Paixão e Vida de um Genuino

uma multidão, uma história: vida e paixão
Vivemos uma virada de século extremamente lenta no campo da organização de um novo modelo de Estado. Uma contradição, face a velocidade e a integração mundial pelas novas tecnologias e consolidação de novos processos de produção e construção de uma outra hegemonia.

Nossa condição humana, frágil, porém extremamente resiliente quando dotada da coragem de exercitar a arte, a política e a ciência, elementos de nossa natureza, que se estabelecem a partir da força do proletariado e no exercício do trabalho e do esforço social consciente, toma nova perspectiva na paixão e vida de Genuíno.

Durante muito tempo, enganado por uma ideologia baseada na força do capital, das armas e da dominação, fomos ignorantes e apartados da possibilidade de construir conhecimento e exercitar experiências concretas que enfrentam o status quo presente a pelo menos cinco séculos no Brasil.

Mas a fronteira da mudança parece estar mais próxima. O espírito de Genuíno, representado na fragilidade de dois Josés, condenados pela suprema corte do Estado burguês brasileiro, em minha percepção, cria um genuíno catalisador de uma multidão que como o "Passarinho de Quintana", já se colocou na história quando estabeleceu o fim da ditadura militar.

Parece que as forças reacionárias, encasteladas no poder econômico, em setores da mídia e da pseudo democracia do modelo de Estado atual, em um desespero, utiliza da estrutura da luta pelas entrelinhas do direito burguês, uma cruzada pseudo ética e pseudo moralizante que traz à luz nossas reais contradições.

Esta situação é extremamente pedagógica e permite uma melhor organização de nossa realidade contra a ideologia e para uma mais eficaz capacidade de consolidar a estratégia para uma pátria livre e para acabar com a miséria e a fome, a partir da experiência de nosso país, que pode acelerar, com mais clareza, agora, nossa virada de século.

Rosenil Barros Orfão.

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