no mundo digital: enquanto poucos acumulam dados, poder computacional e acesso, milhões de pessoas permanecem excluídas da nova era digital. Neste cenário, a IA pode ser mais uma barreira ou uma ponte. A escolha depende de como vamos organizá-la social e politicamente. IA como ferramenta para geração de renda com dignidade A revolução digital abriu novas possibilidades para o trabalho e o empreendedorismo popular. Com acesso e fo...