30 de jul de 2011

Computador velho é bobagem..!!

Perdemos a conta sobre os números, as quantidades e as capacidades dos computadores nos dia atuais. Lembro-me quando adolecente, ia, a mando de minha mãe, à casa lotérica para fazer o jogo da loteria esportiva federal. Era por volta de 1973, existia a casa lotérica Bola Branca na rua 26 de Março no centro de Poá-SP. A rua era pavimentada em paralelepípedo e o movimento na casa lotérica já era grande.

volante de loteria (fonte)
Tratava-se de entregar no balcão um papel chamado "volante de loteria", este papel era perfurado em uma maquininha, onde dois cartões perfuráveis eram colocados. O primeiro cartão era entregue ao cliente e o outro era enviado para o centro de processamento de dados para ser processado.

cartão perfurável (fonte)
Neste tempo a capacidade das máquinas era, para época, algo extraordinário. Um computador IBM 4341, existente nos grandes centros, possuia memória de 2 MB.

O cartão era lido por uma leitora de cartão, uma máquina do tamanho de um frizer de 300 litros. Existia tres pessoas para operar as máquinas. Um operador de console, um operador de fitas magnéticas e um operador de leitora de cartões.

Leitora de cartão IBM 2501 (fonte)




Hoje estas profissões estão extintas e as máquinas são operadas de modo automático. Este computador que utilizo no momento para editar este texto, pesa menos de um quilograma e possui capacidade 100 vezes maior que o IBM 4341.

22 de jul de 2011

Vereador "imbecil" da Câmara de Suzano emperra projeto de resíduos sólidos

Vereador "imbecil" da Câmara de Suzano emperra pro...:  O projeto que disciplina o destino de resíduos sólidos, principalmente de construção civil, a partir da impl..."

Produção de lixo vai aumentar 30% até 2014.

Relembrando fatos.

A quantidade de lixo produzida na cidade de Suzano vai aumentar 30% em 2014 em relação a 2009. Dados da Secretaria de Meio Ambiente apontam que o município produzirá 9,1 mil toneladas de lixo por mês. Atualmente são produzidas sete mil toneladas por lixo todos os meses na cidade. Até 2029 o volume de resíduos produzidos no município vai aumentar 100%, aponta levantamento da pasta.

De acordo com a secretária de Meio Ambiente, Michele de Sá, o crescimento da renda da população local, aliado ao consumo imediato de bens não duráveis, vai fazer com que a produção de lixo cresça ano a ano na cidade e com que o volume mensal produzido atinja 14 toneladas em 2029. “O plano (Plano de Resíduos Sólidos de Suzano) aponta que em 2014 o aumento vai ser de 30%, em comparação com o ano de 2009, em 2019 o aumento vai ser de 55%, esse número salta para 80% e no ano de 2024 ele atinge 100% em 2029”, conta. “Ou seja, 20 anos depois que o plano foi feito a gente vai trabalhar com 100% de aumento e o município poderá ter que trabalhar com o dobro de recursos utilizados no momento’, completa.

AUMENTO A secretária afirma que a pasta terá que trabalhar sempre com a ideia de aumento no volume de resíduos e explica que o plano foi desenvolvido para que o município não precise no futuro gastar até duas vezes o que é gasto hoje na coleta de lixo. “A questão da implementação das centrais de triagem e da coleta seletiva devem ser feitas pensando em minimizar este impacto no orçamento do município. Todo o valor que for economizado com a coleta de lixo pode ser destinado para outros recursos”, lembra.

META Segundo Michele, as políticas desenvolvidas pela pasta estão alinhadas com as nacionais e ambas deverão seguir uma única direção:“Quando a gente verifica a política nacional de resíduos sólidos ela tem que caminhar para extinção dos lixões e aterros. Precisamos apontar novas tecnologias para a coleta de lixo”, afirma.
Matéria publicada na edição: 8806
Data de:2011-02-05/02/2011

Fonte: Diário de Suzano

Adiamento de votação de projeto atrasa desenvolvimento, diz secretária

Matéria publicada na edição: 8823
Data de:2011-02-25/02/2011


O adiamento, por parte da Câmara Municipal de Suzano, da votação do projeto que prevê a criação do Consórcio Intermunicipal de Gestão Integrada dos Resíduos Sólidos da Construção Civil (RCC) e Volumosos (CV) do Alto Tietê Cabeceiras está atrasando o desenvolvimento ambiental, econômico e social da região. A afirmação é da secretária de Meio Ambiente de Suzano, Michele de Sá Vieira, que concedeu entrevista ontem ao DS para falar do impasse promovido pelo Legislativo da cidade.

O projeto do consórcio deve ser votado somente em 90 dias. Na última segunda-feira, a Casa de Leis decidiu prorrogar a votação. Mesmo agendado para o dia 21, Michele recordou que a minuta do projeto está no Câmara desde o primeiro semestre de 2010.

Para a secretária, o empecilho maior sobre essa questão não envolve só Suzano, mas também as cidades de Poá e Ferraz de Vasconcelos. Elas participarão do consórcio, mas diferentemente do município vizinho, já aprovaram seus respectivos projetos. “Elas já estão com a situação resolvida. Só falta Suzano”, reforçou.

