16 de dez de 2010

Áreas iguais e volumes diferentes: seria possível mudar? Vamos em frente.

Um certo dia, sem ser um sábio chines, uma dúvida me acompanhou: como poderíamos fazer, utilizando os mesmos recursos, ampliar nossa capacidade de solucionar problemas?

Olhando o ensinamento do Professor Ronaldo, no vídeo abaixo, a partir da matemática, ciência "exata", lidando com questões "extremamente objetivas", ele demonstra de modo inequívoco, como a combinação adequada de objetos podem garantir resultados diferentes.

Caberia a nós, organizadores dos objetos, verificar como conseguir as melhores possibilidades frente à realidade.



Transportando este raciocínio para as relações humanas. Considerando que temos neste campo a prepoderância de "sujeitos",  que enquanto pessoas, garantem a partir de sua intervenção, atitude e percepção, a possibilidade de criar diferentes realidades, me veio o aprofundamento da dúvida e sua consequente elucidação.

Para escrevê-la precisaria desenvolver um tratado, mas a ânsia de dizer mais rápido, pensei em reorganizar as palavras e daí, então, saiu esta poesia:

Palavras são ditas.
Quando escritas não passam de tinta.
Para ser lida precisa de papel, de pergaminho e ser vista.
Mas para ser sentida e apreêndida tem que ter força.
Organizada em folha de papel, ou em bits e bytes se eletrônica.
São para o entendimento a grande tônica.

Ví dois jarros feitos de folha,
uma realidade feita de arroz,
vi sem ver, uma jóvem que assistia,
um mestre que sabia.

Se a folha fosse a Câmara de Suzano,
O arroz a justiça e o direito,
Percebi que poderia ampliar o tamanho
Se o bom senso prevalecesse,
reorganizasse suas entranhas,
a construir novos sonhos.

Mas infelizmente o arroz virou bosta,
o jarro de papel continua na posição,
Os sonhos ficaram na humilhação,
de ver tanta papagaiada, insensatez
e crimes de opinião.

São 18 milhões de reais,
dava para pavimentar muito chão,
Contruir muita escola, posto de saúde,
esporte e lazer de montão,
mas agora são mais dois anos
de disputa insana, descompromisso,
falta de lealdade, que tristeza
meu povo não merece isso.

Nos resta continuar o combate,
agarrados na vida,
sem medo da morte,
vivendo com mais energia,
sem contar com a sorte.
Amando a todos, do sul e do norte,
Fazendo o debate, enfrentando a sina
de uma angustia, que se faz melancolia,
mas que liberta da produção e da
mas valia.
Que valoriza o trabalho,
o proletário,
o pensador e o artista,
que como equilibrista
se concilia com a natureza, com Deus,
com a eternidade a perder de vista.
Rosenil-dez2010

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