30 de jun de 2011

Mogi News e Dat são jornais ultrapassados

Segundo o Site Midia Mundo, o dat, jornal que caminha entre a lama e a extorsão, e o Mogi News não passam de expressões atrasadas e subalternas de um jornalismo que, não ainda, não sabe que não existe mais. 

"Incrível a foto de capa de A Tarde (Salvador, BA), do repórter fotográfico Gildo Lima, do resgate de uma mulher que pretendia se jogar de uma torre de alta tensão. É possível ver o drama da cozinheira nas expressões dos bombeiros.


Já no Diário do Alto Tietê (Suzano, SP) a foto posada do governador Alckmin e grupo é mais um exemplo de jornalismo que já desapareceu e ninguém se deu conta. Quem se interessa por fotos como essa? O que faz um jornal publicar algo sem nenhum valor informativo assim?

É exemplo típico de um jornalismo menor, que hoje só serve para prestar favores a governantes em troca de anúncios. Sem pensar no leitor." acesse o site

25 de jun de 2011

A organização permanente do PT em Poá-SP

O modo do PT construir a luta dos trabalhadores e trabalhadoras e a história do Brasil e de Poá é garantir a presença e a participação de toda a militância do PT e dos filiados ao partido: faça parte desta camihada.

Quando o extraordinário se torna cotidiano, é a revolução.

21 de jun de 2011

Construir hegemonia sem dominação

A base para termos uma sociedade igualitária e justa está na apropriação de princípios, valores e metas que sejam hegemômicas e libertadoras enquanto elementos naturalmente constituintes desta sociedade.

Atualmente vivemos a busca de uma nova hegemonia. Um novo padrão social e de relações é anseio de nosso tempo.

Não toleramos mais, com o atual "estado da arte" da evolução científica, tecnológica, ética e filosófica, convivermos com a exclusão social, com a destruição do meio ambiente e a relação de dominação de pessoas por espaços de poder, tanto econômico, político ou cultural que coloque amplos contigentes humanos em situação de alienação e/ou miséria material e imaterial.

Entendo que vivemos na fronteira da transformação de nossa sociedade para este novo patamar de relações e formação social.

As sociedades hegemônicas que tivemos em nossa jovem história humana sobre a terra nasceram e se estabeleceram a partir das forças bélicas e de supremacia imperialista e de carater dominador sobre as culturas menos poderosas.

Em nosso tempo este modelo de relação não é mais aceito. A autonomia do povos, o desenvolvimento sustentável, os direitos humanos e a democracia deixaram de ser metas a serem atingidas e passam, agora, a serem princípios estabelecidos na necessária nova conjuntura de relações entre comunidades, estados e etnias.

Os valores humanos, sustentáculos desta nova dinâmica, nos colocam novas metas para este século. Exterminar a miséria, trasnformar o sistema de produção capitalista e garantir a biodiversidade passam a ser os desafios e novas metas que assumimos e pretendemos.

No Brasil, em tempos de reforma política, ter estes elementos claros nos debates e nas ações é pressuposto para avançarmos mais céleres nestas conquistas.

Organizar espaços que permitam ao homem e a mulher, ao trabalhador e à trabalhadora, à juventude e aos idosos participarem da construção política de seu espaço é a dinâmica e o caminho para efetivar tais avanços.

Pouco tempo atrás falávamos em criar espaços, hoje podemos falar em organizá-los. Isto se dá por conta das conquistas que tivemos. Contudo esta organização passa pela necessária implementação e fortalecimento de subsidiariedades e planificação entre as diversas instituições que criamos e conquistamos: os espaços de formulação de políticas públicas, do movimento social, das igrejas, das universidades, dos partidos políticos, do mercado de trabalho, da produção artística e de comunicação.