Conforme destacou a Michele, o adiamento da votação do projeto “atrasa mais ainda” a implantação de políticas urbanas de processamento de resíduos da construção civil. Isso porque, elas poderiam fazer com que as cidades “ganhassem sobre vários aspectos”. Já que, de acordo com ela, a instalação do consórcio possibilitará uma queda considerável no número de descarte irregular de materiais pelas cidades e, consequentemente, gerando melhorias ao meio ambiente. Além disso, os municípios economizariam recursos quanto à compra de materiais utilizados para construir sarjetas, quando não, pisos de ruas etc.

“Na usina, os materiais podem ser beneficiados, transformados em guias, em sarjetas e bloquetes”, disse Michele, referindo-se que uma das pretensões do consórcio é instalar uma usina de beneficiamento dos resíduos no bairro Miguel Badra, em Suzano. No local, outras cidades também poderão fazer uso do equipamento.

Vereador "imbecil" da Câmara de Suzano emperra projeto de resíduos sólidos...:  O projeto que disciplina o destino de resíduos sólidos, principalmente de construção civil, a partir da impl..."

O parlamento do parlamentar

O Deputado Estadual Jose Cândido (PT) no alto de seus 67 anos e esbanjando juventude e disposição empreende uma ação, além de corajosa, muito necessária para nossos dias.

Quando convoca toda nossa base social para discutir a formação do conselho político do mandato, na verdade, não traz nada de novo, pois esta é prática antiga no interior do Partido dos Trabalhadores. Porém nos chama atenção o modo como esta tarefa está sendo proposta.

O conselho, para sua formação, foi dividido em momentos que permitem organizar a dimensão geográfica do mandato e também a dimensão temática.

De modo ousado está sendo conduzida plenárias de divugação do regimento de formação do conselho em 11 cidades da região do Alto Tietê, na Capital, na Alta Paulista e na região de Campinas. Também ocorrerá a organização específica para os movimentos populares e entidades ligadas ao mandato.

Tive a oportunidade de participar da plenária na cidade de Poá, Itaquá e Suzano. Foram momentos que pudemos rever os companheiros de luta e relembrar os momentos que construimos juntos, não só na campanha, mas também no processo de construção partidária e dos movimentos.

Esta dinâmica, para o momento atual do Partido dos Trabalhadores, traz um novo ânimo para nossa militância. Percebi companheiros se sentindo como fazendo parte da própria bancada de deputados do PT.

Nos parece que ao final, deste trabalhoso, ousado e corajoso processo, promovido por José Candido, teremos o retorno das plenárias populares de nossos deputados e talvez, para os tempos atuais, reinaugurando um parlamento do parlamento e o fortalecimento das formas de democracia direta.

I Conferência Micro-Regional da Militância Socialista no Território Sertão Produtivo - Bahia

Acontecerá no próximo domingo, dia 24 de julho, a partir das 9h, no município de Guanambi, Território Sertão Produtivo, a I Conferência Micro-Regional da Militância Socialista - Bahia. A conferência contará com a presença de militantes petistas dos municípios que compõem o terrritório, em evento que visa consolidar a construção de uma alternativa de esquerda no Partido dos Trabalhadores da região.
 
A iniciativa de construir a Militância Socialista no Sertão Produtivo partiu do Coletivo Seara Vermelha, organização que congrega militantes do movimento de casas de estudantes e ambientalistas com atuação regional. A atividade ocorrerá na sede do Partido dos Trabalhadores de Guanambi, situado à Rua Joaquim Lessa, n° 34 - Centro. 
 
"Nem um passo atrás que não seja para tomar impulso!" Che Guevara

Realidade e versão. O DAT é uma enganação.

Ao pensar nossas atitudes e preparar nossas ações lançamos mão de dados reais em nossa vida. Não damos conta do conjunto de decisões que tomamos a cada hora e a cada dia. Do despertar ao adormecer de um dia de trabalho, de estudos, de lazer, de folga, de cotidiano, enfim de nossa existência, estamos frente a frente com uma realidade de vivência e sobrevivência que é indiscutível em nossas mentes, em nossa percepção e em nossos sentidos.

Nosso velho e querido Karl Marx chama isto de condições objetivas da vida. Segundo ele, o cotidiano do homem e da mulher, deveria estar em sintonia com a realidade, e numa dinâmica concreta, deve criar as condições necessárias para garantir a vida e a existência humana.

Contudo, segundo Karl Marx, dentro da lógica das relações de produção capitalista, existe um afastamento do homem e da mulher desta realidade. Este afastamento ocorre por conta de uma interpretação equivocada dos princípios fundamentais da realidade. Este "interpretar" encontra guarida em um modo de pensar e perceber a realidade denominada por ele de  ideologia dominante.

Criar uma versão sobre as coisas da vida, de nossas relações, de nossa história, de nossa existência é natural do modo de comunicar humano. Cada um sempre comunica aquilo que percebe, aquilo que vê ou aquilo que sente.

