9 de mar de 2010

Trabalhadores do Comércio Alternativo em Suzano

Construído sobre os pilares da organização dos trabalhadores, da economia solidária e da capacitação do poder público em atender à demanda, o programa voltado aos trabalhadores do comércio alternativo em Suzano,  entra em uma fase decisiva para seu sucesso. Depois de várias etapas percorridas, temos tudo para colocar o programa em um novo patamar de organização e sistematização que garantirá seu pleno sucesso.


Os trabalhadores organizados em associação construíram, com a ajuda do governo municipal, parcerias importantes com o SEBRAE, Sesi, Senai e Banco do Povo Paulista. Isto permite, à categoria, fortalecer ainda mais sua organização e dar a oportunidade necessária para que trabalhadores e trabalhadoras possam ter acesso ao aperfeiçoamento técnico e profissional para o desenvolvimento e aperfeiçoamento de suas funções no desempenho de suas atividades. Nesta fase foi possível promover cursos de capacitação em informática, técnicas comerciais, manipulação de alimentos e gestão de negócios. E várias outras etapas de formação e acesso a conhecimentos estão previstas.
No campo da economia solidária, a associação dos trabalhadores e o governo municipal tem incentivado cada membro a se comprometer com uma dinâmica de construção da atividade econômica baseada na auto-gestão coletiva e no compartilhamento de recursos técnicos e operacionais de trabalho, que fortaleçam o empreendimento, que será construído, mas que já possui uma fase embrionária em execução: o chamado "Bazar Popular".



A capacitação do Poder Público para atender a esta demanda compreende a elaboração do arcabouço legal adequado, a destinação de recursos públicos, e a formulação de parcerias entre o setor privado e trabalhadores organizados de modo articulado em um programa amplo de capacitação, construção do empreendimento e estabelecimento das regras de funcionamento.

O fim último de toda esta política tras como resultado a inclusão social de setores que, historicamente, ficaram a margem da cidade legal e do desenvolvimento sustentável. Além do combate à corrupção e do fortalecimento da participação popular.

Contudo tal programa não é, e nunca será, unanimidade em nossa cidade. Setores dos próprios trabalhadores preferem permanecer à margem da cidade legal, e preferem manter sua atividade na clandestinidade. Isto permite que alguns poucos possam, a partir da exploração e da alimentação de um ambiente fértil para a corrupção e à venda de produtos ilegais, possam, mesmo que temporariamente e de modo leviano, perceber vantagens financeiras.

Outro ponto que merece atenção, é o uso indevido, populista, oportunista e irresponsável que setores da política local, alguns deles travestidos de imprensa regional, fazem desta situação complexa, que em última instância, trata-se de uma patologia social alimentada por vários anos de ausência de política pública para esse setor da população. 

Falo mais especificamente da postura do Jornal "Diário do Alto Tietê" de hoje (09mar2010), e de setores da câmara Municipal de Suzano, capitaneados por seu presidente, aquele que não presta conta dos recursos públicos que estão sob sua gestão, em tentarem promover uma situação desfavorável, através de mentiras e de dados incorretos sobre o projeto e sobre o alcance do programa.

Mas ainda bem que acordaram tarde para atrapalhar este Programa do Governo Popular, dos Trabalhadores e da Iniciativa Privada. Pois hoje existem entendimentos suficientes entre amplos setores da população, os trabalhadores, em sua ampla maioria, estão organizados, e a iniciativa privada está estimulada para investir e se inscrever neste projeto e participar do programa.

Contudo a etapa de aprovação do projeto de lei na câmara municipal é essencial para o avanço desta política. Por isso conclamamos aos trabalhadores organizados que conversem com os vereadores e peçam para que, a maioria, tenham o bom senso em fazerem tramitar com rapidez este projeto que se encontra na câmara municipal desde outubro do ano passado.

Um comentário:

josé Brunetti disse...

Rosenil, não adianta chorar. Sempre defendemos a liberdade de imprensa acreditando na força e no direito de termos todas as informações e pontos de vista sobre um mesmo assunto. Faltou ensinar o povo a interpretar as notícias como a imprensa as divulgas, perceber a relação entre os interesses dos empresários e a forma como a notícia é fornecida ao cidadão.
Ironicamente se forem contestado, vão se valerem da liberdade de imprensa. No entanto, no sub-consciente e aos poucos nos níveis da racionalidade, a sociedade vai percebendo essa relação e também passam a interpretar cada veículo ao seu modo.
O seu relato/desabafo tem um papel educativo muito grande e você deveria pensar numa forma de divulgá-lo mais.