29 de out de 2010

Da lama movediça à ética afogada em enchente de corrupção

Das instituições mais promissoras para o aperfeiçoamento do Estado, o Ministério Público, tanto estadual como federal, é, ná dimensão jurídica da nação, um dos maiores presentes que recebemos da constituição de 1988. Ter no porder judiciário um braço que possa agir e não apenas reagir quando provocado, transfere para o terceiro poder uma mobilidade necessária e consequente para garantir o direito no estado democrático.

Mas como aprendemos, o estado democrático não é apenas um lugar que garanta os direitos estabelecidos. Também é lugar para a criação, dentro do aparelho de Estado, daqueles direitos essenciais à manutenção da vida, da justiça e do bem comum.

Por vivermos em uma sociedade burguesa, subordinada a uma economia capitalista que nunca será capaz de reconhecer, na política em sí, a atividade humana superior para estabelecer a paz e as estruturas sociais capazes de realizar nossa utopia, nossos legítimos interesses por justiça, igualdade e vida plena,   contar com o ministério público me parece ganhar, nas trincheiras de luta, mais um instrumento na busca desta realização.

Contudo, grandes desafios temos pela frente. O poder de ação do ministério público ainda precisa ser garantido. Suas estruturas são pífias. Em Suzano por exemplo, sequer possuem uma sala descente para trabalharem. Vivem submersos em papeladas por todos os lados e pouco podem caminhar pela própria sala de trabalho sem correr o risco de atropelar a própria mesa de trabalho e muitas vezes derrubar toda a papelada no chão.

Sua presença forte na sociedade local, sua capacidade de acompanhar grandes temas da vida das comunidades de nossa cidade se dá muito mais pela energia da juventude de seus membros, pela capacidade intelectual forjada nas referências do Largo São Francisco e outra eminentes praças da ciência do direito e de nossa grande filosofia, nesse campo, em nosso país.

Dos casos mais importantes que são enfrentados diariamente por estes nobres servidores, sequer ficamos sabendo pequena fração. No campo da defesa do direito da criança e do adolescente, da defesa da cidadania, da defesa do meio ambiente, da defesa da vida, do patrimônio e do estado democrático entre muitos outros.

Infelizmente não existe um espaço de reflexão na cidade, e até mesmo na estrutura do poder judiciário, que permita popularizar o acesso à justiça e aos mecanismos de sua operação. Pouco ficamos conhecendo, enquanto comunidade, das lutas que são travadas nestas pequenas salas, nestes volumosos processos e no trânsito entre o ministério e o magistério. Seus consensos, seus embates e debates, suas brigas, artimanhas (no bom sentido), enfim, todos os desafios que enfrentam. Ali me parece ser um lugar onde o ditado popular se estabelece com mais intensidade: "um lugar onde o nenê apanha e a mamãe não vê".

Em nossa cidade todo este estado de coisas é ainda mais agravado. Infelizmente temos uma máfia establecida na cidade, com braços por todo o alto tietê, que se utiliza de recursos públicos para engessar ainda mais nosso ministério público. Falo mais especificamente dos 18 milhões de orçamento público da câmara municipal de Suzano, onde grande parte dele é utilizada para contratar donos de jornal, escritórios de advocacia sem licitação, denunciantes irreponsáveis e/ou idiotas úteis para abarrotarem o ministério público na cidade de processos que acabam gerando inquéritos, algums são arquivados outros prosperaram.

Porém para os agentes que montam estas peças de denuncia, pouco importa o mérito ou o conteúdo da ação. Sua estratégia esta fundamentada na possibilidade de explorar matérias de jornal e recursos de retórica para dizer, enquanto algozes, que o ministério público, o poder judiciário a polícia está investigando, processando encaminhando determinado tema da vida pública da cidade.

Sabem que ao senso comum, alguém ser processado pelo poder judiciário, ser investigado pelo ministério público, à princípio é pressuposto de culpabilidade. Para a figura pública que participa da estrutura de poder pela via do sufrágio universal, este juizo comum tem grande impacto.

Por conta disto tudo quero concordar com a necessária implementação de uma grande operação mãos limpas na cidade de Suzano e na região. Ver como donos de jornal estão enriquecendo, como a ocupação do solo da cidade foi estabelecida, como a mobilidade urbana afeta o interesse de donos de empresa de onibus, qual a relação entre empresa de onibus e mandato de vereadores de oposição na câmara de Suzano, qual a relação do orçamento público da câmara com o uso de publicidade, entre outros.

E para finalizar quero reafirmar que direito não se pede, se conquista. Se arranca não se medinga.

Saudações a todos.

27 de out de 2010

Dilma Rousseff: mulher, militante e pessoa de muito valor

Saga maldita do Mogi News: a todo vapor

Mogi News, jornalzinho predatório do Alto Tietê, que bajula os governos e as cidades que possui contrato público e ataca o Governo Popular de Suzano todos os dias.

Dado que Suzano não se curvará às suas chantagens, continua sua saga, caminhando entre a lama e a extorsão, lançando iverdades ao ar e abordando assuntos graves e importantes pela metade.

Denomina suas matérias de "denuncias", porém não passam de intrigas, capitulação, covardia, incompetência e falta de compromisso com a verdade.

A de hoje resolveu defender as árvores da cidade. Se as árvores falassem e se movessem com certeza fariam um movimento contra a discriminação. Não somente de jacarandas e espaços centrais vivem e são compostas nossa grande flora.

Dilma lá..... som e imagem que falam por si.. e por nós.. todos nós

26 de out de 2010

Jornalismo predatório do Mogi News continua voraz....

Continua a ação sistemática do Mogi News contra o governo popular de Suzano, contra o prefeito Marcelo e membros da administração. Em sua empreitada em atender interesses, com certeza inconfessáveis, de uns tempos para cá, depois de ter perdido a licitação dos atos oficiais em licitação pública, este jornalzinho, desqualificado, não mede esforços para atacar o governo e os governantes da cidade.

Com relação à disputa política os militantes que estão à frente do governo não se preocupam. Estamos acostumados aos enfrentamentos e aos ataques que são feitos pelo setor reacionário da sociedade conservadora, capitalista e dona do poder econômico, e que pensa que também é dona de gente....mas.. não sabem....  com gente é diferente.

