2 de abr de 2010

Da extorsão à "tentativa de roubo à mão armada"

O patrimônio de uma cidade se dá pela somatoria de todas as suas riquezas: materiais e imateriais. A cidade de Suzano possui um conjunto de qualidades singulares que desperta em todos nós um grande conjunto de sentimentos e de atitudes que permitem, que a cada dia, nos sintamos cada vez mais comprometidos com sua construção e sua evolução.

Como toda comunidade, possui também suas deficiências e dificuldades, sabemos que possui contradições imensas, não é nada perfeita. Somos assim!
Mas neste seu aniversário, 61 anos, temos muitas coisas boas para lembrar e relatar. Se perguntarmos para cada suzanensses se ele, ou ela, gosta de morar em sua cidade temos a sifra impressionante de 96% de pessoas que gostam de viver e trabalhar aqui.

Façam o teste se quiserem confirmar. Estes dados obtive de estudos que desenvolvemos sobre todas as relações que necessitamos tratar no processo de construção do Governo Popular em sintonia com a necessária luta política em busca da transformação social e na construção de justiça.

Teríamos aqui muitos pontos importantes e positivos para relatar e lembrar: principalmente a partir do novo tempo que a cidade vive com sua nova experiência de modelo de governo que ocorre dede 2005, conseguindo ampliar e aprofundar a abrangência das políticas públicas na vida das famílias de nossa cidade.
Para citar apenas alguns podemos lembrar: o plano de regularizaçnao fundiária onde mais de 2000 famílias receberam título de posse e o mapeamento de área de risco, que permitiu que passassemos sem nenhuma perda de vidas nestas graves enchentes; o programa de saúde voltados para as famílias de baixa renda e a integração da Santa Casa ao sistema SUS, além da implantação do SAMU, do Centro de especialidades, do CAPS, da farmácia popular entre outros.



Na área de infraestrutura, em janeiro de 2005 apenas 35% das ruas do município possuiam pavimentação e drenagem. Ao final de 2008 este indíce chegou a 61%, um crescimento de 26% em quatro anos. E o plano de pavimentação continua sendo ampliado para o Jardim das Flores, Jardim Itamaracá, Recreio das Palmas e nos corredores de onibus.

Na educação a cidade recebe grande prestígio, inclusive internacional, pois além da ampliação das famílias que possuem filhos na rede municipal, a cidade recebe uma univeridade internacional e um centro de tecnologia federal gratuito para nossa juventude.

No campo da condução política da cidade, processos de participação popular foram implantados e estão sendo consolidados, permitindo que amplos setores da cidade possam participar da vida política da cidade, que antes ficava apenas nas mãos de alguns poucos que faziam e desfaziam das riquezas do município.

Para se ter uma ideia do significado desta ampla abertura, basta analisar as relações de riqueza e pobreza existentes aqui. Não são todos que sabem, mas o PIB (Produto Interno Bruto) de nossa cidade está na casa de 6,5 bilhões de reais. Porém o orçamento público (dados de 2009) é de 350 milhões de reais. Ou seja 5% de toda a riqueza.

Por outro lado, 23% das familias de nossa cidade possuem renda famíliar de até um salário mínimo (R$ 510,00). E 25% de nossas famílias possuem renda de até dois salários mínimos. Isto significa que 48% de nossas famílias (cerca de 142.080 pessoas) vivem em situação de vulnerabilidade econômica, podendo chegar a vulnerabilidade social, conforme for a relação comunitária que a família constrói em relação a sua espiritualidade e em suas ligações familiares e comunitárias.

Estes dados demonstram que a nossa cidade é rica porém nosso povo é pobre. As causas desta pobreza, ao que nos compete enquanto gestores públicos, é mudar o modelo de gestão e garantir a inversão de prioridades no uso e no investimento do dinheiro público.

Quando o Governo Popular estabelece, por exemplo, o Programa de Acesso e Permnência de Crianças na Escola, garantindo o uniforme escolar, a alimentaçnao escolar e o material escolar, está agindo diretamente neste conjunto de famílias que, apesar de no pasado poderem acessar o sistema público de ensino, muitas delas não conseguiam, por vulnerabilidade econômica, permanecerem no sistema.

Atitudes como esta possuem impactos profundos, que terão sua percepção maior nas relações econômicas e socias locais em quatro ou cinco anos. Caso ações como estas tivessem sido tamadas a 10 ou 20 anos atrás e mantidas, com certeza os índices sociais poderiam ser muito melhor do que são.

Mas não compete somente ao poder público, com o correto uso dos recursos, mudar esta realidade.  Outros atores importantes contribuem de modo significativo para a equação dos índices injustos aos quais nossa cidade esteve, anos a fio, submetidos. O principal deles é a criação de um ambiente profícuo de acesso à direitos por todos e todas.

O povo de Suzano não precisa de "queba galho" ou "favorzinho". Trata-se de um povo trabalhador que constrói seu futuro com o trabalho de suas próprias mãos. Necessita sim, ter seus direitos respeitados e ter um ambiente que permita sua mobilidade social. Pois "direito não se pede, se conquista. Se arranca, não se medinga".

Todavia há alguns, travestidos de imprensa regional, a servico do poder reacionário que sempre dominou nossa cidade, querendo surrupiar o maior patrimônio que a cidade possui. Mas não vão conseguir. Pois o povo não é bobo.

Falo aqui mais especificamente, do jornalzinho "Diário do Alto Tietê", que em pleno aniversário da cidade usa toda sua primeira página para difamar a cidade, contar meias verdades e tentar vender uma imagem la fora que a cidade não possui. Querem com isto, utilizando-se da nobre prerrogativa da imprensa - a boa imprensa que com as armas da palavra anunciam e denunciam, através da valiosa ação jornalistica, de noticiar - laçam mão desta arma para tentar assaltar um dos patrimônios mais importantes que a cidade possui: seu orgulho e seu grande protagonismo em construir seu próprio futuro.

Como falamos a cidade de Suzano é rica, possui um povo pobre, mas também, seu Governo Popular é pobre (pois convenhamos, 5% do PIB para cuidar de 296 mil pessoas, sendo 148 mil em linha de pobreza, é bem pouco razoável). Porém durante muitos anos teve governantes que ficaram milionários. Uma cidade pobre com governantes milionários é uma contradição que não podemos permitir que volte a acontecer.

Neste sentido faço este debate aqui. Para deixar claro nossa indignação com a irresponsabilidade de alguns, que a luz do dia querem tomar de assalto nosso bem mais precioso, que é nossa honra e nosso compromisso com o bem comum. Temos fé e entendimento que através do debate é possível definir a verdade e construir coletivamente um real entendimento sobre nossa realidade.

Nossos principais problemas possuem origem e causas que estão sendo combatidas, naquilo que é papel do poder público, com competência, seriedade, compromisso e capacidade de gestão. Esta cidade, a partir de janeiro de 2005, está sendo colocada nos eixos. Possui Governo Popular, com uma política que inverte o próprio papel da política, que tantos anos nestas terras de Mirambava teve guarida.

Tenho a convicção que estamos no caminho correto, aprendemos com nossos erros, radicalizamos em nossas utopias, na busca de uma cidade para todos, e no combate àqueles que servem de "lambe botas" para um poder reacionário que sempre se locupletou daquilo, que por direito, é de nossa população.



Abraço a todos.

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