31 de ago de 2011

A direção do Poder (sobre o aumento de vereadores nas câmaras)

Plenaria do OP (Orçamento Participativo) de Suzano-SP
Como podemos pensar a direção do poder? De que lado ele é exercido? É de baixo para cima? Ou é o contrário? Ou nenhum dos dois.. ou talvez ele "salte de banda"!!!

Há quem afirme que o exercício do poder é unidirecional. Manda quem pode, obedece quem tem juízo!

Tenho dúvidas com relação a esta afirmação, mesmo sendo esta, um dos grandes ensinamentos da sabedoria popular.

Nosso esforço em organizar as estruturas de poder, e colocá-lo a serviço do conjunto dos interesses legítimos das comunidades e dos povos ganhou, após o desenvolvimento das ciências sociais, novo contorno. Criamos elementos importantes no campo da ética, da economia , da crítica filosófica, das psicologias, das matemáticas, enfim, do conjunto dos saberes, condições objetivas para garantir um exercício mais pedagógico, e longe do obscurantismo, do poder.

Contudo a conquista destes elementos não permite e nunca permitirá, tornar fácil seu entendimento e seu exercício.

Diferente de outras relações humanas, como a arte, a religião, os ofícios, os trabalhos, as profissões, os amores, os risos e as paixões, coisas que podemos fazer e exercitar de modo particular e com pessoas que podemos conhecer, conviver, saber quem é, dialogar, trocar, cobrar, vender etc.... o poder para ser exercido depende de uma amplitude não particular e ou privada. Ele só se estabelece na esfera do que convencionamos denominar público.

Esta topologia, inerente ao poder, determinante em sua natureza, obriga que "o poder", para "ser" e se estabelecer, de modo definitivo e, para que cumpra aquilo que queremos e o que dele esperamos e exigimos, deve ser dominado e exercido por uma multidão.

Por isto sou favorável ao aumento do número de vereadores nas câmaras municipais. Inclusive entendo que o modo como os interesses das comunidades são representados nas casas legislativas é muito superficial.... e um dos motivos desta superficialidade tem a ver com a baixa quantidade de representantes...

Quando os interesses de toda uma cidade ficam na mão de 10 ou 20 legisladores, que na prática de legisladores não tem nada.... pois em sua maioria não foram preparados para sê-lo.... e nem é esta a essência de uma casa de leis... pois nela não queremos legisladores tecnocratas ... mas sim... que lá exista legítimos representantes das vontades das comunidades.... a saída que temos para garantir este objetivo, passa, entre outros, pelo necessário aumento de representantes.....

Continua......

28 de ago de 2011

Sempre a quase última.....

Casaldáliga 2011-07-17


Possivelmente seja essa, para mim, 
a última romaria pé no chão. 
A outra 
já seria contando estrelas no seio do Pai. 
De todo modo, seja a última 
seja a penúltima, 
eu quero dar uns conselhos.

Velho caduco tem direito de dar conselhos...

E a memória dos mártires, o sangue dos mártires, 
mais do que um conselho, [é] compromisso 
que conjuntamente assumimos, ou reassumimos. 


São Paulo, depois de tantos dogmas que anuncia, 
tantas brigas teológicas, 
tantas intrigas por cultura, 
dá um conselho único: 


‘o que eu peço de vocês [é] que não esqueçam dos pobres; 
o que eu peço de vocês [é] que não esqueçam a opção pelos pobres, 
essencial ao Evangelho, 
à Igreja de Jesus’. 


A opção pelos pobres. 


E esses pobres se concretizam nos povos indígenas, 
no povo negro, 
na mulher marginalizada, 
nos sem-terra, 
nos prisioneiros..., 
nos muitos filhos e filhas de Deus 
proibidos de viver 
com dignidade e 
com liberdade. 


Eu peço também para vocês que 
não esqueçam do sangue dos mártires. 


Tem gente, na própria Igreja, que acha que chega de falar de mártires. 
O dia que chegar de falar de mártires deveríamos apagar o Novo Testamento, fechar o rosto de Jesus. 


Assumam a Romaria dos Mártires, 
multipliquem a Romaria dos Mártires, 
sempre, 
recordemos bem, 
assumindo as causas dos mártires. 


