28 de dez de 2010

O legado da Era Lula

Síntese: a gestão Lula valeu-se da capacidade de enfrentar as contradições e as negligências que sobejamente o processo histórico, sustentado políticamente desde D. João VI, lhe legou. Das forças atuais existentes em nossa sociedade, o petismo deve requisitar para si o papel de protagonista privilegiado, não exclusivo, das transformações agora em curso.

O sofrimento de nosso povo tem base no desenrolar de nossa história desde o chamado “descobrimento do Brasil”. Homens e mulheres que aqui viviam constituindo centenas de povos, e outras centenas de milhares que aqui chegaram, sempre foram em ampla e violenta maioria, espíritos fortes que pela ideologia capitalista, na época em seu florescer, e até hoje dominante, eram seres de segunda, terceira e quinta categoria.

Com um processo capitalista selvagem que garantiu prosperar a escravatura, a total ausência de direitos e a presença do Estado na vida das famílias e das comunidades, foi aos poucos, por força da evolução vegetativa, sem nenhuma grande revolução de carácter popular, políticamente organizada, mudando de nome e patamar. A ponto de desembocar no início da década de 1960 no maior e mais sangrento regime de exceção da América Latina, perdurando por quase trinta anos.  


Agravado na década de 1990 com a adesão espontânea da classe política dominante, à época, domesticada nos bancos escolares das universidades imperialistas, aderindo ao imperialismo neo-liberal que se despontou após a queda do muro de Berlim.

O processo de exploração ao qual sempre esteve submetida a ampla maioria da população, nos três aspectos vitais para a consolidação de um povo: material, cultural e político, nunca dantes na história deste país foi enfrentado com a grandeza que sempre foi possível em algum momento da história.

Lula, com sua característica de um verdadeiro filho do brasil, pois qualquer um de nós podemos ser, e somos, se quisermos, Lula.

Esta é a retomada objetiva do processo de construção e consolidação de nossa independência enquanto povo e enquanto nação.

Da recuperação de nossa identidade de Povo Brasileiro, da construção e inclusão de milhares de homens e mulheres no processo de construção coletiva de nossa nação, entramos agora em um novo caminho que pelo legado deixado, será sem volta.

27 de dez de 2010

Um almoço

Um almoço que eu mesmo fiz,
Novidade? Nenhuma!
Mas fica, mesmo assim, um registro.

Fiz para meu amor,
com carinho e dedicação.
Comi também...
Por enquanto só o almoço...

Sem ser um Brandino,
Doutor da gastronomia...
um Miguel Reis,
apaixonado pela panela...
ou até um André Senna,
rei do churrasco.

Ta aí uma comidinha.
Bonitinha... mas sobretudo..
Muito gostosinha...

Feliz ano novo pra todos.

26 de dez de 2010

Feliz 2011

Na imagem de fundo o céu do Jardim revista.
Ao alto imagens da Av Atlantica a partir do Jd Varam,
Ao centro à direita imagens do Jardim Brasil,
À baixo a direita imagens do Jd Itamaracá,
À esquerda imagens de Calmon Viana com a Igreja de Fátima ao centro e a malha urbana central de Suzano ao fundo.

Com estas imagens partimos para um novo ano que se inicia. Dos lugares onde moramos, vivemos segue uma mensagem de paz.

A realidade é sempre universal, que cada vida, cada querer possa se encontrar um pouco mais neste próximo ano. Que fique mais claro ainda aquilo que se procura, e ... que se possa encontrar, antes de tudo, o melhor caminho para encontrá-las..

Feliz ano novo do Plebeu.

23 de dez de 2010

Toinzinho: fruto do Brasil

Em um destes momentos que a gente nunca prepara, não espera, mas derrepente acontece algo que nos enche de alegria, nos coloca em comunhão com o outro, pedagogiacamente permite, generosamente, sentir que fazemos parte de uma mesma fonte e uma mesma energia. Ver que alguma coisa acontece em nosso ser....

A arte de Toinzinho, no alto de seus 83 anos, lá de Santana do Jacaré (MG) é isto e muito mais.

Suzano teve a oportunidade de recebê-lo em seu estúdio público para gravar um CD. Foram 13 músicas feitas e compostas por ele e seu filho, Norberto. Mas antes até do CD estar disponível para todos, tive a oortunidade de gravar este vídeo, em um momento casual, que pode significar para muitos, apesar do amadorismo da gravação, peço desculpas por isto, um momento de rara beleza, irreverência, rebeldia, ousadia e provocação.

Com espírito que nunca envelhece veja um pouquinho de Toinzinho: fruto do Brasil

22 de dez de 2010

WEB - Liberdade e criatividade dependem da neutralidade no tratamento dos dados

Sergio Amadeu (origem imagem)

ANÁLISE (falei com Sergio e copiei da folha)

SERGIO AMADEU DA SILVEIRA
ESPECIAL PARA A FOLHA

Um dos mais importantes princípios constitutivos da Internet é chamado de neutralidade da rede ou "net neutralit". Pode ser resumido na sentença: quem controla a infraestrutura de telecomunicações não pode controlar fluxo de informação.

As corporações, em geral oligopólios, proprietárias dos cabos submarinos, das fibras óticas, dos satélites, não podem interferir no que está sendo comunicado.

O ataque ao princípio da neutralidade na rede pode mudar a forma como a internet tem funcionado e reduzir a criatividade e a diversidade que a caracterizam.

Na internet, toda comunicação é feita por pacotes de dados. Pelo princípio da neutralidade, as operadoras de telecomunicações não podem discriminar os pacotes.

