29 de set de 2017

Participação Social em agonia!



Corresponsabilidade!
Participação social!
Direito das gentes!
De todas as crianças!

Justiça pra valer!
Pluralidade e diversidade!
Cultura e identidade!
De todas as mulheres!

Conhecimento e sabedoria!
Reconhecimento e dignidade!
Uma carta de alforria!
A todos os velhos!

Uma sombra de esperança!
Uma certeza de um amanhã!
A alegria de um amanhecer!
A cada trabalhador e trabalhadora!

Só isto que peço!
Só isto que posso!
É nisto que penso!
Apenas bom senso!

Seria um delírio?
Um devaneio doido?
Uma loucura passageira?
Uma agonia definitiva?

Oh misericórdia, venha!
Socorro que não aguento.
Vivo num sufoco, num vento.
Abro mão de tudo, fui!

Fui fundo n'alma.
Nesta teimosia viva.
Carnificina pura.
Misericórdia , alforria!

Liberdade que te quero.
Que te busco e te desenho.
Nas dobras e nas sombras,
Dum tempo prenho.

Pari logo esta força!
Dá mole não pro azar,
A vida urge e ruge,
De pressa e de dor.

Salto daqui sem medo.
Melancolia sim,
Mas tristeza não.

Sigamos então.

Mente que não mente!



O óbvio não é para amadores. Comer, beber, aprender, conhecer, alegrar, entristecer: é a vida. Quer pra você?

Simplesmente. Sigamos!!

Plenamente, corajosamente, bravamente, audaciosamente, melancolicamente, angustiadamente, humanamente. Nesta sua mente.

Mente que não mente. Que não engana, nem se engana, mesmo com gana. Até se supera, porque tenta, gente que sabe, que sente, que não deixa isso pra lá.

Vem pra cá, estamos todos ocupados, você também, o que é que tem?

Lá tem gente. Aqui também!!

Professores e mestres, morram não com a esperança!

foto:Vitor Teixeira

Das controvérsias neo liberais , passando por esta pecêm proposta de uma escola sem partido, a mais grave é a morte da esperança de toda uma parte importante da categoria dos professores e mestres.

A suspeita de alguns imaginarem a possibilidade de uma escolha sem lado, mata a própria natureza da opcão.

Desconstroi o logos, colocando o em risco. Distanciando da maravilha e da vida a própria evolução.

De nada tenho medo, não ser de nós mesmos.

Em nada tenho esperança a não ser em nós mesmos.

Faço a opção da esperança em nós. Enfrento e refuto o medo.

Tudo isto passa pela construção de um justo sistema de produção e reprodução material e cultural. Direito de todas as gentes.

Por isto vou ficando com a pureza da resposta das crianças. Salve o ensinamento do poeta.

Sigamos!