Pelas causas pelas quais morreram, 
nós vamos dedicar, 
vamos doar, e se for preciso 
morrer, 
a nossa própria vida também... 


E ainda uma palavra: 
há muita amargura, 
há muita decepção, 
há muito cansaço... 


Isso é heresia! 
Isso é pecado! 
Nós somos o povo da esperança, 
o povo da Páscoa. 


O outro mundo possível somos nós! 
A outra Igreja possível somos nós! 


Devemos fazer questão de vivermos todos cutucando, 
agitando, comprometendo. 
Como se cada um de nós fosse uma célula-mãe espalhando vida, 
provocando vida. 


A Igreja da libertação está viva ressuscitada 
porque é a Igreja de Jesus. 
A teologia da libertação, 
a espiritualidade da libertação, 
a liturgia da libertação, 
a vida eclesial da libertação não é nada de fora, 
é algo mui de dentro, 
do próprio mistério pascal, 
que é o mistério da vida de Jesus, 
que é o mistério das nossas vidas. 


Para todos vocês, 
todas vocês, 
um abraço imenso, 
de muito carinho, 
de muita ternura, 
de um grito de esperança, 
esse cantar viva a esperança que seja uma razão... 


Podem nos tirar tudo, 
menos a via da esperança. 


Vamos repetir: 
‘Podem nos tirar tudo, 
menos a via da esperança!’. 


Um grande abraço para vocês, 
para as suas comunidades, 
e a caminhada continua! 


Amém, Axé, Awere, Saúde, Aleluia!”

18 de ago de 2011

O caos da ordem


BOAVENTURA DE SOUSA SANTOS

Em Londres, estamos perante a denúncia violenta de modelo que tem recursos para resgatar bancos, mas não os tem para uma juventude sem esperança

Os motins na Inglaterra são um perturbador sinal dos tempos. Está a ser gerado nas sociedades um combustível altamente inflamável que flui nos subterrâneos da vida coletiva sem que se dê conta.

Esse combustível é constituído pela mistura de quatro componentes: a promoção conjunta da desigualdade social e do individualismo, a mercantilização da vida individual e coletiva, a prática do racismo em nome da tolerância, o sequestro da democracia por elites privilegiadas e a consequente transformação da política em administração do roubo "legal" dos cidadãos. Cada um dos componentes tem uma contradição interna.

Quando elas se sobrepõem, qualquer incidente pode provocar uma explosão de proporções inimagináveis. Com o neoliberalismo, o aumento da desigualdade social deixou de ser um problema para passar a ser a solução.

A ostentação dos ricos transformou-se em prova do êxito de um modelo social que só deixa na miséria a maioria dos cidadãos porque estes supostamente não se esforçam o suficiente para terem êxito.
Isso só foi possível com a conversão do individualismo em valor absoluto, o qual, contraditoriamente, só pode ser vivido como utopia da igualdade, da possibilidade de todos dispensarem por igual a solidariedade social, quer como agentes dela, quer como seus beneficiários.

Para o indivíduo assim construído, a desigualdade só é um problema quando lhe é adversa; quando isso sucede, nunca é reconhecida como merecida. Por outro lado, na sociedade de consumo, os objetos de consumo deixam de satisfazer necessidades para as criar incessantemente, e o investimento pessoal neles é tão intenso quando se têm como quando não se têm.

Entre acreditar que o dinheiro medeia tudo e acreditar que tudo pode ser feito para obtê-lo vai um passo muito curto. Os poderosos dão esse passo todos os dias sem que nada lhes aconteça. Os despossuídos, que pensam que podem fazer o mesmo, acabam nas prisões.

Os distúrbios na Inglaterra começaram com uma dimensão racial. São afloramentos da sociabilidade colonial que continua a dominar as nossas sociedades, muito tempo depois de terminar o colonialismo político. Um jovem negro das nossas cidades vive cotidianamente uma suspeição social que existe independentemente do que ele ou ela seja ou faça.

Tal suspeição é tanto mais virulenta quando ocorre numa sociedade distraída pelas políticas oficiais da luta contra a discriminação e pela fachada do multiculturalismo.

