22 de dez de 2012

Um feliz natal: trabalhador!


Um natal de sonhos e poesia no tempo da vida.
Só faz sentido no espaço e existir de coisas e entes.
Chegamos até aqui, parece que vamos mais além.
Esta é a grande provocação do natal.

É um renascer, possível, imaginável e experimentável.
Sua magia está na sintonia de energias e pensamentos,
De trabalhadores e trabalhadores que ousam teimar,
A cada ano viver mais um natal: o extraordinário renascer.

Em tempos de exigentes mudanças,
Que se fazem quase que por conta,
Somos chamados a retomar o sentido
daquilo que realmente importa.

Um tempo que não mais suporta,
ser tratado como ovo de tolo ou porta,
O natal abre nova passagem para ir
E nisto perceber que.....

O trabalhador é a pessoa, dotada de significado histórico e envolvida a cada minuto na busca pelo bem viver.

Possui autonomia enquanto indivíduo mas, sua dimensão histórica, expressa-se no coletivo da comunidade e amplia-se a cada momento, que desenvolve suas potencialidades técnicas e científicas.

Nossa humanidade somente aprofunda-se rumo à plenitude, em um “movimento e caminhar”, se usarmos nosso saber e técnica a serviço do conjunto da comunidade.

Nosso saber e experiência acumulada nos permite determinar que este “movimento e caminhar” só é possível alcançar coletiva e historicamente, através do desenvolvimeto do ambiente em que vivemos e do fortalecimento de nossas relações.

Para garantir o desenvolvimento, aprendemos que, este deve ser sustentável.

Para fortalecer nossas relações, percebemos que, esta, deve ser solidária.

Nosso “fazer trabalhador” é sempre econômico. Isto é da natureza do trabalho. Nosso existir é sempre solidário. Isto é da natureza do humano. Por quanto, um verdadeiro Natal e renascer, só existe no âmbito de uma economia solidária.

Está por vir.... sairemos do outro lado... há quem diga que já está entre vós... o que você acha?
Rosenil

12 de dez de 2012

Última sessão: câmara de Suzano não deixará saudades!

Hoje 12/12/2012, ocorrerá a última sessão desta legislatura da Câmara Municipal de Suzano. Ainda bem que acabou, e acabou tarde. A cidade de 269 mil habitantes e 207 km2, com um alto índice de pobreza, pois 35% de suas famílias percebem uma renda familiar de até dois salários mínimos, trata-se de uma cidade que possui um alto grau de concentração de renda.

Mudanças estruturais importantes são necessárias para garantir que a cidade possa superar seus gargalos e suas desigualdades. O transporte público, a infra-estrutura, as políticas de saúde, a educação, a regularização fundiária e a participação política são temas que devem continuar sendo prioridade, na pauta dos governantes e a população organizada. Caso contrário, não avançaremos, como é necessário, para garantir uma cidade mais justa e acolhedora e mais igual.

Ao  fazer uma análise minuciosa sobre estes seis pontos estruturantes, é possível verificar que, aqueles que dependiam, e exigiam um maior envolvimento do legislativo, foram os que avançaram com maior dificuldades neste período. Chamo atenção para a questão do transporte e para a infra-estrutura, com a não aprovação e aperfeiçoamento dos Planos Diretor e de Transportes.

Quando comparamos os recursos gastos pelo legislativo, e olhamos a produção legislativa que se espera, observamos que nestes oito anos não houve um projeto sequer, por iniciativa dos vereadores, que tenha trazido algum benefício para a população. A única exceção foi o projeto que proibiu a "pichação" de muros em épocas eleitorais, feito por um vereador do PRTB, que podemos afirmar,  tenha trazido algum benefício.