Este comunicar, profissionalizado nos dias de hoje em nossa complexa sociedade, sempre esteve presente e enraizado em nossas comunidades. Desta capacidade de comunicar nasceram as tradições, formaram-se as culturas, evoluiram-se as linguagens, outras morreram, outras ainda irão nascer.

A comunicação das percepções deixa de ser versão, e passa a estar mais próxima daquilo que efetivamente é real, quando podemos experimentar e fazer repetir os fatos e as próprias interpretações sobre tais.

Repetir fatos, hoje sabemos, é algo impossível. Para um observador distraido, todos os dias podem parecer iguais. Os penaltis perdidos pelos jogadores brasileiros no jogo contra o Paraguai na Copa América, podem parecer iguais. Contudo, ao debruçarmos sobre os fatos, que são novos a cada momento, e a cada momento são atualizados, entendemos que a máxima de Heráclito de Éfeso, pemanece: "nenhum homem pode mergulhar duas vezes no mesmo rio".

Mesmo nos complexos processos automatizados em nossas máquinas e computadores, a cada ciclo, ocorrem resultados que admitimos iguais. Mas na verdade são produtos que se aproximam daquilo que determinamos e aceitamos como igual. Contudo, para um crivo exigente, são fatos que apenas se aproximam, pois são novos e, podem e devem, com o rigor de nossa percepção, interpretação e análise, serem novamente interpretados e atualizados.

Não queremos aqui colocar em cheque o conceito de identidade, na verdade queremos aprofundá-lo. Pois viver nossa humanidade, e vivê-la na plenitude, significa poder a cada momento "saborear" tudo que nos rodeia.

Afinal não somos A ou B.
Nem somos x=0.
Somos sim sujeitos,
construimos nossa história.
Somos mais de seis bilhões.
Somos pessoas.
Todos, se quiserem,
sujeitos de uma construção.
Protagonistas de uma realidade,
seja em Suzano ou em Poá.
Seja aqui ou seja acolá.

Por conta disto tudo, lamentamos por todos que possam abrir mão de seus momentos. Pena deixarem passar o presente. Não viverem cada segundo. Estranharem-se no próprio espelho e buscar viver um ontem que, por mais valioso que tenha sido, não existe mais.

Torna-se mais grave esta situação, quando vemos jovens jornalistas, deixarem-se impregnar por uma disputa ideológica, que se diferente  fosse, trariam para si a possibilidade de serem sujeitos de sua própria vida. Mas sob a lama e a extorsão isto seria impossível.

21 de jul de 2011

Articulação de Mulheres do Alto Tietê: em movimento e luta.

A Articulação de Mulheres do Alto Tietê convida a todos para evento de apresentação de pesquisa sobre a violência contra as mulheres.

Em parceria com o Instituto Patricia Galvão - Midia e Direitos, o objetivo do encontro é divulgar resultado da pesquisa que demonstra a dimensão doméstica da violência de gênero.

O encontro ocorrerá dia 27 de julho, as 18h30 no Teatro Armando de Ré, rua General Francisco Glicério, 1354 - Suzano - SP.

Estamos todos convidados.

20 de jul de 2011

Instituto Augusto Boal promove debate sobre o "lixo"

Com o tema "Lixo: desafio das cidades",  o Instituto Augusto Boal promove encontro para debater tão importante assunto para os dias de hoje.

O encontro ocorrerá dia 25 de julho as 19 horas no Centro Pastoral Padre Eustáquio - Antiga escola Olinto Redher, em Poá - SP.

Trata-se de mais uma edição do Segundas Intenções, projeto de discussões, reflexões  e ações, fomentado pelo I.A.B., 

Trazendo desta vez o tema Lixo,desafio das cidades, assunto que tem chamado a atenção  nos últimos meses no Alto Tiete. 

Para contribuir nos debates sobre os resíduos sólidos nas cidades estão confirmadas as presenças da professora universitária especialista em legislação ambiental, Claudete Bezerra,  da educadora ambiental e organizadora do grupo de voluntarios  de defesa do rio Tiete Maria Henriqueta Andrade e de Roberto Golfinho,  sócio cooperado da CRUMA- Cooperativa de Reciclagem Unidos pelo Meio Ambiente da  cidade de Poá. 

Nas edições do projeto, os convidados explanam seus posicionamentos referentes ao tema,  e em seguida fica  aberto para os demais participantes levantarem dúvidas, indagações e provocações.

Com o objetivo de contribuir para os debates de relevância local, nacional e internacional, o IAB, vem construindo o principal canal de debate do Alto Tiete para a formação dos participantes, que certamente são potenciais multiplicadores.

Estamos todos convidados a comparecer.

Midia Mundo demonstra mais uma "pérola" do Diário do Alto Tietê

O site Midia Mundo estabelece mais um comparativo da inércia do Diário do Alto Tietê, este que faz campanha para fechar a Santa Casa de Suzano. Veja o Site

19 de jul de 2011

Sobre o Nazismo e a Liberdade de Expressão

O blog PadariaPost reproduziu  o artigo do secretário Marco Tanoeiro sobre as infames afirmações da promotora de Justiça de Suzano acerca dos problemas ocorridos na UTI Neonatal da Sta Casa local, o plebeu toma a liberdade de fazê-lo também.

