12 de jun de 2014

MERA MARÉ


Sutileza de uma força,
vezes imperceptível,
contorna e molda terras,
comunidades e continentes,
no tempo e no movimento,
em centésimos de segundo,
em diálogo com os astros,
ultra íntima com a lua,
sobe, desce e resplandece,
buscando uma alma,
um motivo e uma sintonia.

Ganha contornos humanos,
Dá nome a grupos e sonhos,
Organiza uma política,
Se agita na utopia,
de uma gente ousada,
garimpando teimosia,
coloca-se num caminho,
que sem pressa vai dar um dia,
nas portas do céu,
ao final da rodovia.
De uma cultura sem noites e dias,
reconstrói e reinventa,
uma moral de rebeldia.
Para cavalgar uma nova história,
que em nossas mãos se prende,
 com nossas vidas rompe,
toda e qualquer  misantropia.

E por falar em aversão,
e enfrentar sua alienação,
não podemos, sabemos,
tapar o sol com a mão.
Ter a intimidade com a lua,
cultuar a força da utopia,
sustentada  na ousadia,
conquistada pela teimosia,
tudo isto faz sentir,
cada vez mais humanos,
Candidos por um dia.

E nos micro segundos da maré,
saímos ruas e praças a fora,
cantando palavras de ordem,
buscando uma nova sorte,
construída em nossa humanidade,
sabemos ser mera maré,
de uma eternidade que em nós,
sem pedir, constrói,
na força de uma sutileza,
o futuro de nossa gente,
conquistando corações e mentes,
numa copa do mundo consequente,
viva 2014. 
Sem medo de enfrentar, lutar e defender
o que percebemos com convicção,
ligados em humana intuição,
aprofundamos nosso pensamento,
comparamos a cada momento, 
desafios de realidade,
por uma nova sociedade,
sabemos que devemos ter direito de construir,
além das utopias, consolidar nosso dia a dia,
na solidariedade da luta consequente,
bradamos com firmesa: a gente quer
JUSTIÇA PRA VALER!

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