Por conta disto propomos, de modo conjunto com amplos setores das comunidades, a partir de nossas cidades, mas também de nossas câmaras legislativas nos diversos níveis, que construamos e fortaleçamos os instrumentos legais, materiais e humanos que nos coloque, a todos, nesta atitude de protagonistas de um novo tempo e de um novo mundo possível.

O caráter revolucionário desta construção é determinante para que estas formulações tenham consequência prática na realidade da vida das famílias e das comunidades.

Ampliar o acesso ao sistema público de educação, tanto técnica como latus senso, e garantir melhor organização dos espaços de nossas áreas urbanas com habitação, saneamento, mobilidade e lazer é estratégico.

O espaço das novas redes sociais, construídas sob as novas tecnologias de informação, são uma oportunidade de aprofundar a percepção de todos para os processo de construção e reconstrução econômica, cultural e política de nossas realidades locais. A geografia da vida pode ser lida agora com mais clareza e integração espacial e histórica. Pulverizar estas tecnologias é também estatégico.

Enfrentar as contradições, com as ferramentas da contra ideologia parece ser, neste nosso tempo, algo factível e fasificável com mais celeridade e maior precisão. A verdade conquistada para além daquilo que podemos conhecer passa a ser também revestida de novas possibilidades.

Quando o extraordinário passa a ser cotidiano é a revolução. Uma nova hegemonia sem dominação.

18 de jun de 2011

Lula no encontro de Blogueiros Progressistas

Moção de congratulações ao governo popular de Suzano (PT) pela implementação de políticas Públicas de Saúde na cidade

Sumaré, 18 junho de 2011
Moção de congratulações ao governo popular de Suzano (PT) pela implementação de políticas Públicas de Saúde na cidade

A cidade de Suzano-SP, no Alto Tietê, até janeiro de 2005 encontrava-se apartada do Sistema Único de Saúde. Não possuía o PSF - Programa de Saúde da Família, as unidades básicas de saúde não seguiam a lógica do SUS e a integração da cidade ao sistema era nula.

Com o advento do governo popular e as parcerias construídas com o governo federal a cidade implementou o PSF, possui seis equipes do PSF e passou de 14 unidades básicas de saúde para 21. Possui duas unidades do CAPS (Centro de Atenção Psicossocial), duas unidades da Farmácia Popular do Brasil, o CEO - Centro de Especialidades Odontológicas, atendimento aos pacientes DST/AIDS, entre muitos outros serviços.

No início de 2010 o sistema privado de saúde entrou em colapso, com o fechamento de dois hospitais privados. Esta situação promoveu uma sobrecarga ainda maior do sistema público, com um aumento imediato de 30% na demanda das unidades de pronto-atendimento.

Numa ação corajosa, o governo municipal, que já havia assumido a gestão da Santa Casa de Misericórdia da cidade, efetuou a ampliação dos serviços da Santa Casa de Suzano criando condições para que o prédio do Hospital São Sebastião, um dos hospitais que fecharam, voltasse a funcionar.
Com efeito, o índice de mortalidade infantil no município vem caindo em uma escala extremamente superior ao histórico anterior da cidade e do Estado de São Paulo. Neste ano deve chegar a apenas 11 por mil nascidos vivos.

Mesmo com o lamentável episódio da morte de quatro bebês em um final de semana na Santa Casa, os avanços na saúde continuam em ritmo acelerado considerando a construção, em parceria com o Ministério da Saúde, da terceira unidade de pronto atendimento no distrito de Boa Vista e os avanços, junto ao ministério, para a construção do Hospital Público da cidade, um investimento de oitenta milhões de reais.

As políticas de saúde precisa continuar avançando e, neste sentido, é necessário que o governo do Estado de São Paulo faça também a sua parte, mas ao invés de fazer a sua parte, compartilhando investimentos, debatendo soluções para Suzano e toda a região, permite a politização de um debate que deve ser sério.

É necessário dizer que esta intervenção garantiu, em curto período, aumentar em mais de 40% o atendimento à população através do SUS. Este sucesso, apesar das dificuldades que ainda existem, incomoda muitas pessoas que durante anos governaram a cidade e não tiveram a sensibilidade e a capacidade política de promover avanços.

