20 de abr de 2017

Fraternidade sem muros nem fronteiras

Suzano-SP: UBSF atendida por médico cubano - Dr Dagoberto

Fiquei sabendo que os malditos cubanos comunistas enviaram vinte centenas de médicos à Síria!
Fui checar. Na verdade são dois mil médicos que podem participar, a partir de uma operação muito rápida, de resgates e apoios humanitários.
Interessante observar este movimento. Tem muita pedagogia neste processo.
Em tempos de crise do sistema capitalista, quando o excesso de liquidez incomoda os acumuladores de capital. Quando inicia-se uma curva, mesmo que modesta, de avanços na conquista de direitos, como ocorreu na América Latina nestas últimas duas décadas, o sistema começa a entrar em colapso.
Como a economia é política, a saída para uma crise econômica é sempre Política.
Para o sistema capitalista a saída é desconstruir os excessos. Para isto existem as guerras e as políticas neo liberais.
Toda guerra, nascida de ações políticas, resultado desta, baseia-se em princípios e orienta-se aos objetivos e metas dos interesses que a motivam e a mantém.
O inverso também é válido. Por conta disto vale a luta, vale a solidariedade e a busca por igualdade. Princípios e metas antagônicos aos métodos beligerantes, dominadores e imperialistas.
Entendemos esta realidade?
Se sim, caminhemos então. Há um longo caminho. Salve a todos que nele se colocam.
Um salve especial aos que vieram antes de nós e nos trouxeram até aqui.
Vamos em frente, lá tem gente, aqui também.

16 de abr de 2017

Liberdade, senhora do tempo e das cores!


Todo tempo, quanta força.
Nas menores e nas grandes.
Muita graça, beleza.
Fé e raça.
Plenitude total?
Claro que não!
Mas és firme, destemida.
Amada, querida.
Pra agora é o que basta.
Ninguém te engana.
Tampouco pouco.
Nem todo o tempo.
Força nas horas,
Sabes do poder,
És água no dique,
Saberes da selva.
Das gentes, das coisas,
Fraternidade total.
És pobre, tens quase nada
Por hora basta, sabes.
O poder que vem, de quem.
De quem não te engana.
De quem ama, sem fama,
Racionalidade total.
Vamos em frente,
Lá tem gente.
Aqui também

15 de abr de 2017

Cristãos em Pascoa desde Ramos


O que esperar de mim?
Espírito mole, finito.
Maledito, de pouca fé.
Sai daqui satanás.
Cadê sua humanidade?
Aquela caducada escondida,
Pensa acamada, doida
Está mesmo abobada.
Sem nexo, desmiolada.
Na praça montada,
Em corpo dominado,
Oh alma penada!
De quinta santa em quinta,
Veste a camisa amarela,
Vai pra praça ajoelhar,
Matar de novo Barrabás!
O gente de pouca fé,
Sem alma, pouco corpo,
De banha em banha,
Nem fica em pé.
Gente bandida,
Covarde ferida,
Como zumbi caminha
Consumo suicida.
Dura realidade, alienada.
Que nos resta?
Quero fugir, sair!
Ressuscita-me, ressuscita-me!
Alienada dura, realidade?
Solte me! Pouco corpo.
Ousada esperança.
Ressuscita-me! Ressuscita-me!
Homens? Pássaros?
O que é? O que vale?
Quer voar, caminhar.
Escolha, sabes que é.
Esperança, só tu me salva.

14 de abr de 2017

Enfrentamentos?

A arte para a crítica.
O espetáculo.
Pra opinião pública!
Triste encruzilhada.
Dói no coração e n'alma.
Catarse pra que te quero.
Vá pra longe de mim,
Me incomoda, me moi.
Quero que pense,
Que fale , viva,
Intensamente, sem medo.
Me penetre, me transforme,
Me permita ser,
Me convença a amar,
Não qualquer amor,
O amor da vida, da luta,
Da justiça pra valer,
De um agir sem rancor,
Daquilo que nos liga,
De João Pessoa ao Imperador
Da república ao expedicionário,
Num evangelho libertador,
Daquele chamado Cristo,
Fiel e sonhador,
Salve o povo da rua,
Salve o povo,
Salve a rua,
Salve o evangelho,
Salve a luta, a justiça.
Hora de enfrentar os togados,
Os da batina,
Escondidos,
Ideologicamente drogados,
Dos muros de fé,
Esquisitice retórica,
De um falso libertador.
Vamos em frente,
Lá tem gente!
Aqui também!

