15 de dez de 2010

Em revista de Balanço de Governo, Prefeitura de Suzano desmente Mogi News

Um dia após a divulgação de notícia sobre a área destinada à construção do Hospital Público em Suzano, o jornal Mogi News emplacou matéria em primeira página, através de um de seus braços esquizofrênicos "Diário do Alto Tietê", informando de modo leviano, e recheado de maus agrouros, que a construção do hospital estaria comprometida.

Quem conhece o pseudojornalismo da mediocre linha editorial não se surpreende. Contudo me pareceu, a partir deste "blog irreverente", interessante estabelecer um contraponto a esta matéria. Veja aqui nosso entendimento à época. (click).


Contudo o Governo de Suzano parece pouco se importar com a bestialidade deste veículo de imprensa e tem ignorado as transloucadas insinuações de tão infame jornal. Porém chama atenção a matéria em, quarta página, da revista intitulada "Balanço de Governo - Suzano pronta para o futuro" - onde detalhes importantes dos esforços feitos pela Presidência da República, o Ministério da Saúde e o Gabinete do Prefeito Municipal na empreitada de construir até 2012 um hospital público federal na cidade.

O governo de Suzano reafirma detalhes dos encaminhamentos feitos pelo digníssimo Presidente da República, Luis Inácio Lula da Silva, bem como as ações do Dr José Gomes Temporão, Ministro da Saúde e dá detalhes da área onde será construido o hospital, inclusive com fotos e medidas do local.

Segue na integra a materia do infame jornal emitida à epoca.

Incerto: Área de 23 mil metros quadrados, que fica ao lado da sede do Suzano Futebol Clube, foi declarada de utilidade pública
Bras Santos
De Suzano
O terreno com mais de 23 mil metros quadrados que o prefeito de Suzano, Marcelo Candido (PT), quer desapropriar por via amigável ou judicial para a construção do tão prometido hospital federal, pode estar com a documentação irregular. Além disso, a área, que fica no centro da cidade e ao lado do Suzano Futebol Clube, estaria comprometida para o pagamento de dívidas trabalhistas e com fornecedores assumidas pelos seus proprietários.
Essas informações, que poderão inviabilizar ou atrasar por tempo indefinido qualquer tipo de construção, foram transmitidas por corretores suzanenses e reforçadas pelo empresário José Dias. O prefeito e os secretários de Política Urbana, Miguel Reis Afonso, e de Negócios Jurídicos, Marco Aurélio Tanoeiro, e também a secretária de Comunicação, Silmara Helena, foram procurados na tarde de ontem para esclarecer a situação, mas não se manifestaram até o fechamento dessa edição.

No afã de gerar novos fatos políticos e eventualmente melhorar a votação do pai, o deputado estadual José Candido (PT), o prefeito publicou ontem o decreto que tornou de utilidade pública a área, cujo metro quadrado foi avaliado (por imobiliárias do município) entre R$ 200 e R$ 300. Uma eventual desapropriação com valores de mercado custaria entre R$ 4,6 milhões e R$ 6,9 milhões.

No entanto, os corretores consultados pelo DAT alertaram para os problemas do terreno que segundo o edital publicado pela prefeitura seria de propriedade dos irmãos Ishimoto. Essa família foi dona da principal rede de supermercados que funcionou em Suzano até o final dos anos de 1990.

"Quem comprar esse terreno, mesmo que por um preço mais em conta, dificilmente poderá utilizá-lo por causa das ações judiciais e trabalhistas que foram apresentadas contra os proprietários", destacou um consultor imobiliário que pediu anonimato, pois teme sofrer perseguições da administração petista. Segundo ele, os problemas de documentação da área que é uma das mais cobiçadas para novos empreendimentos habitacionais e comerciais são de conhecimento de muitas imobiliárias da cidade. "É por isso que ninguém conseguiu comprar esse terreno até hoje", comentou o entrevistado.

O empresário José Dias, que costuma "fiscalizar" ações do Executivo, garantiu que a área tem processos judiciais e trabalhistas que terão de ser totalmente resolvidos antes pelos compradores. "Posso garantir que a prefeitura não conseguirá construir nada nesse imóvel em razão das pendências. Ao declarar essa área como de utilidade pública, o prefeito fez uma ação 100% eleitoreira", afirmou Dias.
O DAT também procurou um representante da família Ishimoto para obter a versão dos proprietários, mas nenhum deles foi localizado.

Um comentário:

gabriel disse...

Estamos em 2012, cade o hospital? Tanta indignação no artigo com o Mogi News e cade o hospital prometido pelo "digníssimo" presidente?