Atualmente ocorre um ataque de parte da mídia ligada aos setores reacionários da políticas da cidade e da região, que procuram promover uma bateria de informações equivocadas e mentirosas e ataques à política pública de saúde no município. Estas ações, articuladas entre si, fazem parte da estratégia reacionária da política demotucana do estado de São Paulo, que serve de trincheira para as política neoliberais privatistas, que não se conformam com a derrota histórica promovida pelo povo brasileiro nas urnas com a consolidação do governo Dilma e os avanços do PT.

Por conta disto tudo, o primeiro encontro das macrorregiões do PT em São Paulo aprova por aclamação esta moção de congratulações ao Governo Municipal de Suzano, na pessoa do Prefeito Marcelo Candido(PT) e da Secretaria Municipal de Saúde, Celia Cristina Bortoletto, pelos avanços que promovem nas políticas públicas de saúde nesta tão importante cidade de nosso estado.






14 de jun de 2011

Uma homenagem ao eterno comandante

Tche Guevara 83 anos.


Cerca de 21 frases e pensamentos: tche guevara
  1. Se você é capaz de tremer de indignação a cada vez que se comete uma injustiça no mundo, então somos companheiros.
  2. Não quero nunca renunciar à liberdade deliciosa de me enganar.
  3. Derrota após derrota até a vitória final.
  4. Ser jovem e não ser revolucionário é uma contradição genética.
  5. O conhecimento nos faz responsáveis.
  6. É preciso ser duro, mas sem perder a ternura, jamais...
  7. Acima de tudo procurem sentir no mais profundo de vocês qualquer injustiça cometida contra qualquer pessoa em qualquer parte do mundo. É a mais bela qualidade de um revolucionário.
  8. O revolucionário deve sempre ser integral. Ele deverá trabalhar todas as horas, todos os minutos de sua vida, com um interesse sempre renovado e sempre crescente. Esta é uma qualidade fundamental.
  9. As tantas rosas que os poderosos matem nunca conseguirão deter a primavera.
  10. Os poderosos podem matar uma, duas ou três rosas, mas jamais conseguirão deter a primavera inteira.
  11. Lutam melhor os que têm belos sonhos.
  12. Os grandes só parecem grandes porque estamos ajoelhados
  13. Deixe o mundo mudar você e você poderá mudar o mundo.
  14. O importante não é justificar o erro, mas impedir que ele se repita.
  15. A farda modela o corpo e atrofia a mente
  16. "Prefiro morrer de pé que viver sempre ajoelhado."
  17. "Hay que endurecerse, pero sin perder la ternura jamás."
  18. Retroceder Sim, Render-se Jamais
  19. A sabedoria só nos chega quando não precisamos mais dela.
  20. Podem morrer as pessoas, mas nunca suas ideias.
  21. Quando o extraordinário tornar-se cotidinao, é a revolução.

11 de jun de 2011

Uma crise fabricada e um tiro pela culatra.

O DAT que deveria chamar PAT, braço podre do Mogi News, jornal que caminha entre a lama e a extorsão, ataca o povo de Suzano e a imagem da cidade, trabalha contra a implantação de um hospital público na cidade, espezinha a saúde pública a anos e agora faz campanha para fechar a Santa Casa de Suzano dá sinais de esquizofrenia e falência múltipla de sua postura jornalística e editorial

Cultuando a mentira por textos e por fotos, abre mão de qualquer postura republicana, etica, moral e de compromisso ao direito de informação correta para as nossas comunidades.

De modo desesperado continua apostando em uma crise fabricada sobre a saúde pública em Suzano e abre mão de cuprir um papel relevante de análise e informação correta sobre tema tão importante.