10 de mar de 2017

Um diálogo sobre a vida e sobre a Luta: Marias, Fernandas, Solanges ...

Uma mulher disse: perderia o encanto em acompanhar um diálogo comigo pelas redes sociais.

Fui ver o motivo: ela não gosta de Lula.

Quando compartilhei em minha página pessoal do Facebook, a notícia sobre a transposição das águas do Rio São Francisco, havia uma foto de Luis Inácio.

Ela sequer leu a notícia, histórica dado à importância do tema, e fez uma crítica ao meu modo de ver a política e as minhas referências.

Ao analisar suas críticas, a qual tem o direito de fazer, percebo que é uma pensar cria do pensamento confuso que ocorre junto a classe trabalhadora, que presa fácil do processo de despolitização, constrói juízos e preconceitos contra o modo de pensar da esquerda política.

São presas fáceis do sistema opressor, de um conjunto de religiões também opressoras, enganadoras e alienantes. São vítimas e negação de sua própria classe, sonham com educação de qualidade, saúde de qualidade, sistema de mobilidade humana, mas infelizmente, presos e presas nesta malha urbana construída por um sistema capitalista avesso ao planejamento e à inteligência, ela não percebe, foram criadas cidades inteiras sem nenhuma preocupação com o futuro de nossa humanidade, respeito aos nossos rios, a preservação de nossas matas e ao direito de ir e vir de nossa gente.

Respeito ao direito urbano então nem pensar. Enfim, sem saber o que dizer a minha colega de reflexão de modo a não ser tão enfadonho e fazer um textão como este, fiz esta poesia. Vou guardá-la aqui.

Um dia quero revisitá-la. Vou ver o que vai dar. Ela disse que estava perdendo o encanto:

Que encanto?
O canto cantado?
O canto escanteado?
Os dois têm beleza!

A beleza do canto cantado.
Encantado na luta do poeta.
Do poeta cantador.
A tristeza do canto escanteado.
Mas que é lugar de luta do povo trabalhador.
Que faz beleza da luta por justiça.
De um militante que tem identidade.
Construídas nas conquistas,
Da força das mulheres,
Que com lula tinha ministério,
Com golpistas é só adultério.

Perca o encanto por isto..
Por etapa torpe e cruel,
Vergonhosa e sem céu.
Da política golpista,
manda pró inferno quem luta.
Mas nós aqui em nossa batuta,
Arredamos pé não!
Sabemos de onde viemos.
Pra onde vamos.
Salve Luis Inácio.
Lutador do povo brasileiro.
Luta por ti, luta por mim,
Pois me representa,
Se não representa tu,
Pra nós tem erro não.
 Queria Fernanda Alves,
Mulher brasileira,
Respeitada e querida,
Mas pra isso sabemos,
Temos retomar a democracia,
Desmascarar as injustiças,
De um judiciário golpista,
De uma imprensa pelega
Que faz um poeta construir
Uma poesia, Pra responder pra Fernandinha..
Não quero te convencer,
Mas que continues firme
Não perca o encanto,
Siga tua vida com pouco pranto,
Porque lá tem gente!
Aqui também.

1 de mar de 2017

Parindo a Burguesia!

Aos dois anos aprendi a falar, aos cinquenta e quatro, a escrever. Que bom. E o espírito e a experiência me cochicham: isto não se aprende, se vive! Resume-se numa "escutação".

O debate sobre o golpe de estado, para quem tem apreço pelo  conhecimento e seu impacto perante a justiça social e a caridade, é de fundamental importância e prioritário neste nosso tempo. Nunca esteve tão verdadeira a definição do poeta Cazuza sobre nossa burguesia.

Um pouco mais de consciência, pouco menos as vezes. Aqui e ali. Sobreviventes, somos todos. Um carnaval de atitudes. Também de insanidades. Paulistanos são assim. Fazer o quê. Parindo a desgraça.