O que há de comum entre os distúrbios da Inglaterra e a destruição do bem-estar dos cidadãos provocada pelas políticas de austeridade comandadas por mercados financeiros? São sinais dos limites extremos da ordem democrática.

Os jovens amotinados são criminosos, mas não estamos perante uma "criminalidade pura e simples", como afirmou o primeiro-ministro David Cameron.

Estamos perante uma denúncia política violenta de um modelo social e político que tem recursos para resgatar bancos e não os tem para resgatar a juventude de uma vida sem esperança, do pesadelo de uma educação cada vez mais cara e mais irrelevante, dados o aumento do desemprego e o completo abandono em comunidades que as políticas públicas antissociais transformaram em campos de treino da raiva, da anomia e da revolta.

Entre o poder neoliberal instalado e os amotinados urbanos há uma simetria assustadora. A indiferença social, a arrogância, a distribuição injusta dos sacrifícios estão a semear o caos, a violência e o medo, e os semeadores dirão amanhã, genuinamente ofendidos, que o que semearam nada tem a ver com o caos, a violência e o medo instalados nas ruas das nossas cidades.

BOAVENTURA DE SOUSA SANTOS, sociólogo português, é diretor do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra (Portugal). É autor, entre outros livros, de "Para uma Revolução Democrática da Justiça" (Cortez, 2007).

Os professores na consolidação de um projeto de nação

A relação dos trabalhadores da educação seja na formulação de políticas, na gestão do sistema, na organização da infraestrutura, na alimentação e, de modo especial na sala de aula, com o conjunto da sociedade é o diferencial possível para garantir a sustentabilidade das comunidades.

Construir a interação, entre comunidade e as atividades do mundo da escola é, e sempre foi, um grande desafio.

Os profissionais da educação devem lembrar-se continuamente de sua vocação, paixão, compromisso. A vocação é um compromisso com a paixão pelas diversas dimensões do conhecimento – psicológicas, epistemológicas, sociais, éticas e políticas – e pela curiosidade permanente quanto a tudo que acontece na sala de aula, na escola e na comunidade, no município, no estado, no país e no mundo; porque "a vocação é uma decisão individual que se projeta no coletivo." (CARBONEL, 2001, p. 110)

Traduzir para nosso cotidiano, sem burocracias, e vivenciar naturalmente os elementos envolvidos nos processos e nas relações escola comunidade, é a pilastra principal para o entendimento de nossas vocações e seu natural aprofundamento.


Em sua essência, ser professor hoje, não é nem mais difícil nem mais fácil do que era há algumas décadas atrás. É diferente. Diante da velocidade com que a informação se desloca, envelhece e morre, diante de um mundo em constante mudança, seu papel vem mudando, senão na essencial tarefa de educar, pelo menos na tarefa de ensinar,de conduzir a aprendizagem e na sua própria formação que se tornou permanentemente necessária. (GADOTTI, 2001, p. 7)

17 de ago de 2011

Projetos de Governo x Projetos de Poder


Nossos prefeitos, governadores e nossa presidenta, junto com o poder legislativo e judiciário, por força do povo, nos governam. 

Nossa democracia, ainda jovem, avança em sua consolidação.

Temos desafios imensos a transpor, isto é fato, e devemos  garantir e aprofundar a democracia de modo definitivo. 

Para isto importantes áreas de nossa sociedade e de nossa cultura carecem de transformação. 

Por outro lado a estabilidade política que atravessamos nos últimos dezesseis anos marcada pela consumação de quatro mandatos presidenciais, dois de FHC 
e dois de Lula, precedidos,todos eles de eleição direta e amplo debate com a sociedade, é uma conquista histórica de nossa nação.

Para continuarmos avançando, reformar o processo político se torna mister,  para garantir o funcionamento democrático das instituições. Devemos alcançar novas etapas de construção da igualdade e de justiça em nosso país. 

É uma ampla reforma política que garantirá projetos de Governo eficientes e comprometidos com as necessidades de nosso povo.

