30 de mai de 2012

Segundas intenções com Senador Suplicy

O IFAB - Instituto de Formação Augusto Boal, tem o imenso prazer de convidá-lo para o “Segundas Intenções”, projeto que visa de forma ampla,  promover o debate e a reflexão sob diferentes pontos de vista, temas importantes para a construção de uma nova sociedade.





Primeiro senador eleito da história do Partido dos Trabalhadores, do qual é um dos fundadores, Eduardo Suplicy conquistou, na segunda candidatura (1998/2006), a maior votação para o cargo no País e a segunda maior da história de São Paulo, com 6.718.463 votos (43.07% dos votos válidos). Na terceira candidatura ao Senado para o mandato (2007 -2014) Eduardo Suplicy obteve 8.986.803 votos, 47,82% dos votos válidos.


Local: Câmara Municipal de Poá

Rua Vereador José Calil, 100 Centro (Praça da Bíblia) - Poá SP

Contato: Tel. 4636-0700 / Email: ifaboal@hotmail.com



Regimento de funcionamento dos painéis de discussões do “Projeto Segundas Intenções”.

A fim de organizar as discussões dos painéis de debate do projeto “Segundas intenções” o IFAB (Instituto de Formação Augusto Boal) faz saber: 

Toda atividade contará com um ou mais convidados que farão explanação do tema proposto.
Cada convidado terá de 15 a 30 minutos para a introdução do tema (Introdução e desenvolvimento de argumentos) tendo que encaminhar para a abertura de diálogos com os participantes. Podendo neste momento os participantes elaborar as suas intervenções.
    
Após a explanação de introdução, a mesa diretora abrirá para que os participantes encaminhem as suas considerações, perguntas, dúvidas pertinentes ao tema e aos convidados dos painéis sendo;

  1.  Em caso de perguntar orais ou escritas, cada participantes terá a possibilidade de explanar sua intervenção em um tempo de 3 a 5 minutos cada.
  2. As perguntas serão organizadas em blocos de 3, tendo no Maximo 5 blocos.  Sendo as orais sorteadas por filipetas de inscrição, previamente e colocadas em urna, no tempo hábil das inscrições por blocos. E as escritas previamente selecionadas pelo corpo diretivo do IFAB, para não haver dualidade de intervenções.   
  3. Após as explanações dos participantes, por blocos, a mesa conduzirá para ao convidado ou encaminhará se assim necessário.
  4. Caso haja maior numero de intervenções previstas neste regimento, a direção do IFAB  repassará ao convidado para que seja respondido de forma eletrônica as perguntas ou dividas, de acordo com a disposição do mesmo.
Após as respostas provocadas pelo ultimo bloco de intervenções, a mesa solicitará as considerações finais dos convidados e encaminhará para o encerramento de cada atividade.
Nadir Prado.

29 de mai de 2012

MANIFESTO DE UM MÚSICO E ARTISTA QUE SE SENTE ENGANADO PELA ARTE!


MANIFESTO DE UM MÚSICO E ARTISTA QUE SE SENTE ENGANADO PELA ARTE!


Caros Colegas, Amigos e Amigas, Outros...


Não sou moralista e não tenho qualquer pretensão de ser o dono da verdade. Costumo errar em decisões diárias da vida... Sou humano! Mas, tento ser o mais ético possível nas minhas ações de convívio social.

Algumas pessoas e empresas no Brasil, fizeram escolhas duvidosas na forma de como ser cavalheiro, digo novamente; talvez ético. As concorrências entre indivíduos já não são  classificáveis, nas linguagens de boas maneiras... Entende-se que tudo virou uma lama! Algumas lamas são medicinais... Outras cheiram mal!

Não dá mais para ficar calado e tentar compor uma música, escrever um poema e cantar uma canção em público, em cima de um palco sujo de lama. Muitos colegas da classe artística ficam calados e se submetem a chantagens por parte de alguns contratantes, que sem qualquer pudor, usam artifícios condenáveis pela sociedade. Causa náuseas ser artista num mar de lamas... Para que serve a arte? Roubar ou enganar é arte?

Venho penando nos últimos 05 anos, trabalhando quase 15 horas, de segunda a domingo, com muitos orçamentos repassados para prefeituras e órgãos públicos, e não consigo finalizar uma contratação... A concorrência é desleal! É suja! E as últimas manchetes, conforme, links abaixo, comprovam o que eu já desconfiava que existisse.

É preciso seriedade entre os artistas, contratantes e o poder público... É preciso acabar com a roda-vida da mídia e seus esquemas! O poder público está transformando a arte brasileira em uma república de ladrões? Dá nojo! Estou fora... Não quero ser artista que cheira mal! Não quero ser artista que tira o leite das crianças nas creches, ao participar de eventos superfaturados! Não quero ser o artista que se hospeda em hotéis de 05 estrelas, com diárias pagas por contratos não leais, desonestos... Chega!


A classe artística deve repugnar essa afronta! Não somos bandidos...


Links - Virada Cultural - investigada Pelo Poder Pùblico (nunca participei desta virada)











Abraços.


Lailton Araújo

22 de mai de 2012

O IFAB e nossa Festa Cabocla

Este texto, convite para você, de modo muito especial, para, pessoalmente ou pelas vias virtuais, celebrar, de modo caboclo, um momento de solidariedade e de reverência a nossa cultura de resistência e de resgate da alma de um povo, de sonhos e de históricas lutas.

Como diz o cancioneiro, homenageador de João Pessoa, sucessor de Suassuna, que da pequena Paraiba enfrentou a oligarquia, fala ele que havia uma filha, que era de João. Moça bonita e de espírito indomável, - o nome não sabemos - resolveu no dia do "casorio", com Pedro fugir. Antônio, noivo da donzela, bombardeado pela tragédia sentimental, acabou em bebedeira, a beira da fogueira, sofrendo angustiado e por João consolado.