Isso significa que não se pode diferenciar o tratamento dado à informação nem pela origem, nem pelo destino, nem pelo tipo de aplicação. Não importa se o pacote informacional leva uma parte de um e-mail, de uma página da web ou de um vídeo.

Todos eles devem ter o mesmo tratamento na rede. Ocorre que as operadoras querem interferir nestes fluxos para aumentar a sua lucratividade. Querem mercantilizar o ciberespaço.

Assim, as páginas e aplicações das empresas que fizeram acordos comerciais com as operadoras andarão mais rápido na sua rede. Já a maioria dos sites e blogs terão sua velocidade reduzida.
O mais grave será o impacto na criatividade.

Na internet, podemos criar não somente novos conteúdos, mas também novos formatos e novas tecnologias, sem que para isso haja necessidade de pedir autorização para ninguém.

No final dos anos 1990, Tim Berners-Lee criou a web; em 1999, Shawn Fanning inventou o Napster; em 2003, os estonianos Ahti Heinla, Priit Kasesalu e Jaan Tallinn desenvolveram o Skype; em 2003, Mark Zuckerberg começou o Facebook.

Imagine se o princípio da neutralidade da rede não existisse. Como os jovens Hurley, Chen e Karim lançariam o YouTube, em 2005? Operadoras poderiam bloquear pacotes de dados que carregassem seus vídeos alegando excesso de tráfego.

No Brasil, em 2009, o Comitê Gestor da Internet lançou uma resolução chamada "Princípios para a Governança e Uso da Internet".

Ele reafirma a importância da neutralidade e esclarece que a "filtragem ou privilégios de tráfego devem respeitar critérios técnicos e éticos, não sendo admissíveis motivos políticos, comerciais, religiosos, culturais, ou qualquer outra forma de discriminação ou favorecimento".

Nos embates contra os exageros da lei de crimes na internet, conhecida como AI-5 Digital, aprovada pelo Senado, o Ministério da Justiça lançou, no fim de 2009, uma consulta pública on-line para a criação de marco regulatório civil para a internet.

Recebendo milhares de contribuições da sociedade, a proposta do governo, que será enviada ao poder legislativo, incorpora o principio da neutralidade. Desse modo, caso a lei seja aprovada, as empresas de telecomunicações não poderão interferir no fluxo de informações.


SERGIO AMADEU DA SILVEIRA é professor da Universidade Federal do ABC

Câmara de Suzano: generalidades que custam caro

Olhando o resumo e o balanço do presidente do legislativo no jornal de hoje, não é possível, pelo bem da verdade, da coisa pública e pelo direito de mulheres, homens e jovens, que vivem nesta cidade, deixar de fazer algumas considerações.

Em um "resumo muito resumido", até porque, tem muito pouco a dizer sobre ações positivas. O atual signatário da presidência nestes últimos dois anos, da câmara municipal, em matéria recheada de promoção pessoal e fotos por toda a página, demonstrou quão sofrível é, ter  o mais significativo poder do sistema republicano, tão mal representado em nossa cidade.

Uma câmara de vereadores que só atrapalhou a cidade crescer, que viveu períodos obscuros, com crise de representatividade e esbanjando dinheiro público municipal em outras cidades, fecha o ano com um balanço que envergonha qualquer trabalhador e trabalhadora.

Com um orçamento de R$ 36 milhões de reais, nestes dois anos não aprovou o plano diretor da cidade, estabeleceu um conjunto recorde de proposituras defeituosas e inconstitucionais para o arcabouço legal do município, promoveu um plano de carreiras para menos de 100 servidores em total distonância com a realidade do funcionalismo público local, criou um engodo junto às nossas crianças, alardeando um projeto, que até tem um nome bonito, o Parlamento Mirim, mas que não possui pedagogia nenhuma que garanta aos nossos adolescentes o mínimo entendimento sobre a configuração do poder em nossa realidade.

Sem falar no falso discurso sobre a moralidade, a ética e ideologias diferentes. Pois até hoje Suzano não sabe qual projeto político, qual modelo de cidade e quais modelos de gestão são defendidos por esta representatividade, a não ser aquele velho sentimento, inabalável, de viúvas de um tempo que esperamos nunca mais volte.

Realmente é muito dinheiro público para generalidades, promoções possoais e discursos vulgares.

21 de dez de 2010

Anna de Hollanda.

1. DADOS PESSOAIS

Nome completo: Anna Maria Buarque de Hollanda
Nome artístico: Ana de Hollanda
Data de nascimento: 12 de Agosto de 1948
Filiação: Sérgio Buarque de Hollanda
Maria Amélia Alvim Buarque de Hollanda


2. FORMAÇÃO ARTÍSTICA

1979 a 1996 - estuda técnica vocal e interpretação com a professora e fonoaudióloga Rosemarie Shock - SP

1980 e1981 - Curso de Formação de Atores no Teatro Vento Forte - SP

1990 - Curso de Interpretação Teatral na Escola Internacional de Teatro da América Latina e Caribe - Machurrucutu, CUBA

16 de dez de 2010

Áreas iguais e volumes diferentes: seria possível mudar? Vamos em frente.

Um certo dia, sem ser um sábio chines, uma dúvida me acompanhou: como poderíamos fazer, utilizando os mesmos recursos, ampliar nossa capacidade de solucionar problemas?

