18 de fev de 2011

A Tecnologia de Informação como vetor de construção da igualdade.

A tempos venho com esta pergunta: seria o uso massivo da tecnologia da informação um vetor de construção da igualdade?

As respostas a esta pergunta não estão todas dadas. Na verdade novas perguntas nasceram a partir desta: o que entendemos por igualdade? O que é tecnologia? O que é tecnologia da informação? O que é informação? Na sociedade atual, é possível uso massivo de tecnologia?

Nossa jornada para alcançarmos algumas respostas continua, mas o caminho da busca é sempre agradável, apesar de difícil e muitas vezes nos fazer sofrer. Mas a construção do conhecimento, independente do método, quando feito com amor, dedicação, carinho, compreensão, coragem e principalmente o apoio de tantos que estão ao nosso redor e tantos outros que vieram antes de nós, sem dúvida, trás resultados.

Coloco aqui algumas conquistas que tivemos nesta caminhada. Empreendemo-la a partir, não do banco da academia, mas da experiência da militância política, do convívio social e do trabalho diário. Na verdade da vivência. Daquilo que Heidegguer denomina "estar ai", "existir".

Atingimos o entendimento para propor a necessária implementação de uma política pública específica para garantir direitos e acesso do cidadão, a partir do lugar que ele vive: a cidade - no arcabouço moderno de tecnologias, principalmente as da informação.

Partimos do ensinamento de Aristoteles, Karl Marx e Alvaro Vieira Pinto que a tecnologia existe pela humanidade e na humanidade. Não está nunca fora da cultura. E não precede nossa construção. Existe desde quando éramos nômades pela face da terra.

O advento das tecnologias como lugar tenente nos meios sociais, nas artes, no sistema de produção, na organização política tanto de paz como de guerra tiveram momentos especiais em nossa história. Produto do gênio humano, parece ser sua vocação surpreender sempre. A ponto de parecer para muitos, ter a capacidade de andar com as próprias pernas. Confunde-se o gênio com seu produto.

Em nossa pesquisa percebemos pela prática o nascimento diário e intermitente de novas tecnologias. O modo de cozer, tanto o alimento como o vestimenta, a lida com o gado e a agricultura, os trabalhos das fábricas tanto no chão como no escritório, os laboratórios profissionalizados de produtos e de conhecimentos, tanto na área química, elétrica e eletrônica, como das físicas e das medicinas, assim como das biológicas, sem esquecer das abstratas como das matemáticas, da lógica e das epstemológicas. Enfim, a técnica como meio, subordina-se ao gênio humano para que possamos atingir nossos fins.

Dado novo em terras de Adão é, a velocidade e a abrangência, como tantas novas e poderosas descobertas se dão e são conhecidas.

Hoje muitos dizem que vivemos a era informacional. Um novo tempo. Ganhou até um novo nome. Mas não deixa de serem os mesmos: a mulher, o jovem e o homem. Também são os mesmos os animais, as plantas, os minérios e os gases. Nas relações humanas, se organizam e reorganizam-se os estados, as comunidades e os países. Mas também não deixam de ter em sua constituição, seu povo, que é o mesmo. Neste sentido podemos aqui responder o que entendemos por igualdade. Igualdade é a nosso direito de continuarmos nos descobrindo, nos transformando sem perder o direito de sermos os mesmos.

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