O prefeito de Suzano já desistiu de passar informação correta para este despresível jornal. Eu também já estou afim de parar de ficar gastando tempo com estes asseclas da desgraça alheia, contudo a população, para ter seus direitos garantidos,  e para que nunca mais na história deste país, venha a tornar-se vítima destes abutres de plantão que sobrevivem, através de chatagens,  "lambendo botas" de setores corruptos da política paulista. Conseguiram fabricar até um presidente na década de 1990. Chega o tempo que terão o que merecem.

Está em pleno andamento um grande movimento de mídia alternativa que garantirá aos verdadeiros profissionais de comunicação e lutadores construtores da democracia, através de novas ferramentas de organização de informações e novas tecnologias de informação, um novo ambiente de comunicação que irá desmascarar empresas como o Mogi News.

Empresas que se utilizam da pseudo identidade de veículos de comunicação, mas na verdade existem para defender seus interesses inconfessáveis pela busca desenfreada de acúmulo de capital e usurpação do patrimômio ético de nossa cidade e de nossos jornalistas, entes que nenhum compromisso possuem com a verdade, sem plano de trabalho e sem coerência em sua identidade editorial. Estão com os dias contados.

Se o Mogi News fosse um jornal sério o mesmo teria coragem de estampar em seu site todos os editoriais que publicou. Mas duvido que tenha a coragem de fazê-lo. Caso o fizesse estaria assinando mais rápido sua sentença de morte.

10 de jun de 2011

Ser Petista é querer Ouro e Prata somente para a alma

por Elói Pietá.
 
Para os petistas, não sair em defesa de Palocci foi uma reação contra o risco de distanciamento do PT em relação à sua base social. Por isso estamos com a presidenta Dilma e apoiamos sua dolorosa atitude nesta hora. Mesmo tendo que perder um ministro tão importante, ou tendo que parecer vencida pela pressão das oposições, ela preferiu não perder o sentido social de seu governo.

Os petistas não contestam o direito que Palocci tinha de exercer uma atividade privada quando saiu do governo em 2006 e de ter sucesso nela. O que causou espanto e levou os petistas a não apoiarem sua permanência no governo, foi a origem de seus ganhos privados (orientar os negócios de grandes empresas), a magnitude dos resultados (dezenas de milhões de reais), e o alto padrão de vida que ele se concedeu (representado pelo investimento em moradia fora de sua própria origem de classe média).

Nós, petistas, éramos ‘de fora’ nos tornamos ‘de dentro’ do Estado brasileiro. Até hoje a elite rica ou a classe média alta de doutores não simpatiza com ver lá essa geração vinda dos movimentos de trabalhadores. Somos herdeiros dos esforços que o Partido Comunista representou ao levar em 1945 ao Parlamento trabalhadores historicamente excluídos do poder (por pouco tempo, já que logo posto na ilegalidade). Somos herdeiros daqueles que no início dos anos de 1960 ensaiaram alguma presença no Estado através de suas lideranças sindicais e de partidos socialistas nascentes (tentativa abortada com o golpe militar).

Enfrentamos com muitas dificuldades materiais as eleições. Uma após outra, elegemos homens e mulheres vereadores, deputados, prefeitos, senadores, governadores, até chegar três vezes à presidência da República. Muitos se tornaram assessores nos parlamentos, nos governos, diretores, secretários, dirigentes de empresas públicas, ministros.

Quando estávamos perto do poder ou nele, as empresas privadas ajudaram nossas campanhas e procuraram nos aproximar delas. Queremos o financiamento público dos partidos para não depender delas. Respeitamos os empresários, mas com a devida distância.

Não queremos sair do que fomos. Sabemos que as relações econômicas e as condições materiais de vida terminam moldando ideias e ações. São milenares as reflexões que alertam para isso. Vamos recordar alguns exemplos.