Seus métodos são por nós, militantes progressistas, utópicos, socialistas e humanistas, conhecidos. Resumem-se basicamente em quatro etapas: primeiro nos desprezam, acham que somos "tontos", não iremos chegar a lugar nenhum, mas quando percebem que somos duros na queda... que o povo não é bobo....vem... a segunda etapa, pois percebendo que avançamos, estabelecemos e delimitamos nosso campo de ação e ampliamos nossa base social, passam a querer coopitar nossas liderânças, acham que podem tudo, que podem comprar tudo. No caso do Mogi News, queriam receber dinheiro público para manter-se em seus padrões de consumo e de relação social. Como não demos o braço a torcer, e não nos curvamos aos seus métodos corruptos, entram na terceira etapa: querem a todo custo nos desmoralizar. Utilizam-se de suas armas midiáticas e econômicas enquanto serviçais de uma estrutura de dominação capitalista, opressora e corrupta. Estamos nesta fase agora.... mas tenho certeza que por ela passaremos.

A quarta etapa que tentarão será a nossa eliminação. Assim como aconteceu com Netinho e muitos outros companheiros em nossa trincheira de luta. Mas nossa ação é verdadeira e comprometida com nossa história. Como digo sempre: o importante não é vencer a luta e sim transmití-la. A vitória é uma consequência das ações, e esta, vem acontecendo em vários lugares e de vários modos.

Toda vez que salvamos uma vida, criamos um novo direito, fortalecemos a ação do Estado com a participação popular, estabelecemos marcos que tornam-se patrimônio de toda nossa comunidade.

Por conta disto, vamos continuar nossa caminhada. Ousar Lutar e Ousar Vencer sempre....... do lado certo... pois direito não se pede, se conquista. Se arranca, não se mendiga...

22 de out de 2010

A democracia de Bolinha de Papel do PSDB/DEM

Tres são as tarefas para nossa geração: cuidar da prole; cuidar do trabalho; nos apropriarmos coletivamente dos meios de produção.

A partir daí, tornarmo-no-emos homens e mulheres livres, libertando, por consequência, toda a humanidade.

Os direitos, sabemos: não se pede, se conquista; se arranca, não se mendiga. A democracia, lugar de aprimorar, garantir e criar direitos, aponta para uma sociedade que, em seu fim último, se plenifica se garantir radicalmente a vida em todos seus aspectos, natureza e pluralidade.

Nosso processo eleitoral, incipiente ainda, dá sinais de robustez, consequências e perenidade.
Mas com política, há atitudes que são perigosas.
Não podemos permitir que atores que constrõem este processo, ao atingir espaço importante na cena nacional, se acovardem através de mentiras e incenações.
É lamentável a tática eleitoral do PSDB/DEM. Primeiro mentiras e moralismos, depois superficialidade na discussão sobre saúde pública e a vida, agora esta história da bolinha de papel.

Ainda bem que o povo brasileiro não é, mais, bobo.      Acerte uma bolinha de papel no serra


15 de out de 2010

Deficiência do Poder legislativo de Suzano atrapalha a cidade crescer

Não é nenhuma novidade as quedas de braço existentes entre os poderes instituidos do Estado. O artigo 5 da CF nem sempre é atendido na plenitude. Ver o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal da República travarem batalhas de entenimento sobre diversos temas não é lugar incomum. Nas cidades, as Câmaras Municipais e os Executivos tendem a viver aspectos importantes de disputa política e de entendimentos.

Até ai, parabéns a todos nós, homens e mulheres, políticos e trabalhadores(as). Para viver a democracia na plenitude, para aperfeiçoar o Estado e as leis o debate político é fundamental. Torna-se o motor vital da construção de nossa consciência política. Acho até que o debate político está para a consciência política de nós cidadãos, assim com as orações e os ritos liturgicos estão para a formação das consciências religiosas, diga-se de passagem, a maioria de homens e mulheres deste planeta.

Todavia, a cidade de Suzano, um município brasileiro que fica na região metropolitana da capital do Estado de São Paulo, o seu poder legislativo vive um dos momentos mais deploráveis da história desde a emancipação. Trata-se de uma câmara de vereadores que em sua maioria sâo extremamente irresponsáveis e perdulários com os recursos públicos e inóspitos com as legítimas capacidades políticas da atual história da cidade.

Agasalham de bom grado em seu berço não explêndido aqueles interesses que por décadas tiveram guarida nos espaços de poder desta tão importante cidade.

Para se ter uma idéia, possui recursos anuais de 18 milhões de reais que são gastos sem a devida prestação de contas para o município. A mesa diretora no início de seu mandato afirmou publicamente que iria promover, através de uma empresa privada, a reforma da constituição municipal. Dado aos protestos, não pela reforma, que já vem em boa hora, mas pelo caminho apontado de terceirizar ao setor privado aquilo que é sua principal atividade: a elaboração de leis, até agora, recuaram.

E neste quesito: a elaboração de leis, o recurso público é jogado no ralo todo dia. Foram criadas as comissões e as assessorias técnicas (inclusive foi uma orientaçao que eu mesmo dei ao diretor jurídico da casa no início da legislatura passada), para dar suporte aos vereadores na criação de procedimentos internos que aperfeiçoassem a capacidade técnica-legislativa. Contudo o que ocorre é um festival de projetos de lei, em sua maioria incostitucionais e outros extremamente inócuos que nunca prosperam.

No quesito fiscalização do poder público, e neste caso deveriam fiscalizar, além do executivo, a sí próprios, a incompetência não tem tamanho. Tentam fazer das proposições e das prerrogativas parlamentares instrumentos de disputa política, que muitas vezes são utilizados para atingirem a figura do prefeito e de secretários do governo.


Mas a incompetência é tamanha, que tentam criar desde 2005 um "sisteminha de produção pós eleitoral" cujo objetivo é ganhar o poder da cidade "na base do tapetão", muitas vezes tentando levar o debate político para a porta da delegacia e tirá-lo dos espaços legítimos de debate.

Aí acabam atingindo mesmo é a população, que precisa de ter leis estratégicas, aprovadas agora, para continuarmos preparando e orientando a cidade rumo ao crescimeto e desenvolvimento com justiça social. Talvez um dos exemplos mais pedagógicos seja a não aprovação do Plano Diretor da Cidade que dormita a quase tres anos nos porões intransitáveis daquela mesa diretora.

Mas muitas outras questões devem ser enfrentadas e a população de Suzano deve ser alertada para criarmos as condições objetivas para o aperfeiçoamento dos poderes locais, mas sem dúvida, a prioridade em Suzano, neste caso, é devolver o legislativo para o povo e para a nova orientação política que a sociedade suzanensse disse, com mais de setenta mil opiniões, que queria seguir desde janeiro de 2005.