Atualmente, em nosso sistema político, existem virtudes que devem ser mantidas e entendidas pela população em geral e pelas instituições. Podemos enumerar: os níveis de poder, a representatividade, o voto direto e a divisão em tres poderes

O níveis de poder é exercido, desde a constituição de 1988, pelos municípios, pelos estados e pela união. Os municípios possuem além do poder executivo, o legislativo. Os estados possuem o poder legislativo, o executivo e o judiciário. A federação possui o poder executivo, o legislativo em duas câmaras de representantes, senadores e deputados, e o poder judiciário com suas instâncias máximas.

A representatividade é estabelecida pela existência do poder legislativo e executivo. Estes dois possuem a capacidade de representar geograficamente os territórios e as pessoas que nele vivem. O poder legislativo além da representação geográfica, pela sua própria natureza, permite representatividade de interesses setoriais da população, como sindicatos, igrejas, setor econômico, acadêmico etc...

A representatividade, apesar de ser uma das virtudes de nosso sistema e deve ser mantida em uma reforma política, possui pontos que devem ser mudados pois, na prática, possui muitas distorções. 

O voto direto, conquista importante da nação brasileira, possui um processo e uma aplicação que nos diferencia de modo positivo de muitas outras democracias. Dois pontos são relevantes: o nosso povo valoriza e participa das eleições e a justiça eleitoral conseguiu aprimorar a transparência e o controle das etapas do processo, tanto pela fiscalização como pela automação.

A divisão dos poderes, mesmo com imperfeições, á um elemento positivo da organização da república. Temos o executivo e o legislativo nos níveis de poder, e o judiciário que funciona de modo mais específico e próprio. Neste ponto é necessário grande esforço para reformular esta divisão, porém sem deixar de mantê-la.

Ao falarmos das virtudes de nosso sistema político, já é possível delinear as necessidades de uma ampla reforma. Esta se faz fundamental, muito mais para consolidar as virtudes existentes do que para estabelecer grandes inovações topológicas. Contudo, defeitos que outrora eram suportáveis para nosso grau de exigência, hoje tornaram-se "pedra angular" para sua eficiência.  

A representatividade é o principal ponto que deve ser aperfeiçoado, sob pena de fazer ruir toda nossa estrutura política. Para isto, pelos menos três dispositivos devem ser introduzidos: o financiamento público de campanhas políticas, o fim das coligações proporcionais para as eleições legislativas, a criação e fortalecimento de dispositivos de democracia direta, a exemplo de plebiscitos, consultas populares, conferências e políticas de planejamento participativo, e por fim, repensar o modo como é formado o poder judiciário brasileiro.

Sem esta reforma estaremos presenciando em nossas cidades e em nossos estados, o fortalecimento de projetos de poder em detrimento do avanço e a consolidação de um projeto de governo que efetivamente garanta as necessidades de nosso povo e de nossa sustentabilidade.

12 de ago de 2011

Denovo

Denovo, é o nome que dei ao cachorro da foto. Era dia de sábado, havia feira em Calmon Viana, e em uma rua perpendicular à rua da feira, estava lá o bichinho, largado no meio fio.

Seu estado era deplorável. Estremecia e babava. Parecia um ataque epilético. Acompanhado de meu amigo Geraldo, colocamos o animalzinho na caminhonete e o levamos ao veterinário.

A Dra Viviam nos atendeu e foi logo falando: o estado dele é grave e não sei se conseguiremos salvá-lo.

Ao preencher a ficha médica do cachorro ela definiu que ele era um SRD (sem raça definida), perguntou qual era o nome, para colocar na ficha. Expliquei a ela que havia acabado de conhecer o cachorrinho e estava pensando chamá-lo de Calmon ou de Viana. Ela opinou que fosse chamado de Cowboy.

Quase aceitei a sugestão. Mas daí refleti e afirmei: vai se chamar Denovo. O motivo do nome é para que ele possa "viver de novo".

Denovo passou dez dias internado na clínica veterinária. Estava pesando 18 quilos. Hoje Denovo pesa vinte e tres quilos. Está quase bom.

Estou pensando em dar a ele um sobrenome: Viveu.

Vou fazer um plaquinha na casinha dele: Denovo Viveu.



11 de ago de 2011

10 de ago de 2011

Parque Max Feffer em Suzano-SP recebe Encontro das Indústrias.