Olhando o ensinamento do Professor Ronaldo, no vídeo abaixo, a partir da matemática, ciência "exata", lidando com questões "extremamente objetivas", ele demonstra de modo inequívoco, como a combinação adequada de objetos podem garantir resultados diferentes.

Caberia a nós, organizadores dos objetos, verificar como conseguir as melhores possibilidades frente à realidade.



Transportando este raciocínio para as relações humanas. Considerando que temos neste campo a prepoderância de "sujeitos",  que enquanto pessoas, garantem a partir de sua intervenção, atitude e percepção, a possibilidade de criar diferentes realidades, me veio o aprofundamento da dúvida e sua consequente elucidação.

Para escrevê-la precisaria desenvolver um tratado, mas a ânsia de dizer mais rápido, pensei em reorganizar as palavras e daí, então, saiu esta poesia:

Palavras são ditas.
Quando escritas não passam de tinta.
Para ser lida precisa de papel, de pergaminho e ser vista.
Mas para ser sentida e apreêndida tem que ter força.
Organizada em folha de papel, ou em bits e bytes se eletrônica.
São para o entendimento a grande tônica.

Ví dois jarros feitos de folha,
uma realidade feita de arroz,
vi sem ver, uma jóvem que assistia,
um mestre que sabia.

Se a folha fosse a Câmara de Suzano,
O arroz a justiça e o direito,
Percebi que poderia ampliar o tamanho
Se o bom senso prevalecesse,
reorganizasse suas entranhas,
a construir novos sonhos.

Mas infelizmente o arroz virou bosta,
o jarro de papel continua na posição,
Os sonhos ficaram na humilhação,
de ver tanta papagaiada, insensatez
e crimes de opinião.

São 18 milhões de reais,
dava para pavimentar muito chão,
Contruir muita escola, posto de saúde,
esporte e lazer de montão,
mas agora são mais dois anos
de disputa insana, descompromisso,
falta de lealdade, que tristeza
meu povo não merece isso.

Nos resta continuar o combate,
agarrados na vida,
sem medo da morte,
vivendo com mais energia,
sem contar com a sorte.
Amando a todos, do sul e do norte,
Fazendo o debate, enfrentando a sina
de uma angustia, que se faz melancolia,
mas que liberta da produção e da
mas valia.
Que valoriza o trabalho,
o proletário,
o pensador e o artista,
que como equilibrista
se concilia com a natureza, com Deus,
com a eternidade a perder de vista.
Rosenil-dez2010

15 de dez de 2010

Em revista de Balanço de Governo, Prefeitura de Suzano desmente Mogi News

Um dia após a divulgação de notícia sobre a área destinada à construção do Hospital Público em Suzano, o jornal Mogi News emplacou matéria em primeira página, através de um de seus braços esquizofrênicos "Diário do Alto Tietê", informando de modo leviano, e recheado de maus agrouros, que a construção do hospital estaria comprometida.

Quem conhece o pseudojornalismo da mediocre linha editorial não se surpreende. Contudo me pareceu, a partir deste "blog irreverente", interessante estabelecer um contraponto a esta matéria. Veja aqui nosso entendimento à época. (click).


Contudo o Governo de Suzano parece pouco se importar com a bestialidade deste veículo de imprensa e tem ignorado as transloucadas insinuações de tão infame jornal. Porém chama atenção a matéria em, quarta página, da revista intitulada "Balanço de Governo - Suzano pronta para o futuro" - onde detalhes importantes dos esforços feitos pela Presidência da República, o Ministério da Saúde e o Gabinete do Prefeito Municipal na empreitada de construir até 2012 um hospital público federal na cidade.

O governo de Suzano reafirma detalhes dos encaminhamentos feitos pelo digníssimo Presidente da República, Luis Inácio Lula da Silva, bem como as ações do Dr José Gomes Temporão, Ministro da Saúde e dá detalhes da área onde será construido o hospital, inclusive com fotos e medidas do local.

Segue na integra a materia do infame jornal emitida à epoca.

Incerto: Área de 23 mil metros quadrados, que fica ao lado da sede do Suzano Futebol Clube, foi declarada de utilidade pública
Bras Santos
De Suzano
O terreno com mais de 23 mil metros quadrados que o prefeito de Suzano, Marcelo Candido (PT), quer desapropriar por via amigável ou judicial para a construção do tão prometido hospital federal, pode estar com a documentação irregular. Além disso, a área, que fica no centro da cidade e ao lado do Suzano Futebol Clube, estaria comprometida para o pagamento de dívidas trabalhistas e com fornecedores assumidas pelos seus proprietários.
Essas informações, que poderão inviabilizar ou atrasar por tempo indefinido qualquer tipo de construção, foram transmitidas por corretores suzanenses e reforçadas pelo empresário José Dias. O prefeito e os secretários de Política Urbana, Miguel Reis Afonso, e de Negócios Jurídicos, Marco Aurélio Tanoeiro, e também a secretária de Comunicação, Silmara Helena, foram procurados na tarde de ontem para esclarecer a situação, mas não se manifestaram até o fechamento dessa edição.

No afã de gerar novos fatos políticos e eventualmente melhorar a votação do pai, o deputado estadual José Candido (PT), o prefeito publicou ontem o decreto que tornou de utilidade pública a área, cujo metro quadrado foi avaliado (por imobiliárias do município) entre R$ 200 e R$ 300. Uma eventual desapropriação com valores de mercado custaria entre R$ 4,6 milhões e R$ 6,9 milhões.

