7 de jan de 2012

As virtudes éticas como "humano meio entre os extremos"

sonhos de mulher
Nós, somos principalmente razão, mas não apenas razão. Com efeito, em nosso ser "há algo estranho à razão". Mais precisamente: nossa parte biológica não participa em nada da razão, ao passo que nossa faculdade de desejo e apetites, tanto naturais como culturais, participa de alguma forma dela, enquanto a escuta e a obedece ou a complementa.

Neste sentido, o domínio desta parte de nosso ser e sua capacidade de dialogar ou submeter-se aos ditames da razão é a "virtude ética", a virtude do comportamento prático.

Esse tipo de virtude se adquire pela experiência política no dia a dia do trabalho, da vida em família, nas atividades de construção do conhecimento e na consolidação de nossos hábitos.

A virtude é propriedade de sujeitos, homens e mulheres, e nós a aprofundamos e a adquirimos, também pela repetição e inculturação em nosso ser dos valores da sociedade na qual vivemos.

Uma criança vai amar mais quando adulta, quanto mais em sua fase infantil, perceber e receber mais amor. Um tocador de cítara vai dominar as valiosas e infinitas notas deste instrumento, quanto mais, nele, investir seu tempo e esforço de repetição. Um militante político vai ser mais ou menos comprometido, quanto mais claro perceber as virtudes humanas que devem nele serem desenvolvidas e aprofundadas, neste caso específico, a disciplina, o comprometimento, a humildade, a busca por conhecimento, o respeito, a responsabilidade, a internacionalização e universalização das ações de construção coletiva da luta.

Dito isto, é necessário romper de modo definitivo com a deformação protofacista daqueles que querem suzanificar o projeto político na cidade de Suzano.

Uma cidade, que faz a experiência de um Governo Popular, obrigatoriamente torna-se uma unidade importante na construção de todo um país e de toda uma civilização. Trazer como pedra fundamental de sua atitude e formulação o bairrismo e o paroquialismo, denota uma atitude medíocre, corrupta e anti democrática.

Para revermos esta deformação todos nós teremos muito trabalho e seremos exigidos, todos, há um grande esforço de recuperação de nossa capacidade em fortalecer as virtudes humanas, fundamentadas na ética, para religarmos os extremos. Reorganizar os pressupostos de uma sociedade para todos, demanda, inclusive, uma ousada tarefa de libertar os imbecis (imbecilizados) suzanificadores, deles próprios.

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