Setor público, setor produtivo e sociedade organizada encontram-se em evento importante que foca o desenvolvimento industrial e de serviços da região do Alto Tietê.

Idealizado pelo Governo Popular de Suzano, conforme consta em programa de governo desde 2005, a terceira edição ocorre em momento importante para as comunidades da região e para o Estado de São Paulo. A crise do modelo de desenvolvimento capitalista, que ganha novas proporções nesta semana, será enfrentada, também, por iniciativas como esta.

O verdadeiro sustentáculo da sociedade contemporânea e de sua evolução fundamenta-se em suas capacidades políticas e culturais. Organizar o setor produtivo em sintonia com a sociedade organizada e o setor público é uma ação estratégica. Para o momento, passa a ser também uma ação de sobrevivência e construção de novas alternativas.

Avançar no espaço existente entre a concentração de capital e a pobreza é um dos "nortes" que este encontro das industrias deverá apontar. Nossa capacidade de "consumo responsável e necessária" aliada a nossa capacidade de produção, fará com que os mercados internos continuem aquecidos.

Considerando  que o vetor da crise capitalista está mais forte nas economias centrais, é hora para uma tática de importar e investir em mais tecnologia para os setores que temos ainda deficiências.

Por outro lado, neste espectro de crise, fica mais clara a oportunidade para verificarmos suas reais amplitudes e intensidades. Muito do que ocorre hoje é pura ideologia e divulgação de percepção construida pelo olhar daqueles que detêm algum controle sobre um sistema baseado na "financerização"  e o "midiatismo" de nossa economia.

A resposta concreta e objetiva só é dada pela vida real. Esta ocorre nas ruas, nas comunidades, nas fábricas, no campo e no encontro do setor produtivo, setor público e sociedade organizada. Nosso combutível é o trabalho.

Não lutamos decadas a fio por nada. A organização política, pela participação de amplos setores, e o fortalecimento diário de nossa cultura  é nossa real segurânça. Viver não em preço. Viver com força, energia e comprometimento é uma opção. Esta, parece, o Brasil fez...

9 de ago de 2011

Conferência Municipal de Assistência Social


Com certeza vale a leitura: Rosangela Rigo propõe

A Globo vai partir pra cima de Amorim

publicada sexta-feira, 05/08/2011 às 18:34 e atualizada domingo, 07/08/2011 às 18:26
(o texto, até 08 agosto a 01h30 já possuia 116 comentários - impressionante)

por Rodrigo Vianna

Acabo de receber a informação, de uma fonte que trabalha na TV Globo: a ordem da direção da emissora é partir para cima de Celso Amorim, novo ministro da Defesa.

O jornalista, com quem conversei há pouco por telefone, estava indignado: “é cada vez mais desanimador fazer jornalismo aqui”. Disse-me que a orientação é muito clara: os pauteiros devem buscar entrevistados – para o JN, Jornal da Globo e Bom dia Brasil – que comprovem a tese de que a escolha de Celso Amorim vai gerar “turbulência” no meio militar. Os repórteres já recebem a pauta assim, direcionada: o texto final das reportagens deve seguir essa linha. Não há escolha.

Trata-se do velho jornalismo praticado na gestão de Ali Kamel: as “reportagens” devem comprovar as teses que partem da direção.

leia mais  

" Se as coisas são inatingíveis...ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que triste os caminhos, não fora
A mágica presença das estrelas!"
Das Utopias - Mario Quintana
 

Juventude e a política

A atividade política nos moldes falados e mostrados pela mídia, abordando fatos e dando opiniões sobre governos, sobre parlamentares atos e ações de governantes é apenas uma face do que podemos chamar de atividade política.

Para a população, de um modo geral, esta é a principal, ou a única relação, tirando  os momentos eleitorais, que a cidadã e o cidadão se sente um pouco mais envolvido ou se percebe mais relacionado com o que entendemos como "a atividade política".

No entanto, tenho observado e incentivado um grupo de jovens, mais precisamente da cidade de Suzano-SP e de Poá-SP, a organizarem-se e conduzirem, dentro dos parâmetros já conquistados por eles próprios, a Conferência de Juventude.

