9 de ago de 2011

Juventude e a política

A atividade política nos moldes falados e mostrados pela mídia, abordando fatos e dando opiniões sobre governos, sobre parlamentares atos e ações de governantes é apenas uma face do que podemos chamar de atividade política.

Para a população, de um modo geral, esta é a principal, ou a única relação, tirando  os momentos eleitorais, que a cidadã e o cidadão se sente um pouco mais envolvido ou se percebe mais relacionado com o que entendemos como "a atividade política".

No entanto, tenho observado e incentivado um grupo de jovens, mais precisamente da cidade de Suzano-SP e de Poá-SP, a organizarem-se e conduzirem, dentro dos parâmetros já conquistados por eles próprios, a Conferência de Juventude.

Tenho observado, apesar do tema não ser tão atrativo para esta faixa etária, como nossos futuros condutores da nação, de nossas famílias e de nossas cidades desenvolvem sua percepção e consciência sobre a importância e a natureza da atividade política.

Neste sentido, pela oportunidade, convido a todos e todas, para um esforço, e venham acompanhar mais de perto o trabalho que está sendo desenvolvido por estes jovens na construção deste importante momento. A conferência em Suzano será no próximo 20 de agosto e, em Poá será dia 28 deste mesmo mês.

Trata-se de um momento rico para nossas cidades, para os jovens, e principalmente para a história de nossas comunidades. Somente poderemos ter um sistema político mais transparente, mais sintonizado com os anseios e as necessidades de nosso povo, se houver ampla participação popular nos processos e nas atividades políticas.

Com estas iniciativas e ações concretas poderemos, em futuro breve, deixar de ter, pela população em geral, uma idéia superficial, midiática e distante da atividade política.

Somente participando e agindo é possível apropriar-se da prática, dos métodos e dos elementos que a envolvem.

Apenas saber que o acesso à educação, à saúde, à infraestrutura, enfim, às políticas públicas de um modo geral dependem da atividade política não basta. A defesa e a garantia de direitos nunca é algo que ocorre de modo estático. A garantia da justiça e igualdade só se dá na dinâmica e na atividade do dia a dia. Trata-se de uma construção diária.

Temos em nossa experiência uma clareza: "direito não se pede, se conquista, se arranca não se mendiga".

Espero que possamos ter neste momento de prática de " juventude e política", mais um passo para aprofundar nossa própria humanidade.

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