Crise de representatividade no Legislativo de Suzano

Suzano passa por crise de representatividade na câmara municipal. Isto cria situação de desequilíbrio na defesa dos interesses legítimos da comunidade. Para solucionar esta situação só tem um caminho: o fortalecimento da participação popular para que os reais interesses da população sejam priorizados.

O executivo é uma ferramenta que tem garantido, a partir da política de participação popular, um maior espaço e uma melhor equação na defesa dos direitos da maioria da população.

Contudo no sistema democrático e republicano, a presença do poder legislativo é fundamental, só que em Suzano uma boa parte do legislativo não está “nem ai” com os direitos da maioria da população e, infelizmente, defendem apenas os interesses do grande capital e dos especuladores que se enriqueceram, na cidade, às custas do sofrimento do povo.

Exemplos como a rodoviária que ainda não pode ser construída por ser a área reclamada como propriedade de grandes proprietários de terras da cidade (sem que eles consigam provar isto).

Tem também o transporte público, onde o projeto SIM foi impossibilitado de tramitar na casa legislativa, gera, até hoje, monumental trabalho ao poder executivo local e ao Prefeito Marcelo para garantir o direito ao transporte aos cidadãos que precisam.

Além disso tem o plano diretor, um projeto de lei importantíssimo, que está dormitando na câmara de Suzano, e não é votado. São três exemplos contundentes de crise de representatividade política na câmara municipal.

Também tem uma relação numérica sobre a crise de representatividade que podemos verificar. Vejam só, Suzano tem 141.417 (cento e quarenta e um mil, quatrocentos e dezessete) cidadãos que votaram na última eleição: são os chamados votos Válidos. Deste apenas 20,92% dos votos estão na câmara municipal.

Lá na câmara existem vereadores que tentam apoiar o povo, mas eles são minoria. Se somarmos os votos dos vereadores que são contra o povo, eles são apenas 12% dos votos válidos na cidade. E apenas com estes 12% de votos eles conseguem atrapalhar a vida da cidade inteira.

Para resolver esta situação é necessário promover um grande debate na cidade, e garantir as informações corretas para o povo. Por isto estamos aqui. Para propor, fazer e enfrentar o debate público. Fazer as prestações de contas que se fizerem necessárias. Receber as críticas que podem e devem ser feitas.

Mas sobre tudo, não podemos permitir que a população não seja inserida num processo em que possa contribuir e enriquecer a dinâmica de construção coletiva de nossa cidade. Não podemos ficar reféns de marretas, picaretas e “enxadas sem corte” que figuram na política de nossa cidade.

Em defesa do Poder Legislativo de Suzano


A casa legislativa é um espaço privilegiado para o debate político e para a convivência civilizada, democrática e pacífica do contraditório, da pluralidade e dos diferentes interesses que compõe a sociedade. E este jogo muitas vezes é pesado.

De sua correta articulação dependem os interesses e direitos fundamentais das pessoas e dos cidadãos. Hoje não é mais o tempo em que a cidade de Suzano estava submetida aos coronéis e aos proprietários de terra e de negócios.

jardim Itamaracá - Suzano - SP

Hoje o legislativo de Suzano vive a pior fase de sua história com relação a sua gestão administrativa e política. Infelizmente são jogados fora anualmente pelo menos 14 dos 18 milhões de dinheiro público que fazem parte do orçamento da casa legislativa.

Não podemos admitir que uma cidade pujante como Suzano, que possui um governo popular, que vem conduzindo, a gestão política, a cidade de modo nunca visto antes, colocando Suzano em novo patamar de desenvolvimento econômico, social e cultural, não tenha um plano diretor aprovado. Este projeto tão importante está dormitando na câmara de Suzano a tres anos e meio.

Também não é possível aceitar uma administração da casa legislativa que não cumpra a proporcionalidade política que foi determinada pelas urnas. Hoje o partido com maior bancada da câmara, o PT, partido do prefeito Marcelo, não possui nenhum espaço para operar a casa legislativa além do mandato de seus vereadores. Isto é um absurdo. Faz com que o legislativo se torne fraco e menos representativo do que já é, dado a própria debilidade do sistema eleitoral. 
Jardim itamaracá Suzano - SP. Obra pavimento

Por conta disto, é necessário sair às ruas para defender os legítimos interesses políticos por fome de justiça que trazemos em nosso coração. Não podemos permitir que um poder tão importante para a república brasileira e para as cidades possa ter exemplo, tão catastrófico, na atual mesa gestora do legislativo suzanensse.

Não dá para aceitar calado ver vereadores que se colocam como paladinos da justiça e de fiscalizadores eficientes da coisa pública, mas que na verdade não colocam o Plano diretor da cidade para votar, possuem empresa e não registram corretamente seus funcionários, gastam com usura o dinheiro do povo em promoção pessoal e em propaganda, fazem projetos de lei de baixa qualidade e inconstitucionais, contratam empresa privada para reformar a lei orgânica.

E ainda tem outras questões que queremos a partir de agora colocar para o conjunto da população e trazer para o debate público aspectos importantes da disputa política local.

Quero também aqui conclamar o Partido dos Trabalhadores e seus aliados para não pactuar com esta “farra do boi”, e conclamar a bancada do PT para defender o sentido dos próprios mandatos e o sentido da casa legislativa e, também, do conjunto dos bons vereadores desta cidade, repudiar de modo solene esta situação.

14 de out de 2010

Para rir um pouquinho

Um cidadão morreu e foi para o céu.

enquanto estava em frente a são pedro nos portões celestiais,
viu uma enorme parede com relógios atrás dele, ele perguntou:

- o que são todos aqueles relógios?

são pedro respondeu:- são relógios da mentira..

todo mundo na terra tem um relógio da mentira.

cada vez que você mente, os ponteiros se movem mais rápido.

oh!! exclamou o cidadão

de quem é aquele relógio ali?

- é o de madre teresa.

os ponteiros nunca se moveram, indicando que ela nunca mentiu.

- e aquele, é de quem?

- é o de abraham lincoln.os ponteiros só se moveram duas vezes, indicando que ele só mentiu duas vezes em toda a sua vida.

- e o relógio do serra, também está aqui?

- ah! o do serra está na minha sala.
- ué espantou-se o cidadão.

- por que?

e são pedro, rindo, respondeu:

estou usando como ventilador de teto"!!!***

13 de out de 2010

Professores, pesquisadores e Filosofos

Ao  Povo Brasileiro

Nós, abaixo assinados, lemos e concordamos com as razões apresentadas no "Manifesto dos Professores e Pesquisadores de Filosofia" em apoio à candidatura de Dilma Rousseff para a Presidência da República.

