1 de jun de 2011

às 15h39 na vida, no trabalho, nos estudos e no tempo livre

Há tempos defendemos carga horária de trabalho justas aos trabalhadores e trabalhadoras. A legislação trabalhista vem evoluindo e muitas categorias  já conquistaram este intento.

Muitas categorias de trabalhadores possuem, por força de lei ou acordo coletivo, carga horária de trabalho diferenciado.

PROFISSÃO
LIMITE DE HORAS DIA
Bancários
6 horas
Telefonista
6 horas
Operadores cinematográficos
6 horas
Jornalista
5 horas
Médico
4 horas
Radiologista
4 horas

Com a mudança das relações de trabalho e a evolução tecnológica, além de horários de trabalho diferenciados, modifica-se também o lugar e o modo como exercemos nossas atividades laborais.

Há algum tempo para utilizarmos o telefone ou o computador, era necessário estar em lugar e horário específico. Atualmente é possível operar máquinas sem estar amarrado a um mesmo espaço, fisicamente falando.

Na verdade, pouquíssimo tempo atrás, o uso de máquinas eletrônicas e equipamentos eletrônicos nos processos de trabalho e de relações humanas eram objeto da ficção.

Hoje, mudanças estruturais se dão em todos os espaços. Contudo, a adaptação de mentes e corações, para garantir que estas mudanças possam tornar-se avanço na vida das pessoas e ganhos nas relações de trabalho, produção e criação ainda leva um tempinho para acontecer.

Antigamente ao terminarmos nossa jornada de trabalho deixávamos no espaço do escritório, da fábrica ou da lavoura as obrigações laborais que assumimos. Hoje é muito comum a um trabalhador ou trabalhadora ser contatada em casa ou na rua para tratar assuntos de trabalho.

Mas de qualquer modo, para todos que lutam por um mundo melhor, e do trabalho fazem seu lugar de ação, contrução e reconstrução de um outro mundo possível, minhas saudações e congratulações.

Para aqueles que não estão ainda organizados, ou se permitem serem violentados pela forças não libertadoras ligadas ao mundo do trabalho, ou capitulam frente a interesses que violentam a ética de sua profissão, nossas orações, nosso compromisso de luta e capacidade política de continuar um caminho que só se faz com coragem, humanidade e sem medo de ser feliz.

O mundo do trabalho passa por tranformações  essenciais. Isto demanda novos modos de organização dos trabalhadores e trabalhadoras. O modelo de produção capitalista que vive e sobrevive de suas eternas crises, entra em uma fase onde suas forças e lógicas internas perdem referências e capacidade de se manterem.

As novas profissões originadas do novo modelo de processos de produção, tecnológicamente mais amadurecidos, estabelece uma nova relação com o próprio sistema de produção e com as relações de poder existentes entre as relaçãoes de capital e trabalho.

Papel preponderante assume o Estado, enquanto ente organizador da sociedade. Para estabelecer elementos de arbítrio nestas novas relações, o envolvimento de setores avançados da sociedade nas tarefas de controle social do Aparelho de Estado ganha novas importâncias na atualidade.

Segue daí um papel não menos importante das atividades de comunicação social e de produção de conhecimento. Não há mais espaço para monopólios de espaços de comunicação e de disseminação de percepções dobre a realidade objetiva com foco em um único ponto e interesse.

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