Lá longe, o filósofo grego Platão, em A República, dizia que os governantes das cidades-estado não deveriam possuir bens, exceto aquilo de essencial que um cidadão precisa para viver. Que deveriam ter o ouro e a prata apenas na alma, porque se fossem proprietários de terras, casas e dinheiro, de guardas que eram da sociedade se transformariam em mercadores e donos de terras, então, de aliados passariam a inimigos dos outros cidadãos.

A Revolução Francesa no fim do século 18 fez brilhar pela ação dos excluídos as ideias de igualdade, fraternidade e liberdade, contra a concentração da riqueza e do poder nos reis, na nobreza e no clero. É verdade que depois houve a restauração do Império, mas também se fortaleceram as ideias socialistas.

Marx e Engels, que buscavam a emancipação do proletariado, consideravam que, para modificar a consciência coletiva era preciso modificar a base material da atividade econômica. Não bastava, portanto, a crítica das ideias, porque o pensar das pessoas reflete seu comportamento material.

Filósofos sociais posteriores, mesmo aqueles cujas ideias deram suporte ao liberalismo, como Max Weber, falavam de estamentos sociais definidos pelos princípios de seu consumo de bens nas diversas formas de sua maneira de viver.

Já dizia Maquiavel que a política se altera no ritmo incessante das ondas do mar. Os partidos tendem a ser como estas ondas: vem de muito longe, vem crescendo, até que um dia se quebram mansamente nas praias ou mais rudemente nos rochedos. 

Defender vida modesta para políticos vindos da vida modesta das maiorias, é para o PT uma das condições indispensáveis para comandar um processo de distribuição da renda e inclusão das multidões excluídas, embora não a condição única. Para cumprir esta condição e nosso papel, é essencial sermos, como temos sido: fiéis, na nossa vida pessoal e política, aos milhões e milhões de brasileiros que tem votado e confiado em nós. É legítimo para nós progredir ao longo da vida, desde que todos cresçam na mesma medida em que o bem-estar do povo cresce.

Voltando ao companheiro Palocci: respeitamos suas opções, admiramos sua competência, reconhecemos seu trabalho a serviço do povo. Mas, pelas razões expostas, o PT mostrou que prefere o político de vida simples que conhecemos, ao empresário muito bem sucedido sobre o qual agora se fala.

Nesse mix de filosofias sobre a riqueza e seu reflexo no pensamento social, terminamos lembrando o imperativo categórico de Kant: aja de tal modo que a máxima de sua ação possa ser universalizada, isto é, para que todos sejam iguais a você. Por isso que, para continuarmos a ser um partido dos trabalhadores, não é bom que cultivemos o ideal de empresários.

Elói Pietá é secretário geral nacional do PT.

7 de jun de 2011

A Glogo do Paraná odeia o pobre. A globo do Alto Tietê usa o pobre.

Mas como tudo é globo. Nave mãe do PIG. No Paraná expressaram em sua gene... seu olhar sobre o pobre. Veja o vídeo.





No Alto Tietê, para fazer coro ao caos da saúde pública, até porque o SUS é coisa de pobre. Chamaram uma usuária do sistema que está vivendo com uma situação de dois anos atrás. Mas como a vida de pobre demora para mudar.. tá aí uma situação, no mínimo, tentando roubar um patrimônio do pobre..


Quando a cidadã reclama que na época as pessoas eram tratadas como carne, talvez tivesse razão, todavia atualmente a gestão da Santa Casa possui o programa aconchego e as visitas são liberadas para as gestantes.

A Globo poderia ter, pelo menos, ter se dado ao trabalho de entrevistar um usuário que tenha utilizado o sistema recentemente.

Não to aqui afirmando que muita coisa não tenha ainda que melhorar... contudo atualmente existe uma má vontade muito grande com o esforço que está sendo feito para que a Santa Casa de Suzano se torne realmente um equipamento a serviço da maioria da população. Meu neto nasceu lá poxa vida... sei o que digo...

A consolidação do SUS em nossas cidades é uma necessidade.