Segue a íntegra do manifesto:

Professores e Pesquisadores de Filosofia Apoiam Dilma Rousseff para a Presidência da República

Professores e pesquisadores de Filosofia, abaixo assinados, manifestamos nosso apoio à candidatura de Dilma Rousseff à Presidência da República. Seguem-se nossas razões.

"O Vídeo com entrevista de Ciro Gomes não faz parte do texto original, o blog ppplebeu entende que os temas são pertinentes, por conta disto tomamos a liberdade de incluí-lo"

Os valores de nossa Constituição exigem compromisso e responsabilidade por parte dos representantes políticos e dos intelectuais

Nesta semana completam-se vinte e dois anos de promulgação da Constituição Federal. Embora marcada por contradições de uma sociedade que recém começava a acordar da longa noite do arbítrio, ela logrou afirmar valores que animam sonhos generosos com o futuro de nosso país. Entre os objetivos da República Federativa do Brasil estão “construir uma sociedade livre, justa e solidária”, “garantir o desenvolvimento nacional”, “erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais”.

A vitalidade de nossa República depende do efetivo compromisso com tais objetivos, para além da mera adesão verbal. Por parte de nossos representantes, ele deve traduzir-se em projetos claros e ações efetivas, sujeitos à responsabilização política pelos cidadãos. Dos intelectuais, espera-se o exame racionalmente responsável desses projetos e ações.

Os oito anos de governo Lula constituíram um formidável movimento na direção desses objetivos. Reconheça-se o papel do governo anterior na conquista de relativa estabilidade econômica. Ao atual governo, porém, deve-se tributar o feito inédito de conciliar crescimento da economia, controle da inflação e significativo desenvolvimento social. Nesses oito anos, a pobreza foi reduzida em mais de 40%; mais de 30 milhões de brasileiros ascenderam à classe média; a desigualdade de renda sofreu uma queda palpável. Não se tratou de um efeito natural e inevitável da estabilidade econômica. Trata-se do resultado de políticas públicas resolutamente implementadas pelo atual governo – as quais não se limitam ao Bolsa Família, mas têm nesse programa seu carro-chefe.

Tais políticas assinalam o compromisso do governo Lula com a realização dos objetivos de nossa República. Como ministra, Dilma Rousseff exerceu um papel central no sucesso dessa gestão. Cremos que sua chegada à Presidência representará a continuidade, aprofundamento e aperfeiçoamento do combate à pobreza e à desigualdade que marcou os últimos oito anos.

Há razões para duvidar que um eventual governo José Serra ofereça os mesmos prospectos. É notório o desprezo com que os programas sociais do atual governo – em particular o Bolsa Família – foram inicialmente recebidos pelos atores da coligação que sustenta o candidato. Frente ao sucesso de tais programas, José Serra vem agora verbalizar sua adesão a eles, quando não arroga para si sua primeira concepção. Não tendo ainda, passado o primeiro turno, apresentado um programa de governo, ele nos lança toda sorte de promessas – algumas das quais em franco contraste com sua gestão como governador de São Paulo – sem esclarecer como concretizá-las. O caráter errático de sua campanha justifica ceticismo quanto à consistência de seus compromissos. Seu discurso pautado por conveniências eleitorais indica aversão à responsabilidade que se espera de nossos representantes. Ironicamente, os intelectuais associados ao seu projeto político costumam tachar o governo Lula e a candidatura Dilma de populistas.

O compromisso com a inclusão social é um compromisso com a democracia

A despeito da súbita conversão da oposição às políticas sociais do atual governo, ainda ecoam entre nós os chavões disseminados por ela sobre os programas de transferência de renda implementados nos últimos anos: eles consistiriam em mera esmola assistencialista desprovida de mecanismos que possibilitem a autonomia de seus beneficiários; mais grave, constituiriam instrumento de controle populista sobre as massas pobres, visando à perpetuação no poder do PT e de seus aliados. Tais chavões repousam sobre um equívoco de direito e de fato.

A história da democracia, desde seus primeiros momentos na pólis ateniense, é a história da progressiva incorporação à comunidade política dos que outrora se viam destituídos de voz nos processos decisórios coletivos. Que tal incorporação se mostre efetiva pressupõe que os cidadãos disponham das condições materiais básicas para seu reconhecimento como tais. A cidadania exige o que Kant caracterizou como independência: o cidadão deve ser “seu próprio senhor (sui iuris)”, por conseguinte possuir “alguma propriedade (e qualquer habilidade, ofício, arte ou ciência pode contar como propriedade) que lhe possibilite o sustento”. Nossa Constituição vai ao encontro dessa exigência ao reservar um capítulo aos direitos sociais.

Os programas de transferência de renda implementados pelo governo não apenas ajudaram a proteger o país da crise econômica mundial – por induzirem o crescimento do mercado interno –, mas fortaleceram nossa democracia ao criar bases concretas para a cidadania de milhões de brasileiros. Se atentarmos ao seu formato institucional, veremos que eles proporcionam condições para a progressiva autonomia de seus beneficiários, ao invés de prendê-los em um círculo de dependência. Que mulheres e homens beneficiados por tais programas confiram seus votos às forças que lutaram por implementá-los não deve surpreender ninguém – trata-se, afinal, da lógica mesma da governança democrática. Senhoras e senhores de seu destino, porém, sua relação com tais forças será propriamente política, não mais a subserviência em que os confinavam as oligarquias.

As liberdades públicas devem ser protegidas, em particular de seus paladinos de ocasião

Nos últimos oito anos – mas especialmente neste ano eleitoral – assistiu-se à reiterada acusação, por parte de alguns intelectuais e da grande imprensa, de que o presidente Lula e seu governo atentam contra as liberdades públicas. É verdade que não há governo cujos quadros estejam inteiramente imunes às tentações do abuso de poder; é justamente esse fato que informa o desenvolvimento dos sistemas de freios e contrapesos do moderno Estado de Direito. Todavia, à parte episódios singulares – seguidos das sanções e reparos cabíveis –, um olhar sóbrio sobre o nosso país não terá dificuldade em ver que o governo tem zelado pelas garantias fundamentais previstas na Constituição e respeitado a independência das instituições encarregadas de protegê-las, como o Ministério Público, a Procuradoria Geral da República e o Supremo Tribunal Federal.

Diante disso, foi com desgosto e preocupação que vimos personalidades e intelectuais ilustres de nosso país assinarem, há duas semanas, um autointitulado “Manifesto em Defesa da Democracia”, em que acusam o governo de tramas para “solapar o regime democrático”. À conveniência da candidatura oposicionista, inventam uma nova regra de conduta presidencial: o Presidente da República deve abster-se, em qualquer contexto, de fazer política ou apoiar candidaturas. Ironicamente, observada tal regra seria impossível a reeleição para o executivo federal – instituto criado durante o governo anterior, não sem sombra de casuísmo, em circunstâncias que não mereceram o alarme da maioria de seus signatários.