Tenho observado, apesar do tema não ser tão atrativo para esta faixa etária, como nossos futuros condutores da nação, de nossas famílias e de nossas cidades desenvolvem sua percepção e consciência sobre a importância e a natureza da atividade política.

Neste sentido, pela oportunidade, convido a todos e todas, para um esforço, e venham acompanhar mais de perto o trabalho que está sendo desenvolvido por estes jovens na construção deste importante momento. A conferência em Suzano será no próximo 20 de agosto e, em Poá será dia 28 deste mesmo mês.

Trata-se de um momento rico para nossas cidades, para os jovens, e principalmente para a história de nossas comunidades. Somente poderemos ter um sistema político mais transparente, mais sintonizado com os anseios e as necessidades de nosso povo, se houver ampla participação popular nos processos e nas atividades políticas.

Com estas iniciativas e ações concretas poderemos, em futuro breve, deixar de ter, pela população em geral, uma idéia superficial, midiática e distante da atividade política.

Somente participando e agindo é possível apropriar-se da prática, dos métodos e dos elementos que a envolvem.

Apenas saber que o acesso à educação, à saúde, à infraestrutura, enfim, às políticas públicas de um modo geral dependem da atividade política não basta. A defesa e a garantia de direitos nunca é algo que ocorre de modo estático. A garantia da justiça e igualdade só se dá na dinâmica e na atividade do dia a dia. Trata-se de uma construção diária.

Temos em nossa experiência uma clareza: "direito não se pede, se conquista, se arranca não se mendiga".

Espero que possamos ter neste momento de prática de " juventude e política", mais um passo para aprofundar nossa própria humanidade.

8 de ago de 2011

Parque Max Feffer poderá ser referência pré olímpica para Alto Tietê

O Parque Max Feffer, na cidade de Suzano-SP, pode tornar-se uma importante referência para o desenvolvimento de capacidades esportivas e culturais para a cidade de Suzano e demais cidades da região do Alto Tietê.

Contando com diversos equipamentos esportivos, culturais e educacionais o Parque ainda é uma obra em construção. Por sua dimensão e localização, é um instrumento que atrai o interesse do setor público e privado. Para o primeiro, serve como âncora para implementação de políticas públicas integradas e para o desenvolvimento e fortalecimento, principalmente das políticas de esporte, lazer, recreação, cultura, educação e saúde. Para o segundo, é uma vitrine importante para o lançamento de produtos e construção de novos negócios.




Atualmente é utilizado pela população local como lugar para caminhadas, prática de Skate, natação e outras atividades esportivas. Conta, para isto, com uma ampla piscina pré olímpica, uma concha acústica, um centro de estudos e exposições da cultura afrobrasileira entre outros.

6 de ago de 2011

Festa Nordestina


Programação - 2011               mais informações clique aqui

Confira, a seguir, a programação do ano selecionado.

05/08 - Sexta-feira
18h00Início com a Santa Missa
19h00Abertura Oficial com a Palavra das Autoridades
19h30Banda Minasom (início do funcionamento das barracas, restaurante e parquinho)
20h30Jhonny Lua
22h00Trio Macaíba
23h59Encerramento

06/08 - Sábado
11h00Santa Missa
12h00Abertura das barracas, restaurante e parquinho
15h00Originais do Forró
16h30Jackson e Wanderley
19h00Paixão Moleque
20h00Ivan Dourado e Evandro
21h00Sandro Júnior
22h00Sá e Guarabyra

07/08 - Domingo
11h00Santa Missa com a participação do Colégio Diocesano Paulo VI
12h00Abertura das barracas, restaurante e parquinho
18h00Quadrilha
18h30Concurso Miss Nordestina
19h00Trio Andorinha
19h30Bianca Cirillo
20h00Vida Reluz
21h30Sorteio da Rifa
22h00Fim da Festa

Sondagem apresenta aprovação ao pré-candidato do PT de Poá Darcio Vasques

Uma sondagem interna feita entre filiados do Partido dos Trabalhadores
de Poá apresenta boa aceitação pelo nome de Darcio Vasques como
pré-candidato a prefeito.