Para os gestores de políticas públicas é sabido que dos grandes desafios que temos para os próximos períodos na garantia da universalização (acesso e atendimento a todos) pelas políticas públicas, é na saúde que temos os maiores desafios.

O financiamento do sistema único de saúde é um de nossos maiores entraves. Previto desde 1988 em nossa constituição, a conhecida emenda 29, ainda não foi regulamentada. Na decada de 1990 foi criado pelo Ministro Adib Jatene e o  Congresso nacional, a contribuição financeira para as polítcas de saúde. Contudo, por questões políticas, esta contribuição foi "cassada" pela base parlamentar de oposição ao Governo Lula na primeira década deste século.

Lembro este episódio para afirmar que a disputa política existente em nosso país, dependendo do modo como ela é feita por setores poderosos de nossa economia e de nossa imprensa, pode vir a dificultar ainda mais a evolução de nosso sistema.

Mesmo assim, o SUS - Sistema Único de Saúde brasileiro é referência mundial enquanto solução para garantir direitos à toda a população aos serviços e às políticas de Saúde. Veja relatório da The Lancet - Sistema de Saúde Brasileiro: história, avanços e desafios.

Das maiores virtudes de nosso sistema, chama atenção a distribuição de responsabilidades e campos de ação dos tres níveis de governo. A atenção básica de saúde fica à cargo do município, a atenção de média complexidade é de responsabilidade do Estado (UF) e os serviços de alta complexidade é de responsabilidade da União.

Dos serviços de alta complexidade, a meu ver, o mais desafiador, não está no campo técnico de procedimentos e implantação da política e de serviços. O desafio que o Brasil, os estados e os municípios tem para enfrentar, está na gestão deste complexo sistema.

Para superar esta complexidade, uma virtude do SUS, é a garantia do controle social sobre o sistema e sobre a implantação de políticas. O SUS prevê amplos mecanismos de controle social e espaços de formulação de ações que envolvem os usuários, os profissionais do setor, a iniciativa privada e os níveis de governo.

Neste sentido, temos um caso de saúde pública ocorrendo em Suzano-SP, Brasil que preocupa qualquer um que seja membro construtor do Sistema Único de Saúde brasileiro.

Por questões conjunturais a cidade nunca esteve sintonizada com os avanços do Brasil no que tange as políticas de saúde. O sistema público era extremamente precário. As unidades básicas de saúde nunca foram em número suficiente. Não havia serviços de saúde bucal e atenção psicosocial, as áreas técnicas laboratoriais e de distribuição de medicamentos eram inoperantes, e funcionava como espaço de favores e trocas políticas eleitoreiras.

A cidade não contava com a participação popular na gestão do sistema e não hávia programa de saúde da família. O serviço de mobilidade em torno dos serviços de Saúde eram ineficazes. Os serviços de Pronto Atendimento funcionavam muito precariamente.

De 2005 para cá, esta situação vem sendo enfrentada. A implementação e a postura do governo local de inserir a cidade no SUS vem dando resultados importantes que merecem ser relembrados. Hoje a cidade conta com os seguintes serviços que antes não existiam:
  • Duas farmácias populares;
  • Duas Unidades de pronto atendimento vinte e quatro horas em funcionamento e uma em construção;
  • Laboratório de Especialidades;
  • Ambulatório de Especialidades;
  • Duas Unidades de Atenção Psicosocial;
  • Seis novas unidades básicas de saúde da família
  • Serviço de Atendimento Médico de Urgência - SAMU 192;
  • Implementação de seis equipes de Programa Saúde da Família;
  • Diretoria de Informações em saúde pública;
  • Municipalização da Vigilância Sanitária em Saúde;
  • Novas contratatações de profissionais de saúde;
  • entre outros....
Nossa intenção aqui é demonstrar que o sistema de saúde é isto mesmo: um sistema e é de saúde. Isto significa que não estamos falando aqui de um mercado específico e tampouco estamos falando de um lugar de experiências judiciais.