Grandes veículos de comunicação sistematicamente alardeiam que o governo Lula e a candidatura Dilma representam uma ameaça à liberdade de imprensa, enquanto se notabilizam por uma cobertura militante e nem sempre responsável da atual campanha presidencial. As críticas do Presidente à grande imprensa não exigem adesão, mas tampouco atentam contra o regime democrático, em que o Presidente goza dos mesmos direitos de todo cidadão, na forma da lei. Propostas de aperfeiçoamento dos marcos legais do setor devem ser examinadas com racionalidade, a exemplo do que tem acontecido em países como a França e a Inglaterra.

Se durante a campanha do primeiro turno houve um episódio a ameaçar a liberdade de imprensa no Brasil, terá sido o estranho requerimento da Dra. Sandra Cureau, vice-procuradora-geral Eleitoral, à revista Carta Capital. De efeito intimidativo e duvidoso lastro legal, o episódio não recebeu atenção dos grandes veículos de comunicação do país, tampouco ensejou a mobilização cívica daqueles que, poucos dias antes, publicavam um manifesto contra supostas ameaças do Presidente à democracia brasileira. O zelo pelas liberdades públicas não admite dois pesos e duas medidas. Quando a evocação das garantias fundamentais se vê aliciada pelo vale-tudo eleitoral, a Constituição é rebaixada à mera retórica.

Estamos convictos de que Dilma Rousseff, se eleita, saberá proteger as liberdades públicas. Comprometidos com a defesa dessas liberdades, recomendamos o voto nela.

Em defesa do Estado laico e do respeito à diversidade de orientações espirituais, contra a instrumentalização política do discurso religioso

A Constituição Federal é suficientemente clara na afirmação do caráter laico do Estado brasileiro. É garantida aos cidadãos brasileiros a liberdade de crença e consciência, não se admitindo que identidades religiosas se imponham como condição do exercício de direitos e do respeito à dignidade fundamental de cada um. Isso não significa que a religiosidade deva ser excluída da cena pública; exige, porém, intransigência com os que pregam o ódio e a intolerância em nome de uma orientação espiritual particular.

É, pois, com preocupação que testemunhamos a instrumentalização do discurso religioso na presente corrida presidencial. Em particular, deploramos a guarida de templos ao proselitismo a favor ou contra esta ou aquela candidatura – em clara afronta à legislação eleitoral. Dilma Rousseff, em particular, tem sido alvo de campanha difamatória baseada em ilações sobre suas convicções espirituais e na deliberada distorção das posições do atual governo sobre o aborto e a liberdade de manifestação religiosa. Conclamamos ambos os candidatos ora em disputa a não cederem às intimidações dos intolerantes. Temos confiança de que um eventual governo Dilma Rousseff preservará o caráter laico do Estado brasileiro e conduzirá adequadamente a discussão de temas que, embora sensíveis a religiosidades particulares, são de notório interesse público.

O compromisso com a expansão e qualificação da universidade é condição da construção de um país próspero, justo e com desenvolvimento sustentável

É incontroverso que a prosperidade de um país se deixa medir pela qualidade e pelo grau de universalização da educação de suas crianças e de seus jovens. O Brasil tem muito por fazer nesse sentido, uma tarefa de gerações. O atual governo tem dado passos na direção certa. Programas de transferência de renda condicionam benefícios a famílias à manutenção de suas crianças na escola, diminuindo a evasão no ensino fundamental. A criação e ampliação de escolas técnicas e institutos federais têm proporcionado o aumento de vagas públicas no ensino médio. Programas como o PRODOCENCIA e o PARFOR atendem à capacitação de professores em ambos os níveis.

Em poucas áreas da governança o contraste entre a administração atual e a anterior é tão flagrante quanto nas políticas para o ensino superior e a pesquisa científica e tecnológica associadas. Durante os oito anos do governo anterior, não se criou uma nova universidade federal sequer; os equipamentos das universidades federais viram-se em vergonhosa penúria; as verbas de pesquisa estiveram constantemente à mercê de contingenciamentos; o arrocho salarial, aliado à falta de perspectivas e reconhecimento, favoreceu a aposentadoria precoce de inúmeros docentes, sem a realização de concursos públicos para a reposição satisfatória de professores. O consórcio partidário que cerca a candidatura José Serra – o mesmo que deu guarida ao governo anterior – deve explicar por que e como não reeditará essa situação.

O atual governo tem agido não apenas para a recuperação do ensino superior e da pesquisa universitária, após anos de sucateamento, como tem implementado políticas para sua expansão e qualificação – com resultados já reconhecidos pela comunidade científica internacional. O PROUNI – atacado por um dos partidos da coligação de José Serra – possibilitou o acesso à universidade para mais de 700.000 brasileiros de baixa renda. Através do REUNI, as universidades federais têm assistido a um grande crescimento na infraestrutura e na contratação, mediante concurso público, de docentes qualificados. Programas de fomento, levados a cabo pelo CNPq e pela CAPES, têm proporcionado um sensível aumento da pesquisa em ciência e tecnologia, premissa central para o desenvolvimento do país. Foram criadas 14 novas universidades federais, testemunhando-se a interiorização do ensino superior no Brasil, levando o conhecimento às regiões mais pobres, menos desenvolvidas e mais necessitadas de apoio do Estado.

Ademais, deve-se frisar que não há possibilidade de desenvolvimento sustentável e preservação de nossa biodiversidade – temas cujo protagonismo na atual campanha deve-se à contribuição de Marina Silva – sem investimentos pesados em ciência e tecnologia. Não se pode esperar que a iniciativa privada satisfaça inteiramente essa demanda. O papel do Estado como indutor da pesquisa científica é indispensável, exigindo um compromisso que se traduza em políticas públicas concretas. A ausência de projetos claros e consistentes da candidatura oposicionista, a par do lamentável retrospecto do governo anterior nessa área, motiva receios quanto ao futuro do ensino superior e do conhecimento científico no Brasil – e, com eles, da proteção de nosso meio-ambiente – no caso da vitória de José Serra. A perspectiva de continuidade e aperfeiçoamento das políticas do governo Lula para o ensino e a pesquisa universitários motiva nosso apoio à candidatura de Dilma Rousseff.