Mas sempre há uma reação. O processo é dialético. O jogo é jogado. O mesmo carnaval tráz esperança. Se transformou no Carnaval do "Fora Temer".

Mas muito além da simples montagem de governos, temos que retomar nossa capacidade de pensar uma nação. Exercitar nosso papel perante nossa história e nosso futuro. È fundamental estabelecer a capacidade de fazer política. 

Fazer política com profundidade, com sabedoria, conhecimento, com arte, com ternura. Ter claro nossos interesses. Defender sua legitimidade. Também é fundamental deixar clara nossas metas de justiça social e de construção de igualdade.

Isso só se constrói em um estado de direito. É desumano permitir que ações anti democráticas sejam executadas a todo momento por setores do poder dominante. Seja no aparelho judiciário pela mão de um de seus membros, seja pelo sistema de comunicação pela mão e interesse de alguns de seus empresários.


28 de fev de 2017

Fenomenologias!

Justiça social e caridade. Quem acontece primeiro? Qual o lugar da justiça? Qual o lugar da caridade?

O lugar? sei dizer não. Acho que deveria ser em todos.

Onde acontece primeiro? Digo sem medo! Assim como a revolução, acontece primeiro de tudo, em nosso coração.

Quem acontece primeiro? O amor.

Ambas são consequências.

26 de fev de 2017

Iustitia: te quero.


Feridos! Grande dor.
Dor de vontade, viu.
Não é de medo não.
Vamos te buscar.

Você? A gente conquista.

Não te pedimos, nem te imploramos.
Sequer mendigamos.

Estás ferida também minha deusa?
Te curamos!
Quanto tempo?
Sei não.
Quando deixarmos,
criança, preto, pobre,
deixarmos parar de morrer!
De morte matada.
Morte sofrida.
Viver a vida.
Vivida.
Lá tem gente.
Aqui também.
Vamos em frente.
Não só te quero.
Não só queremos.
Preciso.
Precisamos

12 de jun de 2014

MERA MARÉ


Sutileza de uma força,
vezes imperceptível,
contorna e molda terras,
comunidades e continentes,
no tempo e no movimento,
em centésimos de segundo,
em diálogo com os astros,
ultra íntima com a lua,
sobe, desce e resplandece,
buscando uma alma,
um motivo e uma sintonia.

Ganha contornos humanos,
Dá nome a grupos e sonhos,
Organiza uma política,
Se agita na utopia,
de uma gente ousada,
garimpando teimosia,
coloca-se num caminho,
que sem pressa vai dar um dia,
nas portas do céu,
ao final da rodovia.
De uma cultura sem noites e dias,
reconstrói e reinventa,
uma moral de rebeldia.
Para cavalgar uma nova história,
que em nossas mãos se prende,
 com nossas vidas rompe,
toda e qualquer  misantropia.

E por falar em aversão,
e enfrentar sua alienação,
não podemos, sabemos,
tapar o sol com a mão.
Ter a intimidade com a lua,
cultuar a força da utopia,
sustentada  na ousadia,
conquistada pela teimosia,
tudo isto faz sentir,
cada vez mais humanos,
Candidos por um dia.

E nos micro segundos da maré,
saímos ruas e praças a fora,
cantando palavras de ordem,
buscando uma nova sorte,
construída em nossa humanidade,
sabemos ser mera maré,
de uma eternidade que em nós,
sem pedir, constrói,
na força de uma sutileza,
o futuro de nossa gente,
conquistando corações e mentes,
numa copa do mundo consequente,
viva 2014. 
Sem medo de enfrentar, lutar e defender
o que percebemos com convicção,
ligados em humana intuição,
aprofundamos nosso pensamento,
comparamos a cada momento, 
desafios de realidade,
por uma nova sociedade,
sabemos que devemos ter direito de construir,
além das utopias, consolidar nosso dia a dia,
na solidariedade da luta consequente,
bradamos com firmesa: a gente quer
JUSTIÇA PRA VALER!

23 de abr de 2013

Uma idéia, um lugar e mãos a obra



O movimento existe pela natureza, além desta, somente pela ação proletária, quando consciente e reflexiva.