Na sondagem, os resultados mostram que a maioria dos filiados deseja
votar na próxima eleição em um candidato da própria legenda.

Outros nomes são citados, mas Vasques tem a preferência por ser
fundador do Diretório Municipal de Poá e por tê-lo defendido em todos
os momentos, mesmo nas crises que atingiram o partido.

Após o término da sondagem Darcio Vasques iniciará uma série de
visitas a filiados, semelhante a que outros pré-candidatos estão
fazendo, mas que ainda não iniciou para não interferir no resultado da
sondagem.

A pesquisa é feita por um grupo de filiados e simpatizantes do PT.

Com bom trânsito entre todas as tendências petistas, o pré-candidato
argumenta: “Acredito que eu possa aglutinar todas os setores do PT
para conquistarmos a preferência da sociedade e a prefeitura de Poá”.

Darcio Vasques é fundador do PT, ex-militante sindical, ativista
cultural, jornalista e professor efetivo das redes oficiais de
educação municipal e estadual da cidade e do estado de São Paulo.

4 de ago de 2011

Memória Viva – 11Edição

Os homenageados deste mês serão Celina Vidal Gonçalves (in memoriam) e Carlos Spada. No encontro, haverá um show com Chiquinho, Tereza e o grupo Geraes. Serão interpretadas canções folclóricas. 


Dia 24 de Agosto de 2011, às 19h 


O Memória Viva é um projeto criado pelo poder público local que tem o objetivo de homenagear personalidades que fizeram e fazem parte da história do município. 


As homenagens são feitas uma vez por mês, toda última quarta-feira, às 20h, a duas pessoas da cidade. 


Haverá, a cada encontro, um show musical com músicas de um compositor brasileiro. Os eventos serão no Casarão das Artes (rua 27 de Outubro, 271, centro).

Blog Memória Viva

3 de ago de 2011

Mais crimes do Mogi News

Que o jornal Mogi News discorre mentiras, intrigas e enganações em seus editoriais e em boa parte de suas matérias jornalísticas não é novidade para ninguém.

Também não é novidade  que este jornalzinho, através de seu braço podre, denominado Diário do Alto Tietê, aquele que caminha entre a lama e a extorsão, trabalha contra a implantação de um hospital público na cidade, e defeca preconceito contra os moradores de rua que estiveram um tempo na Praça Cidade das Flores, trata com má vontade  o Governo Popular da cidade e seus moradores.

Agora quer se tornar empreendedor imobiliário. Contudo trabalha contra o setor e se coloca com total incompetência neste tipo de assessoria. Falo mais especificamente do editorial carregado de falhas, mentiras e palavras indelicadas contra o Prefeito Marcelo Candido e contra o projeto de qualificação do Parque Max Feffer, emitido em 23 de julho de 2011.

Transcrevo aqui o editorial para que possam, todos que tiverem acesso a este material, impresso ou por meio eletrônico, possam refletir e verificar, em loco, o modo desqualificado como esta empresa faz jornalismo predador e vulgariza o papel crítico da imprensa.

O Parque Max Feffer, assim como a Faculdade Federal, a Universidade Unipiaget, o Hospital Federal, a Requalificação do Centro da Cidade, a Reforma da Estação Ferroviária, a Pavimentação de mais de 32 bairros da cidade, o fortaleciemento do Sistema Unico de Saúde e as Políticas Estruturantes do Governo são ações que estão articuladas num plano global de desenvolvimento e de garantia de crescimento da cidade com justiça social. A grande meta de desenvolvimento garante a inversão de prioridades e consolida a participação popular enquanto estratégia de continuidade das políticas.

O jornal erra criminosamente quando ataca as pessoas do governo e erra profissionalmente ao informar meias verdades ao público.

Todos sabemos que o setor imobiliário, para maior sucesso, tem deu destino intimamente ligado ao território e às relações econômicas e culturais do lugar onde são desenvolvidos os empreendimentos.

Suzano vive um momento especial neste sentido. A cidade possui atualmente, a partir das ações do governo local e o trabalho de seu povo uma perspectiva muito positiva.

Damos nossas saudações a todos os empreendedores que optaram em investir em Suzano e na Região do Alto Tietê mas ao mesmo tempo alertamos:  ligar a marca de suas empresas à marca putrefata do Mogi News é um equívoco.