No entanto, os corretores consultados pelo DAT alertaram para os problemas do terreno que segundo o edital publicado pela prefeitura seria de propriedade dos irmãos Ishimoto. Essa família foi dona da principal rede de supermercados que funcionou em Suzano até o final dos anos de 1990.

"Quem comprar esse terreno, mesmo que por um preço mais em conta, dificilmente poderá utilizá-lo por causa das ações judiciais e trabalhistas que foram apresentadas contra os proprietários", destacou um consultor imobiliário que pediu anonimato, pois teme sofrer perseguições da administração petista. Segundo ele, os problemas de documentação da área que é uma das mais cobiçadas para novos empreendimentos habitacionais e comerciais são de conhecimento de muitas imobiliárias da cidade. "É por isso que ninguém conseguiu comprar esse terreno até hoje", comentou o entrevistado.

O empresário José Dias, que costuma "fiscalizar" ações do Executivo, garantiu que a área tem processos judiciais e trabalhistas que terão de ser totalmente resolvidos antes pelos compradores. "Posso garantir que a prefeitura não conseguirá construir nada nesse imóvel em razão das pendências. Ao declarar essa área como de utilidade pública, o prefeito fez uma ação 100% eleitoreira", afirmou Dias.
O DAT também procurou um representante da família Ishimoto para obter a versão dos proprietários, mas nenhum deles foi localizado.

Educação pública, gratuita e de qualidade, uma missão revolucionária...

Educação pública, gratuita e de qualidade, uma missão revolucionária...: "clique aqui para mais informações O 1º Congresso Municipal de Educação traz para a população suzanense a chance de discutir e participar ..."

Carta da Economia Solidária a Dilma Rousseff

Carta da Economia Solidária a Dilma Rousseff: "23 de novembro de 2010 Secretaria Executiva do FBES (Forum Brasileiro de Economia Solidária) Atenção amigas e amigos do movimento de Econo..."

14 de dez de 2010

Arte na rua: cenas, presença, provocações e emoçõe...

Arte na rua: cenas, presença, provocações e emoçõe...: "O projeto arte na rua ou arte pública traz para o nosso cotidiano e, para o cotidiano das ruas, uma integração e uma declaração eloquente d..."

Formação de Educadores Ambientais Populares em Suz...

P.P.P. Plebeu... tributo à irreverência: Formação de Educadores Ambientais Populares em Suz...: "Suzano, 26 de novembro de 2010 – A Secretaria de Meio Ambiente está com inscrições abertas para duas novas turmas do Programa Municipal de..."

13 de dez de 2010

Congresso de Educação: mensagem enviada com sucesso

Partilhando partes de um interessante debate.... quem quiser entrar, fique a vontade..

Mensagem Enviada com Sucesso!
 Para:
 "Sonia Kruppa"
Cc:
 cebelchior@yahoo.com.br, elianaramospt@ig.com.br, chnetto@hotmail.com, felixsuzano@hotmail.com, osmarinda.oliveira@ig.com.br, marygs@yahoo.com.br, janeneide@ig.com.br, luiscarlosvl@hotmail.com, celiamar2001@ig.com.br, rofalotico@ig.com.br, mara.vidal@gmail.com, rponasc@uol.com.br, felixpoderosa@hotmail.com
Assunto:
 Re: Re: FW: Congresso da Educação em Suzano - Qual o contexto do protesto? 

 
Companheiras(os)... boa noite..
 
A grande política pública, se dá na prática, sempre ao vivo e a cores. Nosso planejamento e a estratégia de governo considera como elemento importante para aperfeiçoar as ações e o trabalho de cada um, os momentos e os movimentos de participação.

Será um processo desafiador garantir a escolha dos novos coordenadores pedagógicos. Tenho certeza que o processo desencadeado irá garantir, a partir do bom senso da maioria, o melhor momento e as melhores escolhas a serem feitas.
Parabens a todos que estão nesta luta.

Rosenil Barros Orfão

On Seg 13/12/10 00:37 , Sonia Kruppa skruppa@uol.com.br sent:
Caros amigos!

É dificil a batalha e vamos precisar de todos para terminar esse ano! As escolas passam, agora, por um interessante processo de debates sobre seu Projeto Político Pedagógico e decidem, nesta semana, o momento de eleger seus coordenadores educacionais!
Vamos juntos, então!
Abço da Sonia


Em 12/12/2010 23:58, Rosenil < orfao@terra.com.br > escreveu:

Alessandra, concordo contigo e acrescento as seguintes argumentações para a apreciação dos companheiros e para ajudar no debate.

Saudações.
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A política de educação em Suzano passa por um momento, senão definitivo, muito importante em sua história.

O fato de termos um governo que procura criar as condições objetivas  para termos um congresso de educação que possa discutir as políticas de educação para os próximos dez anos em nossa cidade é uma ação, por parte do governo e, por parte dos gestores da política pública de educação, muito ousada, para não dizer muito corajosa.

O congresso ocorreu, diga-se de passagem, como o primeiro congresso em 67 anos de vida de nossa cidade, foi um grande sucesso.

Podemos falar, isto considerando, tanto o conteúdo do debate, como também, por conta da participação dos profissionais que colaboraram com a cidade para construir e aperfeiçoar uma verdadeira política pública de educação.

Este momento foi de grande sucesso para toda a área de ensino e aprendizado em nossa cidade.

Sabemos, todos, que a questão da educação enquanto política em nosso país, é um grande desafio. No estado de São Paulo, este quadro se agrava. Pois  nosso estado é o mais rico da federação e, infelizmente, possui os piores resultados na implementação desta política.