Dá para notar que não falamos ainda das ações de outros níveis de governo no território da cidade. Na verdade não falamos, até porque não existem. Os serviços de média e alta complexidade existente no município historicamente foi conduzido pela iniciativa privada. A cidade possuia dois hospitais privados e uma Santa Casa de "Misericordia".

Neste período, os municípes que não tinham acesso ao mercado de saúde, e dependiam única e exclusivamente do SUS, para serem atendidos, dependiam do Hospital Regional de Ferraz de Vasconcelos e agora mais recentemente, no Hospital Santa Marcelina de Itaquaquecetuba (privado OS) e do Hospital Luzia de Pinho Melo em Mogi das Cruzes. Todas estas unidades estão com super lotação, e não possui leitos disponíveis para a demanda.

A necessidade de um Hospital Público na cidade sempre foi, de 15 anos para cá, eminente. Porém nenhuma "palha" para resolver este assunto foi levantada pelos níveis de governo responsáveis. Na verdade os únicos momentos que este tema foi tratado ocorreu em períodos de eleição pela boca do ex-governador do estado e pelo ex-prefeito da cidade em tempo de eleição.

Hoje esta realidade mudou e vem mudando. Além da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) que está sendo construída no distrito de Boa Vista Paulista - Jardim Revista, o projeto do Novo Hospital já faz parte de um programa de execução de obras do Governo Federal. A partir do segundo semestre do ano que vem começa sua construção.

Mas até lá e desde este novo tempo, vários problemas estão sendo enfrentados. O mais grave deles é a falência do sistema privado de saúde na cidade. Os dois hospitais particulares, o Campo Sales e o São Sebastião fecharam. A santa Casa de Misericódia, só mesmo por misericórdia é que funcionava. Este quadro quase levou as unidades de pronto atendimento da cidade ao colapso.

Por conta disto o governo municipal, avalisado por graves problemas de gestão da Santa Casa e a falência dos hospitais privados, se viu obrigado a intervir no Sistema além até de suas responsabilidades constitucionais. Organizou com muita cautela a intervenção na Santa Casa e ampliou o serviço desta unidade, a partir da organização política, financeira e de serviços de uma Santa Casa II que passou a funcionar do prédio do falido hospital São Sebastião.

Todo este processo demanda muito trabalho e ampliação das capacidades de finaciamento do sistema. Até o novo hospital ficar pronto teremos que garantir uma justa gestão dos equipamentos existentes. Isto demanda muita capacidade de gestão e quanto melhor for o clima interno das unidades e entre os gestores de saúde para enfrentar o problema melhor.

Todavia, atualmente está em curso na cidade a construção de um clima "terrorista" em torno dos serviços de saúde.

Por conta da fatalidade da morte de quatro recem nascidos que faleceram na UTI neonatal da Santa Casa começou-se, incialmente pelo Jornal Mogi News, a criação de uma leitura da realidade e a criação de uma versão, que todo o problema da morte dos bebês está relacionado com a operação de procedimentos na Santa Casa de Suzano, hoje sob intervenção do Governo Popular de Suzano.

Esta situação desembocou em uma ação da Vigilância Sanitária do Estado que interditou parte da UTI neonatal da unidade hospitalar. Aliado a isto o ministério público estadual, de vocações tucanas, propõe o fechamento das alas de serviços de pediatria e de apoio aos nascimentos de gestantes do município.

Esta atitude irresponsável do Ministério Público não obteve guarida do Juiz operador do direito. Contudo tudo isto cria um clima muito ruim entre os usuários, profissionais de saúde e gestores do sistema.

Prova disto é a TV da Rede Globo de Mogi das Cruzes mandar ao ar uma matéria que coloca a situação da saúde no município, que muito tem a evoluir, como um verdadeiro caos.