Rosenil Barros Orfão
Secretário de Participação e Descentralização de Suzano


Eis a matéria.



Matéria publicada em 23/07/11
Nero embromador

Não foi por menos que várias pessoas que passaram recentemente pelo Parque Municipal Max Feffer, em Suzano, se espantaram ao ver uma nova placa afixada no local. De tão comum que já se tornou, o "coliseu suzanense", ou, simplesmente, o "esqueleto do parque" - aquela estrutura de concreto abandonada que deveria ser um ginásio - não chama mais a atenção; pelo menos, não de quem é da cidade, mas muita gente de fora pergunta do que se trata, causando um sentimento de vergonha ao questionado por ter de explicar que aquilo é uma herança de governos anteriores que resolveram flertar com a megalomania e criaram um "elefante branco" impossível de esconder.

Mais vergonha causa ainda quando o suzanense tem de contar que a atual administração municipal resolveu dar um jeito na situação há mais de três anos, mas, até hoje, pouco empreendeu nesse embuste semi-faraônico. Pior: a obra se configurou como o mais escancarado e escandaloso ralo ímprobo e devasso por onde escorre dinheiro público em Suzano nos últimos anos, quiçá dos últimos tempos. E como se não bastasse o escárnio que faz o prefeito Marcelo Candido (PT) e seus asseclas da situação e da cara do cidadão, ele e sua trupe resolvem aplicar mais uma "pegadinha", uma nova brincadeira de mau gosto, chamando, sem pudor, o contribuinte suzanense de trouxa.

A placa informa que o Ministério do Turismo e a Prefeitura de Suzano estão investindo R$ 3,3 milhões em "obras de reestruturação do Ginásio do Parque Max Feffer - 1ª Fase", com "prazo de execução de seis meses". Explique a anedota, prefeito Marcelo Candido, pois à exceção de seus sequazes, ninguém está entendendo nada.

Em junho de 2008, o petista convocou a Imprensa no Parque Max Feffer para anunciar que, a partir daquele momento teriam início os serviços de requalificação da tal área pública e a primeira etapa da transformação do "esqueleto" num Centro de Convenções e Arena Multiuso. Para cada obra seriam investidos R$ 2 milhões, entre verba federal e municipal. Para o ginásio, seriam necessários mais R$ 15 milhões para a segunda etapa - montante não garantido e que ainda teria de ser captado.

Ambas as obras seriam tocadas pela Logic Engenharia e Construções Ltda., empresa que venceu mais licitações na cidade naquele ano, somando mais de R$ 45 milhões em oito meses. Até então, nunca se tinha visto algo desse tipo na história de Suzano. E, hoje, a empreiteira é investigada pela Justiça e pela Polícia Civil justamente por irregularidades em processos licitatórios do Poder Executivo suzanense. A primeira obra já foi concluída e entregue - com um ano de atraso, diga-se de passagem -, mas a outra pouco evoluiu. Um bloco assentado aqui, um gradil colocado ali. Nada mais. Atualmente, está abandonada, com materiais largados de qualquer maneira.

Quer dizer então, prefeito Marcelo Candido, que, depois de três anos, os cerca de R$ 2 milhões para a primeira etapa da obra simplesmente deixaram de existir? Passou-se uma borracha no passado, dizendo "vamos começar tudo de novo, esses trouxas não vão perceber nada"? E para onde foi todo esse dinheiro?
É só chegar com uma nova placa que não explica absolutamente nada e tudo certo? Reestruturação do quê? Daquilo que não foi feito, ou do pouco que foi realizado e acabou deteriorado porque não teve continuidade? Prazo de seis meses? A partir de quando? E mais: por que o Ministério do Turismo demonstra desconhecer "a novidade"? Que esfera nebulosa. Atenção Ministério Público! Atenção Câmara de Suzano!
É, prefeito, sua oratória mais beira a embromação do que o esclarecimento. E é melhor começar a encontrar uma explicação plausível e convincente, pois, na mesma toada do "coliseu suzanense", vai que o senhor se torna o novo Nero e incita a indignação daqueles que representa.