Esta tragédia de Antônio, cantada em nossas festas de meio de ano, influência e herança de nossos colonizadores foi, por nossa cultura cabocla, abrasileirada e apropriada. Não a tragédia, que com certeza é uma ficção, mas a festa de meio de ano, chamada "junina".

Época que o milho crioulo floresce, formando a materia prima da canjica, do bolo de fubá e das pipocas, que na beira da fogueira, em panelas de ferro, um pouco de óleo, se poem a estourar. O barulho da pipoca, com certeza não ouvimos, mas os fogos de artifício, nas mão de crianças e brincalhões, estas, se põem mais forte a estourar.

Faremos deste dia um momento de solidariedade, de partilha e de fraternidade. Somos todos sonhadores de uma nova sociedade que continua a se formar a partir da da luta na busca e na conquista da justiça e da verdade.

A festa é em Calmon Viana, um bairro de nossa cidade. Mas de lá quer ser parte de toda a humanidade e de nossa universalidade. Por conta disto homenageamos, mais uma vez, o artista Boal e toda nossa brasilidade.

Uma brasilidade também indomável, ousada e irreverente. Entrincheirada em fileiras de utopias, lutas e solidariedade. Continuaremos fortes na construção e no fortalecimento de nossas capacidades.

Queremos amor, justiça e direitos, por isso convidamos todos, que com coragem, se colocam a serviço de uma organização coletiva, que quer, a partir de Pedro e João, avançar em junho para todos os outubros, vermelhos ou não, provocando e conquistando, corações e mentes, de Maria`s e José's, na luta por igualdade.


8 de mai de 2012

IFAB se destaca como uma das primeiras instituições a fazer um debate público sobre redução de danos em drogas no Alto Tietê.


Vanguarda: Redução de Danos - Drogas sob outra perspectiva

No ultimo dia 23 de maio, o IFAB (Instituto de Formação Augusto Boal), realizou o primeiro debate público sobre Redução de Danos em Drogas na cidade de Poá como assunto do projeto Segundas Intenções, encontros de reflexão e debate organizado mensalmente pelo instituto; no mês de abril foi destacado o tema Redução de danos (Outra perspectiva sobre as drogas). A atividade contou com duas importantes colaborações que trataram o tema com a sensibilidade e responsabilidade exigida, o psicólogo e vice- presidente do Centro de Convivência "É de Lei" Thiago Calil e o Educador Terapêutico do Projeto Quixote Artur Lauande Mucci, compartilharam as experiências das entidades em que trabalham e apresentaram um panorama sobre as políticas de redução de danos no Brasil e no mundo.

Com a participação de professores, psicólogos, assistentes social, jovens e representantes de entidades de Poá e região, a ação iniciou com bastantes expectativas dos presentes, assim percebemos o quanto ter novas referencia sobre a questão das drogas é necessário “... eu vim ao debate por ter uma breve informação em um curso que participei, quero saber mais" disse a assistente social Dora.

Entre outras abordagens, foi discutida a distribuição de insumos aos usuários de drogas como, seringas, pipetas e inaladores (medidas preventivas às doenças contagiosas), a legalização das drogas, a humanização dos usuários e a droga como uma realidade da sociedade na historia. Desta forma, foi apontada a grande dificuldade de avançarmos com as políticas de redução de danos, apesar de estas estarem no arco de prioridades do planas nacionais antidrogas; o moralismo dos governos e o velho conceito de combate as drogas, imperam as políticas públicas nas cidades e estados brasileiros comentaram os presentes.

No debate Artur Mucci, declarou que as políticas de redução de danos quer tratar dos indivíduos com as suas especificidades, isso nem sempre responde aos números, o que o Estado não quer saber "A redução de danos é um conjunto de ações, é a conversa com o usuário, é "o entender" o outro, coisas que pelos estigmas criados a ele na maioria das vezes não acontece" afirmou o educador.

O psicólogo Thiago Calil,apresentou um breve relato da experiência da entidade da qual é vice presidente "Nós conduzimos os trabalhos no centro de convivência "É de Lei", proporcionando atividades artísticas e culturais como alternativa às drogas, conquistamos a participação de pessoas que estavam morando na Cracolândia ( na cidade São Paulo ), não é uma tarefa fácil ao usuário dependente do crack, para nós a tática foi do ouvir, sentir o que aquelas pessoas têm  a falar".    

Com bastante expectativa de não encerrar o debate naquela noite, a direção do IFAB pretendeu semear uma nova frente de reflexão às questões das drogas, que nos últimos anos tem sido um constante problema na vida de centenas de  mulheres e homens, jovens e crianças da sociedade    " ...temos que ser humanos e realistas, as drogas são um assunto recorrente nas escolas, nas ruas, na sociedade a redução de danos vem para minimizar os sofrimentos dos usuários, partindo da ideia de que o usuário faz parte desta sociedade" completou o presidente do IFAB Neto Cano Herédia.

O evento, que acontece mensalmente, foi sediado na Casa de Orações do Batuíra e  marcou posicionamento sobre um novo olhar com relação as drogas, as perspectivas para a sociedade. Sobretudo pautou a necessidade de entendermos o tema como um assunto de caráter público. Entretanto, teve como objetivo proporcionar aos  participantes, ferramentas que  instrumentem a luta por política públicas humanizadas e efetivas aos cidadão,  assim,  o IFAB pretendeu mais uma vez provocar, discutir e refletir através de um  de seus projetos o "Segundas Intenções".