Agora que este debate está um pouco mais longe, nos parece apropriado lançar novas luzes sobre as análises feitas até agora sobre o tema. A saúde pública é algo que nunca deveria ser tratado à luz de interesses que publicos não fossem. Deixar de lado "picuinhas" e vaidades é fundamental. O artigo de Dr Marcos, pela sobriedade e profundidade, nos remete ao necessário palco da reflexão. boa leitura....


Marco Aurélio Pereira Tanoeiro*


Os últimos dias foram marcados pela discussão pública acerca das condições de atendimento na Santa Casa de Suzano, no Alto Tietê. Autoridades e população usuária dos serviços foram instadas a se manifestar sobre o assunto, com ampla cobertura da imprensa.
Uma declaração merece especial destaque por sua autoria e pela carga de preconceito e vileza que carreia em seu bojo. A promotora de Justiça Celeste Leite dos Santos. "O fato de ser o único hospital da cidade não autoriza que se façam experiências com a vida humana. Não estamos em guerra e isso não é um campo de concentração. Só uma pessoa muito incauta se submeteria a arriscar a sua própria vida na Santa Casa de Suzano"(sic). Não houve contestação.
Nunca em Suzano um representante do Ministério Público preocupou-se tanto em fazer uso da mídia para promover sua imagem e suas ações. A anterior ocupante do cargo somente ganhou algum destaque quando, em flagrante desvio de função, tentou prejudicar candidaturas na cidade de São Paulo. Foi exemplarmente repreendida por seus superiores.
A declaração da promotora faz referência explícita aos métodos abjetos do regime nazista. Estão presentes os elementos que povoam nossos mais horríveis pesadelos e que na opinião da promotora constituem o cenário encontrado na Santa Casa de Suzano. Não é o que pensa o Judiciário.
Questiona ainda a capacidade da população de Suzano e região de raciocinar e tomar decisões. Ao afirmar que somente os muito incautos arriscariam sua vida na Santa Casa de Suzano a indigitada tenta decretar sumariamente a extinção da única maternidade do município e uma das mais procuradas de toda a região. Desdenhar da inteligência da população não é ato compatível com a postura que se espera do respeitado e necessário Ministério Público.
A Promotora de Justiça, pessoa culta e conhecedora dos horrores praticados pelo regime nazista, deve se lembrar que a máxima de contar mentiras dizendo apenas a verdade também foi amplamente disseminada à época.
Promover a Justiça e garantir aos cidadãos as prerrogativas constitucionais são funções primordiais do Ministério Público. Como profissional do direito sempre apoiarei toda e qualquer ação nesse sentido. No entanto, ao fazer as alegações supracitadas, a promotora de Justiça dissemina o caos e a insegurança na população, principalmente entre aqueles que necessitam e confiam no Sistema Único de Saúde. 
O promotor de Justiça é servidor público cuja remuneração é custeada pelo dinheiro do povo. Diferentemente dos prefeitos, governadores, vereadores, deputados, senadores e da presidente da República, os promotores ingressam em seus cargos por concurso e não pelo voto direto. Possuem, portanto, legitimidade para o exercício de sua função, mas estão anos-luz de gozar do respaldo popular inerente aos cargos eletivos. O Estado Democrático de Direito pressupõe não somente a independência dos Poderes, mas também o respeito entre os seus representantes.
Em homenagem ao amplo direito de expressão, recente e brilhantemente defendido por uma também representante do Ministério Público junto ao Supremo Tribunal Federal, necessário que aprendamos a defender nossas opiniões sem ressuscitarmos fantasmas do passado, tampouco transformarmos em ingênuos nossos mestres da sabedoria popular.
* Marco Aurélio Pereira Tanoeiro é advogado e Secretário Municipal dos Negócios Jurídicos de Suzano/SP

14 de jul de 2011

Conferência de Juventude em Suzano

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A segunda conferência municipal de juventude ocorrerá em 20 de agosto na cidade. Organizada pelos coletivos, associações e movimentos de juventude locais, a conferência é uma oportunidade para os jovens de nossa cidade fazerem valer seus direitos à organização, opinião e formulação de políticas públicas para o segmento.

A mobilização, infraestrutura e material de apoio é fornecido pelo Governo Popular de Suzano através do enagajmento de diversas secretarias municipais.

A primeira versão deste evento ocoreu em 2008 como resposta ao chamado do governo federal, que propõe, através das conferências, em todo o território nacional, a oportunidade dos estados e municípios contribuirem com a formulação e implementação da política nacional para a juventude.

Em Suzano, apesar das dificuldades, avanços significativos já podem ser contabilizados a favor da população jovem em virtude dos esforços do governo e da população organizada em conferência.

Destaca-se a criação da plenária temática da juventude no orçamento participativo do município enquanto conquista específica, do esforço dos jovens em conferêcia. Há também o compromisso firmado pelo governo municipal para a criação do conselho municipal de juventude e a coordenadoria de juventude, que já foi assumido pelo governo e está a cargo da Secretaria Municipal de Participação Popular e Descentralização implementar.