Por essas razões, apoiamos a candidatura de Dilma Rousseff à Presidência da República. Para o povo brasileiro continuar em sua jornada de reencontro consigo mesmo. Para o Brasil continuar mudando!

06 de outubro de 2010
Sincerely,

O texto original encontra-se no seguinte endereço: 
https://sites.google.com/site/manifestofilosofosprodilma 

Manifesto de Cristãos e cristãs evangélicos/as e católicos/as em favor da vida e da Vida em Abundância!

“Se nos calarmos, até as pedras gritarão!”
 

divulguem para tod@s os cristãos 


Somos homens e mulheres, ministros, ministras, agentes de pastoral, teólogos/as, padres, pastores e pastoras, intelectuais e militantes sociais, membros de diferentes Igrejas cristãs, movidos/as pela fidelidade à verdade, vimos a público declarar:

1. Nestes dias, circulam pela internet, pela imprensa e dentro de algumas de nossas igrejas, manifestações de líderes cristãos que, em nome da fé, pedem ao povo que não vote em Dilma Rousseff sob o pretexto de que ela seria favorável ao aborto, ao casamento gay e a outras medidas tidas como “contrárias à moral”.
   A própria candidata negou a veracidade destas afirmações e, ao contrário, se reuniu com lideranças das Igrejas em um diálogo positivo e aberto. Apesar disso, estes boatos e mentiras continuam sendo espalhados. Diante destas posturas autoritárias e mentirosas, disfarçadas sob o uso da boa moral e da fé, nos sentimos obrigados a atualizar a palavra de Jesus, afirmando, agora, diante de todo o Brasil: “se nos calarmos, até as pedras gritarão!” (Lc 19, 40).
2. Não aceitamos que se use da fé para condenar alguma candidatura. Por isso, fazemos esta declaração como cristãos, ligando nossa fé à vida concreta, a partir de uma análise social e política da realidade e não apenas por motivos religiosos ou doutrinais. Em nome do nosso compromisso com o povo brasileiro, declaramos publicamente o nosso voto em Dilma Rousseff e as razões que nos levam a tomar esta atitude:
3. Consideramos que, para o projeto de um Brasil justo e igualitário, a eleição de Dilma para presidente da República representará um passo maior do que a eventualidade de uma vitória do Serra, que, segundo nossa análise, nos levaria a recuar em várias conquistas populares e efetivos ganhos sócio-culturais e econômicos que se destacam na melhoria de vida da população brasileira.
4. Consideramos que o direito à Vida seja a mais profunda e bela das manifestações das pessoas que acreditam em Deus, pois somos à sua Imagem e Semelhança. Portanto, defender a vida é oferecer condições de saúde, educação, moradia, terra, trabalho, lazer, cultura e dignidade para todas as pessoas, particularmente as que mais precisam. Por isso, um governo justo oferece sua opção preferencial às pessoas empobrecidas, injustiçadas, perseguidas e caluniadas, conforme a proclamação de Jesus na montanha (Cf. Mt 5, 1- 12).
5. Acreditamos que o projeto divino para este mundo foi anunciado através das palavras e ações de Jesus Cristo. Este projeto não se esgota em nenhum regime de governo e não se reduz apenas a uma melhor organização social e política da sociedade. Entretanto, quando oramos “venha o teu reino”, cremos que ele virá, não apenas de forma espiritualista e restrito aos corações, mas, principalmente na transformação das estruturas sociais e políticas deste mundo.
6. Sabemos que as grandes transformações da sociedade se darão principalmente através das conquistas sociais, políticas e ecológicas, feitas pelo povo organizado e não apenas pelo beneplácito de um governante mais aberto/a ou mais sensível ao povo. Temos críticas a alguns aspectos e algumas políticas do governo atual que Dilma promete continuar. Motivo do voto alternativo de muitos companheiros e companheiras Entretanto, por experiência, constatamos: não é a mesma coisa ter no governo uma pessoa que respeite os movimentos populares e dialogue com os segmentos mais pobres da sociedade, ou ter alguém que, diante de uma manifestação popular, mande a polícia reprimir. Neste sentido, tanto no governo federal, como nos estados, as gestões tucanas têm se caracterizado sempre pela arrogância do seu apego às políticas neoliberais e pela insensibilidade para com as grandes questões sociais do povo mais empobrecido.
7. Sabemos de pessoas que se dizem religiosas, e que cometem atrocidades contra crianças, por isso, ter um candidato religioso não é necessariamente parâmetro para se ter um governante justo, por isso, não nos interessa se tal candidato/a é religioso ou não. Como Jesus, cremos que o importante não é tanto dizer “Senhor, Senhor”, mas realizar a vontade de Deus, ou seja, o projeto divino. Esperamos que Dilma continue a feliz política externa do presidente Lula, principalmente no projeto da nossa fundamental integração com os países irmãos da América Latina e na solidariedade aos países africanos, com os quais o Brasil tem uma grande dívida moral e uma longa história em comum. A integração com os movimentos populares emergentes em vários países do continente nos levará a caminharmos para novos e decisivos passos de justiça, igualdade social e cuidado com a natureza, em todas as suas dimensões. Entendemos que um país com sustentabilidade e desenvolvimento humano – como Marina Silva defende – só pode ser construído resgatando já a enorme dívida social com o seu povo mais empobrecido. No momento atual, Dilma Rousseff representa este projeto que, mesmo com obstáculos, foi iniciado nos oito anos de mandato do presidente Lula. É isto que está em jogo neste segundo turno das eleições de 2010.
Com esta esperança e a decisão de lutarmos por isso, nos subscrevemos:



