10 de mar de 2017

Um diálogo sobre a vida e sobre a Luta: Marias, Fernandas, Solanges ...

Uma mulher disse: perderia o encanto em acompanhar um diálogo comigo pelas redes sociais.

Fui ver o motivo: ela não gosta de Lula.

Quando compartilhei em minha página pessoal do Facebook, a notícia sobre a transposição das águas do Rio São Francisco, havia uma foto de Luis Inácio.

Ela sequer leu a notícia, histórica dado à importância do tema, e fez uma crítica ao meu modo de ver a política e as minhas referências.

Ao analisar suas críticas, a qual tem o direito de fazer, percebo que é uma pensar cria do pensamento confuso que ocorre junto a classe trabalhadora, que presa fácil do processo de despolitização, constrói juízos e preconceitos contra o modo de pensar da esquerda política.

São presas fáceis do sistema opressor, de um conjunto de religiões também opressoras, enganadoras e alienantes. São vítimas e negação de sua própria classe, sonham com educação de qualidade, saúde de qualidade, sistema de mobilidade humana, mas infelizmente, presos e presas nesta malha urbana construída por um sistema capitalista avesso ao planejamento e à inteligência, ela não percebe, foram criadas cidades inteiras sem nenhuma preocupação com o futuro de nossa humanidade, respeito aos nossos rios, a preservação de nossas matas e ao direito de ir e vir de nossa gente.

Respeito ao direito urbano então nem pensar. Enfim, sem saber o que dizer a minha colega de reflexão de modo a não ser tão enfadonho e fazer um textão como este, fiz esta poesia. Vou guardá-la aqui.

Um dia quero revisitá-la. Vou ver o que vai dar. Ela disse que estava perdendo o encanto:

Que encanto?
O canto cantado?
O canto escanteado?
Os dois têm beleza!

A beleza do canto cantado.
Encantado na luta do poeta.
Do poeta cantador.
A tristeza do canto escanteado.
Mas que é lugar de luta do povo trabalhador.
Que faz beleza da luta por justiça.
De um militante que tem identidade.
Construídas nas conquistas,
Da força das mulheres,
Que com lula tinha ministério,
Com golpistas é só adultério.

Perca o encanto por isto..
Por etapa torpe e cruel,
Vergonhosa e sem céu.
Da política golpista,
manda pró inferno quem luta.
Mas nós aqui em nossa batuta,
Arredamos pé não!
Sabemos de onde viemos.
Pra onde vamos.
Salve Luis Inácio.
Lutador do povo brasileiro.
Luta por ti, luta por mim,
Pois me representa,
Se não representa tu,
Pra nós tem erro não.
 Queria Fernanda Alves,
Mulher brasileira,
Respeitada e querida,
Mas pra isso sabemos,
Temos retomar a democracia,
Desmascarar as injustiças,
De um judiciário golpista,
De uma imprensa pelega
Que faz um poeta construir
Uma poesia, Pra responder pra Fernandinha..
Não quero te convencer,
Mas que continues firme
Não perca o encanto,
Siga tua vida com pouco pranto,
Porque lá tem gente!
Aqui também.

1 de mar de 2017

Parindo a Burguesia!

Aos dois anos aprendi a falar, aos cinquenta e quatro, a escrever. Que bom. E o espírito e a experiência me cochicham: isto não se aprende, se vive! Resume-se numa "escutação".

O debate sobre o golpe de estado, para quem tem apreço pelo  conhecimento e seu impacto perante a justiça social e a caridade, é de fundamental importância e prioritário neste nosso tempo. Nunca esteve tão verdadeira a definição do poeta Cazuza sobre nossa burguesia.

Um pouco mais de consciência, pouco menos as vezes. Aqui e ali. Sobreviventes, somos todos. Um carnaval de atitudes. Também de insanidades. Paulistanos são assim. Fazer o quê. Parindo a desgraça.

Mas sempre há uma reação. O processo é dialético. O jogo é jogado. O mesmo carnaval tráz esperança. Se transformou no Carnaval do "Fora Temer".

Mas muito além da simples montagem de governos, temos que retomar nossa capacidade de pensar uma nação. Exercitar nosso papel perante nossa história e nosso futuro. È fundamental estabelecer a capacidade de fazer política. 

Fazer política com profundidade, com sabedoria, conhecimento, com arte, com ternura. Ter claro nossos interesses. Defender sua legitimidade. Também é fundamental deixar clara nossas metas de justiça social e de construção de igualdade.

Isso só se constrói em um estado de direito. É desumano permitir que ações anti democráticas sejam executadas a todo momento por setores do poder dominante. Seja no aparelho judiciário pela mão de um de seus membros, seja pelo sistema de comunicação pela mão e interesse de alguns de seus empresários.