Este "post" tem como objetivo colaborar na divulgação do evento e apoiar o processo de mobilização da juventude. O momento que vivemos exige o engajamento de todos neste processo.

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As crises pelas quais temos passado, apesar das dificuldades que nos impõem, é momento de reflexão e oportunidade para o despertar das consciências, de jovens, de trabalhadores e trabalhadoras no sentido que possam, todos, apropriarem-se de suas reais possibilidades enquanto sujeitos contrutores de sua própria história.

Fortalecer políticas públicas que garantam direitos e diminua as desigualdades sociais é um dos caminhos necessários a serem percorridos pelos governos e pela sociedade. Garantir que este processo acolha o olhar e o modo da juventude, que percebe a seu modo sua própria realidade, é o intuito deste grande movimento de organização das conferências pelos territórios de nossas cidades.

Porém é necessário assinalar que os processos de conferência não encontram apoio e guarida de muitos meios de comunicação e de muitos governos locais. Esta rica experiência pela qual passa nosso país é boicotada por muitas das cidades do Alto Tietê e do Estado de São Paulo.

Não dar importância para este processo é abrir mão de nossa responsabilidade em colaborar na contrução de espaços que privilegiem o protagonismo da sociedade organizada e da juventude enquanto promotores do aprofundamento da democracia e da sociedade justa.

Mas sabemos que muitos setores conservadores de nossa sociedade se escondem atrás de seus próprios interesses e preferem descaracterizar estas novas políticas.

Neste caso, devemos denunciar e lutar contra tais forças, e gritar bem alto: VAMOS LEVANTAR NOSSAS BANDEIRAS.

11 de jul de 2011

O 13º Salário nunca existiu

O texto abaixo seria uma grande anedota caso não fosse a mais pura expressão da verdade

Você sabia que os Ingleses recebem os ordenados semanalmente ? Eles NÃO FAZEM ISSO POR ACASO. Saiba porquê.


Fala-se que o governo quer acabar com o 13º salário. Se o fizer, é uma roubalheira sobre outra roubalheira.

Porquê ?

Porque o 13º salário não existe.

O 13º salário é uma das mais escandalosas mentiras do sistema capitalista.

Abaixo temos uma modesta demonstração aritmética de como foi fácil enganar os trabalhadores.

Suponha que você ganha R$ 700,00 por mês.

Multiplicando-se esse salário por 12 meses, você recebe um total de R$ 8.400,00 num ano.
Ou seja : R$ 700 X 12 = R$ 8.400,00

Em Dezembro, o generoso patrão lhe paga o conhecido 13º salário. É lei.
Então,  R$ 8.400,00 + 13º salário = R$ 9.100,00.

Agora faça uma simples conta com o que aprendeu no Ensino Fundamental.

Se você recebe R$ 700,00 mês e o mês tem quatro semanas, significa que ganha por semana R$ 175,00.

R$ 700,00 (Salário mensal) / 4 (semanas do mês) = R$ 175,00 (Salário semanal)

Como o ano tem 52 semanas, se multiplicarmos R$ 175,00 (Salário semanal) por 52 (número de semanas anuais) o resultado será R$ 9.100,00.

O resultado acima é o mesmo valor do Salário anual mais o 13º salário.

Surpreso, surpresa? Onde está portanto o 13º Salário?

A explicação é simples.

Acontece que o patrão lhe tira uma parte do salário durante todo o ano, pela simples razão de que há meses com 30 dias, outros com 31 e também meses com quatro ou cinco semanas (apesar de cinco semanas o patrão só paga quatro semanas). O salário é o mesmo, tenha o mês 30 ou 31 dias, quatro ou cinco semanas.

No final do ano o "generoso" patrão presenteia você com um 13º salário, cujo dinheiro saiu do seu próprio bolso.

Se o governo retirar o 13º salário dos trabalhadores o roubo é duplo.

Daí que não existe nenhum 13º salário. O patrão apenas devolve o que sorrateiramente lhe surrupiou do salário anual.

Conclusão: os trabalhadores recebem o que já trabalharam e não um adicional.


Bom, sem dizer na mais-valia (Marx, K. O Capital) - conceito que explica que aquilo que recebemos e chamamos de salário não é o real pagamento do nosso trabalho, mas sim da nossa força-de-trabalho (isto é, uma ínfima parte da riqueza que produzimos). Se recebêssemos realmente pelo nosso trabalho (o que seria justo, porém num sistema de trabalho ou de mundo totalmente diferente), os empregadores (ou capitalistas) não lucrariam.
Com isso, o suposto fim do 13° "salário" poderia ser considerado como apenas um "assaltinho", não é?
(Tiago Rodrigues)

Carta de Guararema

"É hora de unir os esforços dos dirigentes sociais e dos intelectuais críticos em torno de uma nova base programática. Hoje a esquerda  reivindica a validade e a atualidade dos propósitos da crítica."

Quer renová-los e recriá-los nas novas condições do desenvolvimento capitalista atual em crise.