Analisando os orçamentos anuais gastos, de modo legalmente correto, mas polticamente impróprio, pelo legislativo suzanensse, chegamos aos seguintes valores:



Isto significa que na média dos oito anos foram R$ 14.869.443,87 (quatorze milhões, oitocentos e sessenta e nove mil, quatrocentos e quarenta e três reais e oitenta e sete centavos) gasto pelo legislativo municipal. Aí pergunto: alguém se lembra de algum projeto de algum vereador que venha a justificar este gasto.

Contudo, acho justo observar que não é somente de projetos de lei que se formam as funções de uma casa legislativa. Existe o processo de fiscalização de poder executivo e da própria câmara que devem ser feito pelos vereadores. Porém a história recente deixa demonstrado que os recursos do povo foram arbitrariamente utilizados de modo a não dar nenhum retorno para o conjunto da cidade.

Mas, infelizmente, além de não dar nenhum retorno, os vereadores atrapalharam a cidade crescer, quando permitiram, que a estrutura do legislativo fosse, utilizada somente para fazer disputa política de baixa qualidade na cidade.

Por conta disto fica aqui registrado as 12h12, deste dia 12/12, esta análise, para continuarmos o debate sobre a necessidade de termos um legislativo comprometido com o futuro do município e que venha a ser reorganizado como espaço de construção da cidadania e desenvolvimento de nossa democracia.

Aos novos vereadores, que assumem a partir do próximo ano, desejamos muita sorte e força, para desenvolverem seu trabalho. Torcemos para que passem longe dos exemplos deixados pela Câmara Municipal nestes últimos oito anos.

Saudação a todos.

Rosenil Barros Orfão.




11 de dez de 2012

Dom Pedro Casaldáliga é evacuado de sua casa em São Félix (MT) devido a ameaças de morte


O bispo teve que pegar um avião escoltado pela polícia e atualmente se encontra na casa de um amigo que teve sua identidade e localização ocultas por razões de segurança

Amazônia

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O bispo Pedro Casaldáliga, 84, foi forçado a deixar sua casa em São Félix do Araguaia (MT) e ir a mais de mil quilômetros de distância por indicação da Polícia Federal. A causa foi a intensificação nos últimos dias das ameaças de morte que ele recebeu devido ao seu trabalho durante mais de 40 anos em defesa dos direitos dos índios Xavante.

A produtora Minoria Absoluta, que trabalha em uma minissérie sobre o religioso, foi uma das denunciantes. O fato do governo federal decidir tomar as terras dos fazendeiros para devolver aos índios, legítimos proprietários, agravou o conflito.

A produtora assinalou que a equipe de filmagem teve que modificar o seu plano de trabalho. Concretamente e por recomendação do governo brasileiro, a equipe teve que atravessar a floresta e fazer uma rota de 48 horas de duração para evitar a zona de conflito.

Casaldáliga se tornou o objetivo dos chamados “invasores” que fraudulentamente se apropriaram das terras em Marâiwatsédé dos Xavantes. O bispo, que sofre de Parkinson, trabalha há anos em favor dos indígenas e dos seus direitos fundamentais na Prelazia de São Félix e se tornou, em nível internacional, no rosto visível da causa.

Os proprietários de terra e os colonos que ocuparam fraudulentamente e com violências as terras serão despejados em breve pela ordem ministerial que, há 20 anos, espera pelo seu cumprimento.

Conforme informou em um texto a Associação Araguaia com Casaldáliga, o bispo teve que pegar um avião escoltado pela polícia e atualmente se encontra na casa de um amigo que teve sua identidade e localização ocultas por razões de segurança.

“Sentimo-nos plenamente identificados com a defesa que desde sempre o bispo Pedro e a Prelazia de São Félix sempre fizeram da causa indígena”, diz o comunicado da associação, que exige que a comunidade internacional vele pela segurança de Casaldáliga e pelos direitos dos índios Xavante.

Através do Twitter também circulou o comunicado de apoio do Conselho Indigenista Missionário – órgão vinculado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil –, assinado por associações e entidades ligadas à luta indígena e aos direitos humanos.