Porém alguns esforços na busca da qualidade na implementação da política pública de educação em algumas cidades de nosso país podem ser observadas.

Um exemplo contundente deste esforço, com relação à postura e determinação de um governo popular, pode ser visitado por todo o país e também por todas as nações de nosso mundo, na cidade de Suzano, Estado de São Paulo, Brasil.

Trata-se de uma política pública que criou as condições e enfrentou todos os desafios necessários para organizar o espaço físico das escolas na cidade.

Infelizmente, durante muito tempo, cerca de trinta anos, a cidade foi comandada por um conjunto de bandoleiros e de homens sem escrúpulos que construíam escolas de madeira nas periferias da cidade, relegando desta maneira, para um tratamento de segunda ou quarta classe as populações da periferia da cidade que tanto necessitam das políticas pública de educação para sua vida.

Além das questões materiais, como a construção de novos prédios, com infra estrutura de qualidade, para nossos alunos e para nossos professores, o governo popular estabeleceu um grande programa de acesso e permanência de crianças na escola. Este programa consiste em aportar as condições materiais para que os filhos das famílias suzanensses possam participar de modo igualitário, do sistema público municipal de ensino.

Estes esforços são conhecidos de toda a população, pois já fazem seis anos que todas as crianças da rede municipal de ensino tem direito ao uniforme escolar, material escolar de qualidade e alimentação escolar. Além da garantia de transporte escolar para as crianças que moram longe de seu lugar de estudo.

Estas conquistas precisam ser consolidadas e aprimoradas em nossa cidade. Para isto o governo popular estabeleceu um grande processo de construção coletiva do plano de carreira, cargos e salários para os profissionais de educação em nosso município.

Esta política de valorização dos profissionais de educação faz parte do pensamento de um governo que se auto orienta  pela legítima consciência de classes existente e determinante nas relações humanas.

Todavia em Suzano existem dois "canceres" que podem postergar a luta do governo popular e de toda a população para consolidar a melhoria do sistema de educação.

Por um lado existe um sindicato "pelego" dos funcionários públicos, que durante mais de trinta anos sequer uma reação esboçou conta os governos reacionários que dominaram esta cidade. Os profissionais da educação, mais de 60% deles, estavam na máquina pública através de contratos emergênciais.

Situação extremamente irregular perante os atos administrativos, mas muitos mais irregulares ainda, por criar situações dentro do quadro público na prestação de serviço da educação com situação de instabilidade e de falta de segurança jurídica para os profissionais de educação em nossa cidade.

Toda esta situação, totalmente inadequada durante mais de trinta anos ocorreu na cidade de Suzano. Neste período nenhum "filho da puta" da educação ligado ao sindicato dos trabalhadores teve a coragem, a ética e o bom senso de criar situações de greve para lutar contra os demandos e a baixa qualidade da política pública existente na cidade neste passado não muito recente.

Com o advento do governo popular que estabeleceu os concurso públicos, garantido ao trabalhador da educação a possibilidade de uma estabilidade e um plano de carreira, vivemos hoje um ambiente totalmente diferente na relação entre trabalhador e governo.

Hoje todos os trabalhadores da educação tem direito à estabilidade e ao plano de cargos e salários. Sabemos que muito ainda tem que avançar na construção da qualidade definitiva para a implementação da política pública de educação.

Mas talvez o mais grave deles, e mais demorado em superar, é a melhoria da qualidade dos profissionais de educação da rede municipal de ensino que ficam muitas horas do dia com nossos filhos em uma sala de aula.

Sei que muitos deles são excelentes profissionais e amáveis professores, todavia, considerando o grau de baixaria e a pouca qualidade política dos representantes da categoria que tentaram , histericamente, atrapalhar o congresso municipal, temos muito a nos preocupar. Não é possível que nossos professores aceitem coordenação e representação de classe tão desqualificada como a que ocorre hoje em nossa cidade e se deu a representar em nosso congresso.

Rosenil Barros Orfão

On Dom 12/12/10 11:45 , Alessandra Felix felixpoderosa@hotmail.com sent:

Dizer que o governo do Partido dos Trabalhadores não quis lutar pela melhoria da educação em nossa cidade, que não brigou e briga até hoje pela implementação de um projeto democrático em Suzano, e vale lembrar,  até pouco tempo estava nas mãos da direita conservadora, que por mais de 30 anos  sucateou  a educação, ah vai pro diabo!

Onde estava o sindicato dos professores nesta época que acabei de citar acima, o que fizeram?

 Porque nunca antes foi feita uma greve pelos profissionais da educação?

Por que não tinha concurso público na cidade?

Porque nunca elegeram  dirigentes que até 2004 rifaram nossa cidade?

Porque  nunca chamaram  os profissionais da educação para debater uma proposta que atendesse as necessidades das nossas crianças, jovens e adultos?

Houve na abertura do Congresso de educação por parte de 2 ou 3 pessoas uma demonstração de um estado de histeria, e é com franqueza que digo, que o que houve foi uma  oportunidade montada de fazer uma manifestação,  para confundir quem participava do fortalecimento da democracia. 

Os profissionais da rede de educação comprometidos e sérios que sabem que temos avançado muito e que muito ainda precisa ser feito, organizaram uma bela atividade,  para debater o plano de educação para os próximos 10 anos. Debates importantíssimos foram realizados, militantes históricos da educação ofereceram um banquete de reflexão para todos e todas que estavam buscando contribuir na construção do projeto  ...

O congresso não teve outro objetivo senão favorecer a participação de nossos profissionais, garantindo voz e vez a todos.