Bem, vários capítulos sobre estes epsódios ainda vão se desenrolar. Entendo que poderemos fazer desta experiência uma oportunidade para andar mais rápido com a universalização do acesso à saúde no território do município. Todavia esta é uma tarefa que demanda o envolvimento de todos: Sociedade, Governo, Operadores do Direito e Profissionais de Saúde.

Mas para isto é necessário abandonar interesses mesquinhos que atrapalham as soluções propostas. Quero aqui, com esta reflexão, chamar a atenção do máximo possível de pessoas para que o tema não venha a ser tratado somente no âmbito da disputa política e na defesa de interesses de setores da sociedade por busca de poder e projeção pessoal.

Os gestores de saúde pública de Suzano são pessoas comprometidas com a construção e consolidação do SUS. Se o ministério público quer intervir na problemática, deve ser muito bem vindo, mas para isto deve rever sua postura. As iniciativas que propos servem apenas para agravar ainda mais a situação.

Quanto à imprensa, esta teria papel importante na arte de comunicar e envolver a população. Para isto deve ter uma postura em tratar o tema com profundidade e recuperar aspectos históricos recentes para que todos tenham os elementos necessários para formar uma opinião mais correta possível sobre a situação. Neste sentido deve abandonar a tentação de correr atrás de manchetes espetacularizadas sobre questões de saúde pública.

5 de jun de 2011

Energias boas no dia mundial do meio ambiente: hoje um dia bom..


Andando pelas ruas de Poá...
Passei pela rua Tereza...
Cheguei depois da ponte...
Era Rua Ametista...
É uma rua após o Rio Guaió..
Também já é outra cidade...
Já era Suzano, uma vizinha de pó..

Logo já era av. Mogi das Cruzes..
Tinha uma comemoração...
Quando percebi..
participava da mobilização...

Eram escoteiros plantando árvores...
Crianças alegres brincando no parque...
Uma bicicletada para exercitar...
Nosso coração e nossa mente...
Para este dia importante celebrar..

Gravei então algumas imagens...
Bloguei aqui para registrar...
Uma singela e simples experiência...
De um cotidiano espetacular...

Não me fez esquecer das lutas
Que temos a enfrentar..
Tem muita fome para matar...
Muita injustiça pra decifrar...

Mas mesmo assim quero dizer...
É um dia bom para viver...
Ver pessoas atraidas
por uma causa universal...
que celebra a natureza..
Questiona a cultura e ......

O dia tem muito a dizer...
mas já disse.. foi ontem..
Vamos de novo nessa..
mas fica a mensagem..
as imagens...
e os sorrisos..
os esforços...
e a certeza de um
caminho a percorrer.








4 de jun de 2011

Reforma Política: debate em Poá com Deputado Paulo Teixeira (PT)

O Instituto Augusto Boal promove o debate da reforma política, tema importante da pauta brasileira para  aperfeiçoar nossa democracia.


Paulo Teixeira, Deputado Federal pelo Partido dos Trabalhadores de São Paulo, se colocou à disposição do instituto e da militância e se tornou um grande debatedor do Tema na tarde de 04jun na Câmara Municipal de Poá.

O encontro de blogueiros continua à tarde.. veja fotos..










Encontro Continua veja fotos...









Encontro de Blogueiros do Alto Tietê

Durante a história da humanidade a comunicação foi o meio de exercer o poder. Essa é a realidade. Ha os que falam e há os que escutam e obedecem.

Mudar esta realidade é uma revolução necessária. Todo homem e toda mulher deve ter o direito de exercer seu direito de falar, de comunicar e expressar, ha seu modo, sua realidade.

Por conta disto estamos aqui no encontro de blogueiros do Alto Tietê 

Vivemos em um país que hoje
todos, idependente de fator,
podem almejar ter voz.

A internet é nosso caminho, 
A blogosfera nosso espaço...
Este meio deve continuar livre....

Viviam, Delcimar, Cibele e Rosenil

Rosenil e Paulo Henrique

Coordenação e Apoio