11 de fev de 2010

Entre a lama e a Extorsão

Tem veículo de comunicação que não deveria existir. Isto com os novos meios de produção e novas tecnologias vai acontecer com certeza.


Falo aqui de um certo câncer que existe em nossa região que atende pela alcunha de "Diário do Alto Tietê". Trata-se de uma organização que envergonha qualquer setor do jornalismo, independente da orientação política ideológica que represente. E aqui e necessário reafirmar que não existe jornalismo isento. Isto é conversa antiga que poucos, nos dias de hoje, ainda tentam sustentar.

Inclusive é extremamente salutar tomar posição e deixar claro que lado e que modelo de construção de mundo cada um defende. As coisas, principalmente em política, não são as mesmas. Quem fala isto tem interesse de nivelar por baixo o exercício e a construção da política, que é sempre coletiva, nunca individual. Existem os lados que são defendidos, os interesses que são perseguidos, muitos deles, a grande maioria eu diria, extremamente legítimos.

Todavia todo interesse só é legítimo quando contribui para a existência e o aprofundamento de uma sociedade justa, fraterna, que respeite e garanta os direitos de cada  homem e cada mulher, e crie a cada momento as condições objetivas para nossa evolução cultural, econômica, política e social, garantindo a pluralidade, a diversidade e a construção da igualdade.

Contudo, aqueles que não entendem a natureza essencial da política, e a fazem em benefício próprio ou de pequenos grupos, são os que colocam o "burro na frente dos bois" e tropeçam em suas próprias pernas. Neste sentido é bom que abandonem o exercício do público e se recolham em atividade particular, que também tem sua nobreza, mas quando não a possui, menos mal estabelece para o coletivo.

Quando um jornal não possui compromisso com a verdade, todos nós somos atingidos, além de que um jornal, irresponsável, com seu objetivo voltado para os interesses comerciais do dono da empresa, lançando mão de  QUALQUER artifício para conseguir espaço e recursos financeiros é muito perigoso.

Este perigo aumenta quando, o veículo, se coloca de modo covarde na tentativa de destruir outros grupos e outros atores sociais, fazendo-o de modo incoerente e dissimulado: é este fenômeno que pretendo descrever aqui e tentar, deste modo, contribuir com um debate mais claro acerca dos importantes atores que, de algum modo, influenciam as relações sociais, políticas, culturais e econômicas em nossa cidade e em nossa região.

Meu desassossego com o Jornal Diário do Alto Tietê existe desde sua fundação. Nesta época, advento do pleito eleitoral de 2004, se serviu de instrumento, assim como fez o Diário de Suzano em 2000, para divulgar mentiras, pesquisas falsas e argumentos levianos contra o projeto Político Popular do Partido dos Trabalhadores e seus aliados. Até ai, sem problemas, cada um tem o direito de assumir sua postura e seu lado político desempenhando, no limite da lei, as estratégias e as táticas que a luta pela construção da justiça e de uma cidade para todos exige. E cada um acredita ou age de acordo com seus entendimentos.

O grande problema é fazê-lo sem ética, sem princípios e sem coerência. O papel fiscalizador, comunicador, formador e integrador da sociedade não pode ser tratado com superficialidade, com irresponsabilidade e vulnerável a caprichos de editores desequilibrados, que acordam de manhã e resolvem carregar na tinta contra uma força política de modo leviano e desqualificado.

Falo mais especificamente da matéria veiculada em 10 de fevereiro de 2010 com o título "Lama e Abandono: retratos da administração Marcelo Candido".

A notícia em questão, colocada como manchete, faz um juízo de valor de caráter político que está no campo da disputa política e no enfrentamento ao governo. O que a meu ver seria aceitável, assim como em minha opnião é aceitável a posição do Jornal Tribuna Suzanensse e o Programa da Marilei Esquiavi. Eles fazem isto a vida toda. E são muito menos dissimulados nesta questão.

Esta postura do "bate e assopra" é muito ruim para o jornalismo político, que neste caso é inexistente. O jornalzinho em questão deveria assumir de público sua filiação partidária. Não há problema nenhum nisso. Mas enquanto "ficar na moita", tentando ficar "escondidinho" no "denuncismo barato e populista" deve ter claro que presta um grande desserviço para a construção de nossas cidades.

2 comentários:

Anônimo disse...

Vc não tem vergonha de escrever uma barbaridade dessas????
Não devia existir era o "politicos" como os do PT de Suzano, aliás o PT de Suzano é que não deveria exixtir!!!!!

Rosenil disse...

Sr ou Sr(a)...
Não há motivos para ter vergonha daquilo que escrevemos. Principalmente quando o fazemos com o máximo de cuidado para não registrar conteúdos que não sejam verdadeiros.

Quando ao que foi escrito ser, na vossa opinião, uma "barbaridade", quero dizer que respeitamos sua opinião. Não temos a intensão de construir unaniminidades naquilo que fazemos, pensamos e escrevemos, e sua divergência quanto ao tema e ao conteúdo será sempre por nós respeitada.

Quanto á sua última afirmação sobre os "políticos" como os do PT de Suzano e sobre sua exitência, queremos deixar registrado que repudiamos totalmente esta sua posição e estamos convictos que está totalmente equivocada.

Entendemos que todos os partidos devem continuar a existir, independente de sua "coloração" ideológica, enquanto possuirem consistência.

O que garante a consitência dos partidos são os seus quadros de militantes e dirigentes aliados á autorização da população que permitirá ou não, de acordo com o voto democrático, individual e intransferível de cada um que forma o todo, se a agremiação partidária possui lastro político e capacidade de continuar participando de nosso expectro republicano de construção e condução do poder.

Neste sentido, vossa senhoria pode e deve sempre ter garantido seu direito de expressar-se. Contudo, reafirmamos: com relação a sua opinião ao Partido dos Trabalhadores, um dos mais importantes na história recente de nosso país e de nossa cidade encontra-se totalmente equivocada.

Saudações.