Assim como foi feito debates em toda a rede do Plano de cargos, carreiras e salários, iniciativa do governo municipal, e a maioria dos trabalhadores e trabalhadoras  decidiram  qual seria o conteúdo final do projeto,  que foi aprovado este ano pelo nosso legislativo.

Ora, dizer  que os ataques furiosos  feitos por aqui, por ali  são manifestações democráticas. Eu digo, são apenas manifestações histéricas!

Alessandra Felix

Atualizado em 12/12/2010

11 de dez de 2010

Arte na rua: cenas, presença, provocações e emoções


O projeto arte na rua ou arte pública traz para o nosso cotidiano e, para o cotidiano das ruas, uma integração e uma declaração eloquente da necessária convergência entre homens, casas, ruas, fabricas e lares. 

Percebido isto, está decretado que o espaço urbano pode ser: justo, solidário, bonito, alegre. 

Não podemos perder de vista nunca o dizer destes artistas.

Utilizando-se do cubimo, a pop arte e o expressionismo como escolas de pensamentos, técnicas e linguagens, os Artístas Plasticos Polí (cubismo e abstrato), Beto (pop arte) e Aline (expressionismo) nos blindam com obras que além de belas em sí, tem a capacidade de dialogar de modo contundente e permanente com as pessoas e com o espaço em que vivemos.

"Um projeto do Governo Popular de Suzano, funciona como uma "galeria a céu aberto". As pessoas não precisam entrar em um lugar para ter contato com a obra de arte. 

Ela está ali, para o contato direto das pessoas, urbaniza e humaniza o espaço público. 

É uma política pública de acesso á arte. Objetiva formar cidadãos que apreciem, se utilizem e se apropriem da arte como instrumento na construção de novas relações, novas abordagens e interações mais sensíveis e mais humanizadas com sua  realidade e com seus semelhantes", diz Iberê Rodrigues, coordenador do projeto.

Harmonizam as diferentes escolas em um mesmo projeto, garantindo a pluralidade tanto no modo de expressar, como no resultado objetivo da obra acabada, e ao mesmo tempo, em eterno movimento, a partir do diálogo a todo momento, "meche" com o espaço no qual está estabelecida a obra de arte. Este conceito de "galeria ao ar livre", é extraordinário e revolucionário neste sentido.

 

De-se a chance de apreciar ao vivo e a cores. 
O endereço é este: Suzano, Brasil, São Paulo, Praça Cidade das Flores. 

Além de outros espaços que também estão à disposição como o fachada do Teatro Municipal Dr Armando de Ré, o Parque Max Feffer e o terminal urbano municipal. Realmente é algo que marca...












Receba um "muito obrigado" por defender o Wikileaks

É muito gratificante participar de um movimento que envolve tantas pessoas, de tantos lugares e com tanta convergência na defesa da livre expressão, da democracia e dos valores humanistas.

O endereço de acesso para participar também é este: , basta um click.

10 de dez de 2010

Mensagem a um militante e a uma solidão


Esta é a realidade dos profetas meu amigo...
Pode perceber por vezes a solidão...
Não a compreende mas a sente....
És humano, demasiado até...
Ainda bem que o é....

Mas te digo com experiência meu amigo...
Se tua bandeira é a da luta...
Não te importes com a angustia..
Há que saber, após sentí-la...
Profundamente compreendê-la..

Da angustia caminhará para a melancolia...
Faz parte de um processo...
De libertação da produção e da mas valia...
Tudo isto é teu.. lhe foi graciosamente dado...
Que te faltas é o tempo para tê-las, conforme combinado...

É na luta que te encontras...
Dela nunca te abandonas..
Serás referência para os jovens...
Com alegria continuara a caminhar...
Mas da angustia e da melancolia...
Não te libertarás....

Rosenil Barros Orfão dez/2010

7 de dez de 2010

Prefeito Negro, literalmente, começa a construção de uma UBSF

A política pública de saúde vive uma grande contradição na cidade de Suzano. Por um lado Hospitais particulares fechando e falta de médicos para a rede pública.

Por outro lado, a Santa Casa de Suzano, com o apoio do Governo Municipal, ganha uma nova unidade de atendimento e o governo popular anuncia a construção de mais seis unidades basicas de saúde da família (UBSF), através de recursos do PAC2, assinados em 05dez2010 em Brasília.

Méritos para os gestores de saúde pública da cidade. Afinal são 7,5 milhões de investimentos.

Além destes  anuncios, outro fato positivo: o Prefeito Negro da cidade, literalmente começa a construção de mais uma unidade básica de saúde no Jardim Maitê.

O dado interessante neste tema foi o anúncio feito, em abril deste ano, pelo próprio prefeito, sobre a tomada de decisão para começar o processo de licitação (veja matéria abaixo), afirmando que a obra teria início no começo de 2011 ou no final de 2010.

Pelo jeito, mais uma vez o governo popular dá demonstrações inequívocas, que todos os compromissos assumidos, são consolidados.

Este empreendimento foi anúnciado em abril deste ano, quando da inauguração do tunel do Jardim Maitê, diga-se de passagem, obras que determinaram o final da segregação urbana a qual o bairro sempre esteve submetido.

Chama atenção, também, que na foto da matéria, fora o Professor Luizinho, vereaor do PT, o prefeito está mal acompanhado dos vereadores picaretas do grupo do G9. Aqueles que atrapalham a cidade crescer e esbanjam dinheiro público do município. Os caras são tão caras de pau que ficam tirando "casquinha" nas inaugurações, mas na hora de enfrentar os problemas os caras não querem nada, só enchem o saco e atrapalham o Marcelo governar.

