15 de abr de 2017

Cristãos em Pascoa desde Ramos


O que esperar de mim?
Espírito mole, finito.
Maledito, de pouca fé.
Sai daqui satanás.
Cadê sua humanidade?
Aquela caducada escondida,
Pensa acamada, doida
Está mesmo abobada.
Sem nexo, desmiolada.
Na praça montada,
Em corpo dominado,
Oh alma penada!
De quinta santa em quinta,
Veste a camisa amarela,
Vai pra praça ajoelhar,
Matar de novo Barrabás!
O gente de pouca fé,
Sem alma, pouco corpo,
De banha em banha,
Nem fica em pé.
Gente bandida,
Covarde ferida,
Como zumbi caminha
Consumo suicida.
Dura realidade, alienada.
Que nos resta?
Quero fugir, sair!
Ressuscita-me, ressuscita-me!
Alienada dura, realidade?
Solte me! Pouco corpo.
Ousada esperança.
Ressuscita-me! Ressuscita-me!
Homens? Pássaros?
O que é? O que vale?
Quer voar, caminhar.
Escolha, sabes que é.
Esperança, só tu me salva.

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