Os integrantes da Sociedade Latino-Americana de Economia Política e Pensamento Crítico, SEPLA, reunidos no Brasil, no VII Colóquio na Universidade Federal de Uberlândia (MG), e depois em sessão de trabalho na sede da Escola Nacional Florestan Fernandes (MST), em Guararema (SP), manifestaram seu entendimento sobre a crise atual, apontam, por suas análises, uma alternativa anticapitalista e antiimperialista para reconduzir os rumos de nossa política.

De minha parte entendo que estamos no processo de uma nova hegemonia sem dominação. Compare os textos.... qualquer semelhança não é mera coincidência..... a verdade sempre dá um jeito.... a vida é.... não pede passagem... rompe-a....
 
A tradução é do Cepat. (fonte UNISINOS)


Eis a declaração.



Nós, integrantes da Sociedade Latino-Americana de Economia Política e Pensamento Crítico, SEPLA, reunidos no Brasil, no VII Colóquio na Universidade Federal de Uberlândia (MG), e depois em sessão de trabalho na sede da Escola Nacional Florestan Fernandes (MST), em Guararema (SP), manifestamos:

1. A crise capitalista não terminou. Contrariamente ao que defendem os governos da região e boa parte do pensamento do stablishment e inclusive setores do movimento popular e da esquerda, a crise capitalista em curso continua descarregando seu custo sobre os trabalhadores e os povos em todo o mundo.

São os um bilhão e vinte milhões de pessoas que passam fome, reconhecidos pela FAO; ou os um bilhão de trabalhadores com problemas de emprego e ingresso, segundo a OIT. O governo dos Estados Unidos aprofunda o déficit estrutural, comercial e fiscal, e continua demandando ao seu Parlamento a ampliação de sua capacidade de endividamento público, exacerbando seu caráter de grande devedor mundial e afiançando a debilidade global do dólar.

Por sua vez, a Europa está acossada pela crise da periferia da União, aprofundando o ajuste nesses países e no leste. Existe o temor do descumprimento das dívidas públicas, especialmente na Grécia, o que afetaria a situação dos principais bancos alemães e franceses, e, em última instância, os norte-americanos. A União Europeia sofre a crise e coloca em discussão a estabilidade e o papel pensado para o Euro.

O Japão incorporou os problemas derivados do terremoto e do tsunami aos problemas recorrentes da crise.

O capitalismo desenvolvido, que explica 75% do produto global, dá conta de uma crise de longa duração e só atina para resolvê-la com ajustes em seus territórios e a uma fortíssima intervenção estatal de liquidez para salvar as empresas comprometidas.

A crise se processa em ondas, primeiro nos Estados Unidos, depois na Europa e no Japão para desenvolver um círculo vicioso de ajustes e intervenções estatais para a continuidade do capitalismo em sua etapa de transnacionalização. Essas gigantescas intervenções de gasto público para o salvamento induzem a uma imagem de solução no imaginário social.


2. A crise é mundial e afeta os nossos países. A nossa região é funcional à acumulação capitalista global, que demanda de nossos países recursos naturais e força de trabalho barata.

A crise é econômica, financeira, alimentar, energética, ambiental, sistemática, integral, do conjunto da ordem civilizatória. A América Latina e o Caribe fazem parte desta crise da ordem capitalista.

O aumento dos preços das matérias-primas que favorecem as contas nacionais de nossas economias é expressão da crise. Os preços sobem devido às condições do funcionamento transnacional da economia contemporânea. As crises estão entrelaçadas e a insuficiência de hidrocarbonetos no modelo produtivo em curso requer a utilização de produtos agrários para a produção de energia alternativa, encarecendo os alimentos. Os Estados Unidos utilizam boa parte de sua produção de milho para a geração de combustível. Ao mesmo tempo, a especulação com matérias-primas alimentares e minerais eleva os preços encarecendo os alimentos e insumos dos países atrasados e dependentes desses elementos.

Este modelo produtivo é a causa da crise ambiental via emanação de gases tóxicos. Todo o conjunto, isto é, a dimensão especulativa, a transformação de produtos em energia, ou a contaminação, são parte essencial de uma ordem da produção definida pelas transnacionais da alimentação e da biogenética. O resultado em divisas serve para o pagamento de parte da dívida externa de nossos países, os pagamentos recorrentes de juros e uma crescente conta de remessas de utilidade ao exterior, com escassa incidência na melhora da distribuição do ingresso.


3. As economias dos países da América Latina e do Caribe crescem acima da média mundial. A afluência de divisas por exportações e o atrativo que é a região para o ingresso de investimentos externos diretos e para a especulação incide no crescimento econômico.

A expansão econômica está significando a apreciação das moedas em muitos casos, e/ou em outros, a acumulação de reservas internacionais. Em ambos os casos, eleva-se a dívida interna para frear a inflação. Os dados das contas nacionais tornam invisíveis problemas estruturais de nossas economias.