Dom Thomas Balduino, bispo emérito de Goiás velho, e presidente honorário da CPT nacional.
Dom Pedro Casaldáliga, bispo emérito da Prelazia de São Feliz do Araguaia-MT.
Dom Demetrio Valentini, bispo de Jales-SP e presidente da  Cáritas nacional.
Dom Luiz Eccel - Bispo de Caçador-SC
Dom Antonio Possamai, bispo emérito da Rondônia.
Dom Sebastião Lima Duarte, bispo de Viana- Maranhão.
Dom Xavier Gilles, bispo emérito de Vina- Maranhão.
Padre Paulo Gabriel, agente de pastoral da Prelazia de São Feliz do Araguaia /MT
Jether Ramalho, Rio de Janeiro.
Marcelo Barros, monge beneditino, teólogo
Professor Candido Mendes, cientista político e reitor
Luiz Alberto Gómez de Souza, cientista político, professor
Zé Vicente, cantador popular.  Ceará
Chico césar.  Cantador popular. Paraíba/são paulo
Revdo Roberto Zwetch, igreja IELCB e professor de teologia em São Leopoldo.
Pastora Nancy Cardoso, metodista, Vassouras / RJ
Antonio Marcos Santos, Igreja Evangélica Assembléia de Deus - Juazeiro - Bahia
Maria Victoria Benevides, professora, da USP
Monge Joshin, Comunidade Zen Budista do Brasil, São Paulo
Antonio Cecchin, irmão marista, Porto Alegre.
Ivone Gebara, religiosa católica, teóloga e assessora de movimentos populares.
Fr. Luiz Carlos Susin – Secretário Geral do Fórum Mundial de Teologia e Libertação
Frei Betto, escritor, dominicano.
Luiza E. Tomita – Sec. Executiva  EATWOT(Ecumenical Association of Third World Theologians)
Ir. Irio Luiz Conti, MSF. Presidente da Fian Internacional
Pe. João Pedro Baresi, pres. da Comissão Justiça e Paz da CRB (Conferência dos religiosos do Brasil) SP
Frei José Fernandes Alves, OP. – Coord. da Comissão Dominicana de Justiça e Paz
Pe. Oscar Beozzo, diocese de Lins.
Pe. Inácio Neutzling – jesuíta, diretor do Instituto Humanitas Unisinos
 Pe. Ivo Pedro Oro, diocese de Chapecó / SC
Pe. Igor Damo, diocese de Chapecó-SC.
Irmã Pompeia Bernasconi, cônegas de Santo Agostinho
Cibele Maria Lima Rodrigues, Pesquisadora.
Pe. John Caruana,  Rondônia.
Pe. Julio Gotardo, São Paulo.
Toninho Kalunga, São Paulo,
Washingtonn Luiz Viana da Cruz, Campo Largo, PR e membro do EPJ (Evangélicos Pela Justiça)
Ricardo Matense, Igreja Assembléia de Deus, Mata de São João/Bahia
Silvania Costa
Mercedez Lopes,
André Marmilicz
Raimundo Cesar Barreto Jr, Pastor Batista, Doutor em ética social
Pe. Arnildo Fritzen, Carazinho. RS.
Darciolei Volpato,  RS
Frei Ildo Perondi - Londrina PR
Ir. Inês Weber, irmãs de Notre Dame.
Pe. Domingos Luiz Costa Curta, Coord. Dioc de Pastoral da Diocese de Chapecó/SC.
Pe. Luis Sartorel,
Itacir Gasparin
Célio Piovesan, Canoas.RS
Toninho Evangelista - Hortolândia/SP
Geter Borges de Sousa, Evangélicos Pela Justiça (EPJ), Brasília.
Caio César Sousa Marçal - Missionário da Igreja de Cristo - Frecheirinha/CE
Rodinei Balbinot, Rede Santa Paulina
Pe. Cleto João Stulp, diocese de Chapecó.
Odja Barros Santos - Pastora batista
Ricardo Aléssio, cristão de tradição presbiteriana, professor universitário.
Maria Luíza Aléssio, professora universitária, ex-secretária de educação do Recife
Rosa Maria Gomes
Roberto Cartaxo Machado Rios
Rute Maria Monteiro Machado Rios
Antonio Souto, Caucaia, CE
Olidio Mangolim – PR
Joselita Alves Sampaio – PR
Kleber Jorge e silva, teologia – Passo Fundo - RS
Terezinha Albuquerque
PR. Marco Aurélio Alves Vicente - EPJ - Evangélicos pela Justiça, pastor-auxiliar da Igreja Catedral da Família/Goiânia-GO
Padre Ferraro, Campinas.
Ir, Carmem Vedovatto
Ir. Letícia Pontini, discípulas, Manaus.
Padre Manoel, PR
Magali Nascimento Cunha, metodista
Stela Maris da Silva
Ir. Neusa Luiz, abelardo luz- SC
Lucia Ribeiro, socióloga
Marcelo Timotheo da Costa, historiador
Maria Helena Silva Timotheo da Costa
Ianete Sampaio
Ney Paiva Chavez,  professora educação visual, Rio de janeiro
Antonio Carlos Fester
Ana Lucia Alves, Brasília
Ivo Forotti, Cebs – Canoas - RS
Agnaldo da Silva Vieira - Pastor Batista.  Igreja Batista da Esperança - Rio de Janeiro
Irmã Claudia Paixão, Rio de Janeiro
Marlene Ossami de Moura, antropóloga / Goiânia.
Ir. Maria Celina Correia Leite, Recife
Pedro Henriques de Moraes Melo - UFC/ACEG
Fernanda Seibel, Caxias do Sul.
Benedito Cunha, pesquisador popular, membro do Centro Mandacaru - Fortaleza
Pe. Lino Allegri - Pastoral do Povo da Rua de Fortaleza, CE.
Juciano de Sousa Lacerda, Prof. Doutor de Comunicação Social da UFRN
Pasqualino Toscan - Guaraciaba SC
Francisco das Chagas de Morais, Natal - RN.
Elida Araújo
Maria do Socorro Furtado Veloso - Natal, RN
Maria Letícia Ligneul Cotrim, educadora
Maria das Graças Pinto Coelho/ professora universitária/UFRN
Ismael de Souza Maciel membro do CEBI - Centro de Estudos Bíbicos  Recife
Xavier Uytdenbroek, prof. aposentado da UFPE e membro da coordenação pastoral da UNICAP
Maria Mércia do Egito Souza agente da Pastoral da Saúde Arquidiocese de Olinda e Recife
Leonardo Fernando de Barros Autran Gonçalves Advogado e Analista do INSS
Karla Juliana Souza Uytdenbroek Bacharel em Direito
Targelia de Souza Albuquerque
Maria Lúcia F de Barbosa, Professora  UFPE
Débora Costa-Maciel, Profª. UPE
Maria Theresia Seewer
107. Ida Vicenzia Dias Maciel

108. Marcelo Tibaes

109. Sergio Bernardoni, diretor da CARAVIDEO-   Goiânia - Goiás

110.  Claudio de Oliveira Ribeiro. Sou pastor da Igreja Metodista em Santo André, SP.

104 . Pe. Paulo Sérgio Vaillant - Presbítero da Arquidiocese de Vitória – ES

106.    Roberto Fernandes de Souza. RG 08539697-6 IFP RJ -  Secretario do CEBI RJ

107.    Sílvia Pompéia.

108.      Pe. Maro Passerini - coordenador Past. Carcerária - CE

109. Dora Seibel – Pedagoga, caxias do sul.

110. Mosara Barbosa de Melo

111.  Maria de Fátima Pimentel Lins

112.  Prof. Renato Thiel, UCB-DF

114   . Alexandre Brasil Fonseca , Sociólogo, prof. da UFRJ, Ig. Presbiteriana e coordenador da Rede FALE)