4 de dez de 2010

Câmara de Suzano esbanja dinheiro público em Poá

Com sua estratégia de gastar dinheiro público e não prestar contas, a câmara municipal de Suzano chega ao cúmulo de gastar dinheiro público em midia de comunicação em Poá, cidade vizinha. É um disparate.

Fica a pergunta.

Olhe para a propaganda que os caras fizeram. Pra que serve estas coisas?

O parlamento mirim é um engodo. Os requerimentos são para "encher o saco" do prefeito e abarrotar o ministério público de denuncias vazias. Os projetos de lei são em sua maioria inconstitucionais. Realmente tudo isto é a verdadeira farra do boi.

Se a certeza de um próspero ano novo dependesse da retrospectiva 2010  da Câmara de Suzano, estaríamos todos na "roça".

Construindo a sociedade justa

Seria o uso massivo da tecnologia da informação um vetor de construção da igualdade?

Para alguns, a novidade significa uma crise. Para outros, uma oportunidade. A tecnologia está rompendo as barreiras tradicionais de classe, poder, riqueza e geografia – e substituindo-as por um ethos de colaboração e transparência.
parte do texto

Graças à internet, esperamos um nível muito maior de conhecimento e participação, em muitos aspectos de nossas vidas. Mas os políticos resistem resolutamente aos novos tempos. Vêem-se como tutores de um público infantil – que não merece nem a verdade, nem o poder real que o conhecimento oferece.

3 de dez de 2010

Plenária de Balanço do Mandato do Deputado José Candido 11/dez/10

O Deputado José Candido promoverá uma plenária de avaliação e balanço do mandato no próximo 11 de dezembro.

Achei muito legal o convite. Tem um espaço onde todos nós somos provocados a escrever sugestões que entendemos, devam ser debatidos e também encaminhados para a nova legislatura.

Enquanto militante quero contribuir com este debate. A nossa região precisa de um mandato popular de esquerda fortalecido na Assembléia Legislativa. Sei que a participação de todos que lutam por uma sociedade justa, igualitária e socialista tem nesta representação um espaço e uma trincheira para enfrentar os graves problemas sociais, econômicos, culturais, ambientais e éticos produzidos pela sociedade capitalista e seu sistema produção baseado na exploração do homem pelo homem.

Parabéns pela iniciativa.

GUERREIRO JUAREZ

“Há homens que lutam um dia; e por isso são bons;”
Seu passo era curto,
Sua estatura baixa,
Sorriso fácil,
Falante, ágil, divertido.
O espírito não condizia com a idade do corpo.
Nas longas conversas nas mesas de bares parecia um menino.
Tinha eloqüência e sabedoria.
Estava sempre acompanhado de amigos e de vinho.
Mente privilegiada estava à frente de seu tempo.

“Há homens que lutam muitos dias; e por isso são muito bons;”
Fazia do seu dia o aprendizado eterno que possui os grandes mestres.
Revolucionário na essência, fez de sua vida uma eterna batalha.
Guerreiro, não desistiu jamais de seus sonhos e de um mundo melhor.
De coração apaixonado e gigante transbordava simpatia e amizade.
Leitor e escritor voraz. Amante de literatura, música e poesia.
Tinha a simplicidade das grandes almas.

“Há homens que lutam anos; e são melhores ainda;”
Ensinou a muitos o amor pela política, pela arte e pela vida.
Como não podia deixar de ser, partiu sem se despedir.
Sem tempo para lamentos.
Partiu para novos encontros e desafios!
Exercerá sua militância noutra esfera.

“Há porém aqueles que lutam a vida toda; esses são os imprescindíveis.”
Fará muita falta em nossas mesas de bar!

Leia “Bertold Brecht”. Momentos de pura poesia.
Walmir Pinto – ator, jornalista e Secretário de Cultura de Suzano
walmirarts@gmail.com

1 de dez de 2010

Os dois lados de um conflito




















Origem: http://wiki.colivre.net/Aurium/

Carta da Economia Solidária a Dilma Rousseff

23 de novembro de 2010

Secretaria Executiva do FBES (Forum Brasileiro de Economia Solidária)

Atenção amigas e amigos do movimento de Economia Solidária. É hora de buscar coletar adesões do máximo de movimentos sociais, redes, organizações e parlamentares para a nossa Carta da Economia Solidária a Dilma, que segue abaixo e está também disponível para baixar e imprimir em http://miud.in/iMo .

Para uma organização, movimento, rede ou parlamentar aderir à carta, basta enviar por e-mail o nome da organização ou parlamentar para forum@fbes.org.br. Este endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-lo.

Caso seja um/a parlamentar, é importante indicar se é Deputada/o Federal/Estadual ou Senador/a.

Ajude neste importante mutirão: quanto mais adesões, maior a força e representatividade desta iniciativa de ampla convergência! Segue abaixo a íntegra da Carta:

Carta à futura Presidenta Dilma Rousseff
Fortalecendo a Política Pública de Economia Solidária
Acesse a versão para impressão (2 páginas) em http://miud.in/iMo

Carta elaborada pela Comissão de interlocução pela Economia Solidária durante a transição presidencial

A erradicação da miséria no país e a promoção do desenvolvimento com geração de oportunidades a todos os brasileiros e brasileiras é um grande desafio que já tem sido enfrentado no atual governo com resultados positivos e é compromisso do que agora se inicia, legitimado pela grande maioria da população.