O crescimento esconde a reprimarização, a dependência na determinação dos preços das matérias-primas, e o fato de estar submetido ao ciclo dos preços, intensificação da transnacionalização pelo crescimento de investimentos estrangeiros e inclusive pela compra de terras. A realidade do crescimento econômico permite dissimular a continuidade de gravíssimos problemas sociais que atravessam a nossa geografia, o desemprego e o emprego precário, a flexibilização do trabalho e dos salários, a dessindicalização da população trabalhadora; agudizando os problemas da agricultura familiar, dos camponeses e dos trabalhadores do campo.

O paradoxo é um crescimento econômico alheio ao desfrute da população empobrecida, a maioria da sociedade. O crescimento não é distribuído, embora que com recursos fiscais, fruto da expansão econômica, se apliquem políticas sociais compensatórias, que não tirarão a população “beneficiária” de seus problemas essenciais, mesmo quando lhes permite um ingresso de sobrevivência. O consumo suntuoso é a outra face com a qual constatamos que o padrão de consumo deriva do “modelo” produtivo.


4. O “neodesenvolvimentismo” é a política hegemônica. A ascensão das lutas populares nos anos 1990 deslegitimou as políticas de ajuste e reforma estrutural, mais conhecidas como neoliberais. Os governos resultantes da primeira década do século XXI na região deslocaram o discurso favorável ao neoliberalismo e às receitas do Consenso de Washington. Os partidos clássicos da ordem neoliberal foram deslocados por projetos políticos que impulsionaram um discurso crítico às políticas implementadas nas duas décadas anteriores, embora não se tenham modificado essencialmente as condições jurídicas institucionais que habilitaram a estrangeirização de nossas economias, a concentração e a desigualdade na distribuição do ingresso e da riqueza.

As políticas em curso são qualificadas como “neodesenvolvimentistas” para a promoção do “capitalismo nacional”, algo impossível em tempos de transnacionalização.

Mesmo sendo discutível, o desenvolvimentismo dos anos 1950 a 1970 foi uma política aplicada por burguesias nacionais que alentavam um projeto de acumulação própria. A realidade de nossos dias é que as burguesias locais conseguem a acumulação tanto e enquanto sejam parte subordinada do processo de transnacionalização e reprimarização das estruturas produtivas.

O “neodesenvolvimentismo” faz parte do discurso hegemônico em escala mundial depois da crise, pois já não se duvida da intervenção estatal, mesmo para salvar o capitalismo. A aposta “neodesenvolvimentista” é privilegiar a produção sobre a especulação, e, contudo, a especulação se mantém e desenvolve no mundo, sendo os produtos gerados em nossa região objetos de especulação financeira global.

Além disso, a produção em desenvolvimento faz parte da dominação das transnacionais. O discurso “neodesenvolvimentista” tem muito pouco do desenvolvimentismo de quatro décadas atrás. Vale recordar a emergência do pensamento crítico latino-americano, a teoria da dependência, o marxismo, a teologia da libertação, que, em diferentes níveis e efetividade, denunciaram e desnudaram os limites da teoria desenvolvimentista. Hoje queremos reivindicar a validade e a atualidade dos propósitos da crítica para renová-los e recriá-los nas novas condições do desenvolvimento capitalista atual em crise.


5. O imperialismo intensifica sua iniciativa. A ofensiva do capital transnacional sobre a região se assenta na forte presença militar, seja com bases militares, com exercícios conjuntos com forças militares de nossos países, e com a reinstalação da IV Frota, assim como o alento a formas de desestabilização institucional, como o golpe em Honduras.

Vale destacar as iniciativas de articulação institucional que prescindem da presença dos Estados Unidos, tal como a Unasul ou a Confederação Latino-Americana e Caribenha, claro que com os limites da presença de Estados fortemente comprometidos com o livre comércio e o projeto dos Estados Unidos, como é o caso da Colômbia.

As classes dominantes da região pretendem incidir na situação política para deslegitimar a reivindicação e o conflito social, pretendendo com a ação dos meios de comunicação e seu poder econômico o restabelecimento de governos subordinados à lógica da liberalização e da dominação imperialista. Por isso, não deve surpreender que, na estratégia do poder mundial, se utilize a cumplicidade de governos do sul do mundo no G20 para reinstalar o papel diretor do FMI no sistema financeiro, e como instrumento privilegiado do ajuste e da reestruturação reacionária.

A ação dos grandes capitais e dos principais Estados capitalistas e dos organismos supranacionais é expressão da ofensiva do capital para sair da crise e renovar as condições para a exploração, a acumulação e a dominação.


6. A resistência dos povos se amplia. Se na década passada a novidade de mudança política transitou por nossa região, a rebelião popular se estende pelo norte da África e na Europa. A luta dos países árabes e dos indignados do velho mundo se une à perspectiva de luta emancipatória dos povos de nossa América e marcam a perspectiva de que junto com a ofensiva do capital existem os povos em luta em busca de um futuro diferente, onde a crise não avança como recomposição do capitalismo, mas alimentando a perspectiva do outro mundo possível.

