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Nota Oficial: A Obra da Fatec em Suzano e o Direito à Memória Pública

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Na última semana, diversos veículos locais noticiaram com entusiasmo o “ritmo acelerado” das obras da nova unidade da Fatec em Suzano, prevista para ser entregue ainda este ano. A matéria divulgada pelo portal Fiscaliza Mogi, inclusive, destaca a visita técnica do prefeito Pedro Ishi ao canteiro de obras, acompanhado do ex-prefeito Rodrigo Ashiuchi, do presidente da Alesp André do Prado e do deputado federal Marcio Alvino. A imagem transmitida ao público é de um esforço recente, eficiente e meritório da atual administração municipal. Contudo, para quem conhece a história desta cidade e acompanha de perto as políticas públicas com responsabilidade, é impossível ignorar um dado central que foi simplesmente apagado da narrativa oficial: a obra da Fatec Suzano foi viabilizada ainda em 2010, com a doação do terreno feita pelo então prefeito Marcelo Candido . São, portanto, mais de 14 anos de espera, paralisações e omissões institucionais . O projeto atravessou o governo Tokuzumi, passou...

Crise, contra o fascismo e a favor da esperança: por que a mudança parte das cidades

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Vivemos tempos de travessia. O capitalismo global, em sua fase atual, chega ao limite e destroi a partir de suas próprias entranhas: financeirização desenfreada, destruição ambiental, aumento da pobreza, precarização do trabalho e um modelo de democracia em frangalhos. O sistema produziu riquezas, sim. Mas concentrou tanto poder e renda nas mãos de tão poucos que hoje a conta chegou: Famílias endividadas nos países centrais Trabalhadores empobrecidos nas periferias do mundo Pequenos produtores esmagados por monopólios A terra exausta, o clima em colapso, a vida ameaçada. O capitalismo foi, por séculos, robusto para os que enriqueceram com ele. Mas nenhum sistema social sobrevive de crises eternas. O que estamos vivendo agora é o esgotamento de um modelo que não serve mais à humanidade. O Rancor Virou Moeda Política Diante desse cenário, o fascismo não surge por acaso. Ele é o grito do sistema para tentar manter o controle quando o povo começa a p...

A Crise do Capitalismo, o fascismo e a luta por um mundo igualitário

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Vivemos um tempo histórico marcado pela exaustão do modelo econômico vigente. O capitalismo global , em sua fase de financeirização extrema, transformou o mundo em um gigantesco cassino especulativo, ao mesmo tempo em que destrói as bases materiais da vida e da democracia . Mesmo os países centrais – como os Estados Unidos – veem hoje o aumento da pobreza, o endividamento das famílias e a precarização do trabalho . Os centros do capitalismo, outrora vitrines do consumo, enfrentam uma contradição evidente: o sistema produz riqueza, mas concentra cada vez mais a renda nas mãos de uma minoria parasitária . Essa engrenagem de produzir crises para gerar lucro não é sustentável historicamente. Nenhum sistema social pode sobreviver indefinidamente gerando miséria e devastação ao mesmo tempo em que alimenta crises internas e externas como modo de existência. O Ressentimento como Matéria-Prima do Fascismo Essa realidade social cria um terreno fértil para o avanço de modelos fascistas o...

Mogi pela Palestina: quando a dignidade rompe o cerco

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Por PPPlebeu – Vozes do Comum Há gestos que não cabem no cálculo do possível, mas que se tornam necessários pela urgência da História. Foi isso que aconteceu no ato organizado pelo coletivo Mogi pela Palestina , neste território onde o conservadorismo tenta erguer muros contra a solidariedade internacional e a crítica. Em plena praça, no coração de uma cidade acostumada ao silêncio obediente, vozes se levantaram para dizer o óbvio: está em curso um genocídio, e o Estado de Israel é seu agente principal. Não há como disfarçar a barbárie com retórica diplomática. Não há como fingir neutralidade diante da morte em massa. Um ato de vanguarda no deserto simbólico Mogi das Cruzes não é Tel Aviv, nem Ramallah. Mas a geopolítica da injustiça atravessa cada rua, cada esquina. Quando Gaza é bombardeada, a lógica do massacre reverbera aqui, na militarização das periferias, na repressão contra a juventude preta, na destruição...

Participação Popular: da condição humana ao instrumento de transformação social

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Por que falar de participação popular? Essa é uma pergunta que ganha cada vez mais relevância em tempos de crises políticas, sociais e ambientais. Quando se debate o futuro da democracia, a justiça social ou o acesso aos bens comuns, a participação das pessoas não é apenas desejável — ela é fundamental. A participação como condição natural e histórica Desde os primórdios da humanidade, a vida em sociedade sempre implicou algum tipo de participação coletiva. O ser humano, como já dizia Aristóteles, é um ser político por natureza. Isso significa que viver em grupo, cooperar, disputar ideias e construir acordos são práticas que nos acompanham desde as primeiras formas de organização social. Seja em pequenas comunidades ou em grandes cidades, nada se constrói ou permanece sem o envolvimento das pessoas. Toda organização — pública ou privada, civil ou militar, religiosa ou laica, científica ou tradicional — depende da participação ativa ou passiva de indivíduos e coletivos. Cada pro...

Quando a cidade vira as costas para a mata

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Mogi das Cruzes é uma cidade que cresce. Condomínios surgem, bairros se expandem, asfalto chega. Mas a pergunta é: cresce pra onde e pra quem? E a natureza, cresce junto? Na Estrada Rikio Suenaga , região de chácaras, condomínios e mata atlântica remanescente, o que deveria ser um território de cuidado e proteção virou depósito de lixo. Entulho, sacolas, restos de construção e até resíduos domésticos estão sendo despejados às margens da estrada e, pior, dentro das nascentes que abastecem córregos da cidade. A cada saco preto jogado no mato, uma ferida se abre na terra. A denúncia foi feita in loco, com registros em fotos e vídeos, mostrando o que muitos preferem não ver. Porque é mais fácil não ver. Mas não ver não resolve. Esse cenário é estratégico para Mogi das Cruzes. Estamos falando de um dos últimos corredores ecológicos da cidade, onde o verde resiste à pressão da urbanização descontrolada. Onde a água nasce, onde o solo respira. Deixar esse espaço ser destruído é u...

O Sentido Revolucionário do diálogo frente à distopia bolsonarista

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Vivemos tempos em que o diálogo deixou de ser apenas uma virtude democrática e se tornou um gesto revolucionário. Desde a ascensão do bolsonarismo, o Brasil testemunhou uma radicalização da antipolítica, da violência simbólica e da recusa do outro. O bolsonarismo não foi apenas um projeto de poder, mas uma máquina de destruição do campo do diálogo. Ele transformou a conversa em confronto, o debate em briga, a escuta em zombaria. As palavras deixaram de ser pontes e passaram a ser armas. No lugar do argumento, o meme venenoso. No lugar da reflexão, o ataque. No lugar da escuta, o cancelamento e o silêncio forçado. O bolsonarismo aprofundou uma cultura do ódio onde o outro é sempre um inimigo e nunca um interlocutor. Isso não aconteceu por acaso. O diálogo profundo é uma ameaça real a qualquer projeto autoritário, porque o diálogo obriga a abrir a escuta, a reconhecer a humanidade do outro, a expor as contradições da própria visão de mundo. Por isso, a destruição do diálogo foi uma peç...