A economia solidária tem contribuído com este esforço, na medida em que, diante da impossibilidade de se atingir o pleno emprego, é praticada por milhões de trabalhadoras e trabalhadores de todos os extratos, incluindo a população mais excluída e vulnerável, organizados de forma coletiva gerindo seu próprio trabalho, lutando pela sua emancipação em milhares de empreendimentos econômicos solidários e garantindo, assim, a reprodução ampliada da vida nos setores populares.

São iniciativas de projetos produtivos coletivos, cooperativas populares, catadores de materiais recicláveis, redes de produção, comercialização e consumo, instituições financeiras voltadas para empreendimentos populares solidários, empresas autogestionárias, cooperativas de agricultura familiar e agroecologia, cooperativas de prestação de serviços, entre outras, que dinamizam as economias locais, garantem trabalho digno e renda às famílias envolvidas, e promovem a preservação ambiental e a conscientização sobre o consumo responsável.

Igrejas, sindicatos, universidades, entidades da sociedade civil e governos democráticos populares envolvidos com a economia solidária têm um papel relevante ao apoiar tais iniciativas através de metodologias e práticas de fomento, educativas e de assessoria técnica adaptadas a esta realidade.

Ao longo das últimas duas décadas, a economia solidária se fortaleceu social e economicamente: ampliou sua base de empreendimentos; organizou-se em fóruns, associações representativas e redes de cooperação; ampliou a quantidade de entidades da sociedade civil de fomento e assessoria; articulou-se com o movimento sindical; estabeleceu relações com outros segmentos, tais como mulheres, agroecologia, comunidades e povos tradicionais, tecnologias sociais e cultura; foi incorporada como política pública em centenas de municípios e em 18 estados; tornou-se objeto de ensino, pesquisa e extensão em mais de 100 universidades em todas as regiões do Brasil; foi afirmada no Congresso Nacional com a criação da Frente Parlamentar em Defesa da Economia Solidária; tem servido como estratégia de organização coletiva de trabalhadores/as rurais e urbanos para promoção do desenvolvimento territorial sustentável e de segurança alimentar e nutricional, sobretudo, por meio do acesso ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e à Política Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

A criação da Secretaria Nacional de Economia Solidária – SENAES/MTE, no governo do Presidente Lula, foi fundamental para o fortalecimento e crescimento da economia solidária brasileira. Por meio do Programa Economia Solidária em Desenvolvimento, em parceria com a sociedade civil, a SENAES implantou e coordenou uma série de ações de apoio a organização de empreendimentos econômicos solidários, coordenou a criação do Conselho Nacional de Economia Solidária e, junto com este, organizou duas Conferências Nacionais de Economia Solidária, envolvendo mais de 37 mil pessoas, e articulou a incorporação da economia solidária em programas de diversos Ministérios em áreas como a segurança alimentar, territórios da cidadania, agricultura familiar, saúde mental, inclusão produtiva, política de resíduos sólidos e segurança com cidadania (PRONASCI), entre outras.

A criação, por meio de decreto presidencial, do Sistema Nacional de Comércio Justo e Solidário, torna o Brasil o primeiro país a regulamentar este setor.

É por isso que a economia solidária do Brasil é considerada hoje um exemplo em todo o mundo e é referência no debate sobre o reconhecimento das formas de trabalho associado no âmbito da Organização Internacional do Trabalho e na implantação de políticas públicas emancipatórias em vários países latinoamericanos.

Temos a certeza de que estes avanços serão mantidos e precisam ser reforçados e ampliados, de modo que a economia solidária seja efetivamente um direito que garanta a toda cidadã e cidadão a possibilidade de trabalhar de forma associada, contribuindo com o desenvolvimento do país, com distribuição de renda e preservação ambiental.

Assim, e considerando:

o potencial já demonstrado pela economia solidária de contribuir com o resgate humano e a erradicação da pobreza e da miséria;

a capacidade da economia solidária em gerar oportunidades de geração de trabalho e renda para setores que não conseguem se inserir no mercado de trabalho tradicional;

o compromisso da economia solidária em promover o desenvolvimento territorial, sustentável e solidário, em que a produção da riqueza tenha como finalidade a qualidade de vida;

a natureza transversal e intersetorial da economia solidária, que exige um espaço institucional de articulação e organização do conjunto de políticas relacionadas;

o crescimento expressivo da economia solidária em todos os segmentos da sociedade civil e em políticas públicas municipais e estaduais; as resoluções da II Conferência Nacional de Economia Solidária;

os “13 Compromissos para fazer avançar a Economia Solidária como estratégia de desenvolvimento”, assumidos pela campanha eleitoral; e

a necessidade de ampliar o patamar das políticas públicas de economia solidária para contribuir com os objetivos centrais apontados por seu programa de governo.

Apresentamos à Sra. Dilma Rousseff, futura Presidenta da República, o pedido de criação do Ministério da Economia Solidária.

Destacamos que esta reivindicação, além de ser respaldada e estar em consonância com as resoluções da II Conferência Nacional de Economia Solidária, é fruto de amplo consenso e convergência dos mais diferentes setores sociais que compõem a economia solidária, os empreendimentos, as entidades de apoio, as universidades e os gestores públicos e parlamentares, além de outros segmentos, que juntos lutam para o Brasil seguir mudando, com o apoio da economia solidária, rumo a um padrão de desenvolvimento que incorpora as alternativas emancipatórias cidadãs e promove a democratização da economia.