É hora de unir os esforços dos dirigentes sociais e dos intelectuais críticos em torno de uma nova base programática que enfrente as medidas regressivas do capital e as ilusões produzidas pelas políticas assistencialistas. Para que isso seja efetivo se necessita dar um caráter anticapitalista e antiimperialista às lutas populares, ao mesmo tempo que renovar a organização social para articular uma perspectiva superadora da sociedade capitalista em crise.

Isso implica, nesta etapa, na criação da Unidade Continental Contra a Transnacionalização, na medida em que as empresas transnacionais e seus sócios nacionais subordinados configuram e expressam o grande capital e o imperialismo, que explora os trabalhadores, destrói o meio ambiente e atenta contra a soberania dos povos.

Guararema, 26 de junho de 2011.

9 de jul de 2011

PT de Guarulhos: nas ruas e nas redes!!

O partido dos trabalhadores de Guarulhos, convida para um seminário e oficina sobre redes sociais, que será realizado neste sábado 09/07 no Auditório da Faculdade Torricelli.

O uso das redes sociais vem se tornando excelentes opções de articulações entre redes, grupos e comunidades, bem como uma forma nova de comunicação rápida usada para difundir e propor ideias, no campo politico social e de ações de cidadania.
Por isso se torna ferramentas estratégicas não só para partidos, mas também um excelente instrumento de comunicação expressão de toda a população.

Teremos como principal expositor, o Prof. Sérgio Amadeu e sua equipe de ativistas de redes sociais

Portanto, quem tiver interesse no evento, venha participar.

Em breve convidaremos todos em nome do movimento software livre Guarulhos para reunião conjunta com outros grupos da cidade sobre nossas próximas agendas sobre software livre, blogueiros, redes sociais e Plano nacional de Banda Larga.

3 de jul de 2011

Militância Socialista lança site

A Militância Socialista (MS),  resultado da articulação de um campo político de esquerda do PT(1) identifica-se pelas posições socialistas e pela forma democrática de sua organização.
Originou-se da junção de diferentes lógicas locais, evoluindo para se tornar uma tendência(2) nacional.
Se relaciona com outras tendências do campo de esquerda(3) do PT, seja nos momentos de disputas internas(4), no cotidiano das direções(5) ou em fóruns de debates(6).

(1) PT - Partido dos Trabalhadores é um partido político do Brasil. Nasceu no final da década de 1970 como resultado de lutas sociais e organizações humanistas para ser instrumento da classe trabalhadora na defesa de seus interesses e de seus direitos. Em seus 31 anos de história tornou-se o maior partido socialista da América Látina. Elegeu o primeiro presidente da república de seu país orindo da classe trabalhadora. Também elegeu a primeira mulher presidenta do Brasil.


(2) Tendência é o nome dado a um determinado modo de organização de pessoas e de sujeitos políticos no interior do PT. Participar de uma tendência dentro do partido não é uma obrigação mas um direito de todo militante. A organização em tendências do PT é um diferencial em termos de organização política do Partido dos Trabalhadores no Brasil. Esta experiência concreta existente no Brasil é objeto de estudo e de acompanhamento por diversas organizações socialistas e democráticas de todo o mundo. O fator de organização em tendências oportunizadas pelo estatuto do partido é um dos principais fatores que garantem a democracia interna da organização partidária.


(3) Campo de esquerda é uma força de resistência natural de uma organização partidária socialista que se organiza rumo a conquista do poder dentro da lógica das democracias capitalistas. Todas as organizações partidárias que se sustentam no poder a partir da relação material, estrutural e ideológica próximo aos interesses do capital são denominadas de campo de direita. O Partido dos Trabalhadores nasceu como uma organização partidária que sempre foi refutada pelo sistema capitalista. No PT, sua proposta e suas metas, existem para construir a sociedade socialista e a defesa dos interesses da classe trabalhadora. Com os avanços do partido e o resultado positivo da conquista de poder dentro da sociedade que possui um DNA capitalista, nasceu dentro do PT forças que são mais à direita. O campo de esquerda dentro do partido é um esforço de sujeitos políticos que não querem perder o PT para as forças da ideologia dominante.


(4) Disputas internas é a denominação de processos de debates rumo a consolidação de idéias e estratégias políticas que levem o PT a exercer seu poder em determinada direção e na defesa de determinados interesses. A definição destes interesses se dá através da capacidade de formulação e de ação dos diversos sujeitos políticos que atuam no interior e nas áreas de influência do partido. O campo de esquerda atua para que o partido não se desvie da luta em torno das bandeiras históricas do partido: a igualdade, o socialismo, a democracia e o humanismo. 


(5) Cotidiano das direções é um modo de dizer como se dá a operação e implementação prática das tarefas políticas do partido, sejam elas na organização da sociedade, na formulação do projeto político, na sistematização da análise da conjuntura, na disputa de eleições ou na formação politica de seus militantes.


(6) Forun de debate é um modo de denominar os espaços criados pela organização partidária ou pelo resultado de suas ações onde é possível reunir pessoas, organizar processos e definir estratégias de ação. Os foruns mais comuns são: as instâncias partidárias, as plenárias populares, os encontros do partido e, de certo modo, os movimentos sociais que são apoiados pelas forças políticas do partido.