115  Daniela Sanches Frozi, (Nutricionista, profa. da UERJ, Ig. Presbiteriana, conselheira do CONSEA Nacional e vice-presidente da ABUB)

116.     Marcelo Ayres Camurça – Professor do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Religião – Universidade Federal de Juiz de Fora

117.    Revd. Cônego Francisco de Assis da Silva,Secretário Geral da IEAB e membro da Coordenação do Fórum Ecumênico Brasil

118.     Irene Maria G.F. da Silva Telles

119.    Manfredo Araújo de Oliveira

120.    Agnaldo da Silva Vieira - Pedagogo e Pastor Auxiliar da Igreja Batista da Esperança-Centro do Rio de Janeiro

121.    Pr. Marcos Dornel - Pastor Evangélico - Igreja Batista Nova Curuçá - SP

122.    Adriano Carvalho.

123.    Pe. Sérgio Campos, Fundação Redentorista de Comunicações Sociais – Paranaguá/Pr.

124.    Eduardo Dutra Machado, pastor presbiteriano

125.   Maria Gabriela Curubeto Godoy - médica psiquiatra - RS

126.    Genoveva Prima de Freitas- Professora – Goiânia

127.    M. Candida  R. Diaz Bordenave

128.    Ismael de Souza Maciel membro do CEBI - Centro de Estudos Bíbicos  Recife

129.    Xavier Uytdenbroek prof. aposentado da UFPE e membro da coordenação pastoral da UNICAP

130.   Maria Mércia do Egito Souza agente da Pastoral da Saúde Arquidiocese de Olinda e Recife

131.     Leonardo Fernando de Barros Autran Gonçalves Advogado e Analista do INSS

132.   Karla Juliana Souza Uytdenbroek Bacharel em Direito

133.   Targelia de Souza Albuquerque

134.  Maria Lúcia F de Barbosa (Professora - UFPE)

135.   Paulo Teixeira, parlamentar, são paulo.

136.   Alessandro Molon, parlamentar, Rio de janeiro.

137.   Adjair Alves (Professor - UPE)

138.    Luziano Pereira Mendes de Lima - UNEAL         

139.   Cláudia Maria Afonso de Castro-psicóloga- trabalhadora da Saúde-SMS Suzano-SP

140.   Fátima Tavares, Coordenadora do Programa de Pos-Graduação em Antropologia FFCH/UFBA

141.    Carlos Caroso, Professor Associado do Departamento de Antropologia e Etrnologia da UFBA.

142.   Isabel Tooda

143.   Joanildo Burity  (Anglicano, cientista político, pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco,

144.   Prof. Dr. Paulo Fernando Carneiro de Andrade, Doutor em Teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma, Professor de Teologia PUC- Rio

145.    Aristóteles Rodrigues  -  Psicólogo, Mestre em Ciência da Religião

146.    Zwinglio Mota Dias  - Professor Associado III – Universidade Federal de Juiz de Fora

147.    Antonio Francisco Braga dos Santos- IFCE

148.   Paulo Couto Teixeira, Mestrando em Teologia na EST/IECLB

149.   Rev. Luis Omar Dominguez Espinoza

150.   Anivaldo Padilha - Metodista, KOINONIA,  líder ecumênico

151.    Nercina Gonçalves

152.   Hélio Rios, pastor presbiteriano

153.   João José Silva Bordalo Coelho, Professor- RJ

154.   Lucilia Ramalho. Rio de janeiro.
155.   Maria tereza Sartorio, educadora, ES

156.   Maria jose Sartorio, saúde, ES

157.  Nilda Lucia sartorio, secretaria de ação social, Espírito santo

158.  Ângela maria fernandes -Curitiba paraná

159.  Lúcia Adélia Fernandes

160.  Jeanne Nascimento - Advogada em São Paulo/SP

161,. Frei José Alamiro, franciscano, São Paulo, SP

162.Leonardo Boff, teólogo e escritor
                

163 Marcia M.M.Miranda, Centro de Defesa dos Direitos Humanos de Petropolis RJ

164. Valéria Viana Labrea, Educadora, Brasilia/DF

11 de out de 2010

Mil e Uma caras de Serra






Acesse "mil e uma caras" um jogo pedagógico, verdadeiro, humorado e sangue no "zóio"."


DILMA E A FÉ CRISTÃ

Frei Betto

Conheço Dilma Rousseff desde criança. Éramos vizinhos na rua Major Lopes, em Belo Horizonte. Ela e Thereza, minha irmã, foram amigas de adolescência.

Anos depois, Dilma e eu nos encontramos no Presídio Tiradentes, em São Paulo. Ela na ala feminina, eu na masculina, com a vantagem de, como frade, obter permissão para, aos domingos, monitorar celebração litúrgica na Torre, como era conhecido o espaço que abrigava as presas políticas.

Aluna de colégio religioso na juventude, dirigido pelas freiras de Sion, Dilma, no cárcere, participava ativamente de orações e comentários do Evangelho. Nada tinha de “marxista ateia”. Aliás, raros os presos políticos que professavam convictamente o ateísmo. Nossos torturadores, sim, o faziam escancaradamente ao profanarem, com toda violência, os templos vivos de Deus: suas vítimas levadas ao pau-de-arara, ao choque elétrico, ao afogamento e à morte.

Em 2003, deu-se meu terceiro encontro com Dilma, em Brasília, nos dois anos em que participei do governo Lula.

De nossa amizade posso assegurar que não passa de campanha difamatória – diria mesmo, terrorista – acusar Dilma Rousseff d e “abortista” ou contrária aos princípios evangélicos. Se um ou outro bispo critica Dilma, há que lembrar que, por ser bispo, nenhum homem é santo.

Poucos bispos na América Latina apoiaram ditaduras militares, absolveram torturadores, celebraram missa na capela de Pinochet... Bispos também mentem e, por isso, devem, como todo cristão, orar diariamente “perdoai as nossas ofensas...”
Dilma, como Lula, é pessoa de fé cristã, formada na Igreja Católica. Na linha do que recomenda Jesus, ela e Lula não saem por aí propalando, como fariseus, suas convicções religiosas. Preferem comprovar, por suas atitudes, que “a árvore se conhece pelos frutos”, como acentua o Evangelho. É na coe rência de suas ações, na ética de seus procedimentos políticos, na dedicação ao povo brasileiro, que políticos como Dilma e Lula testemunham a fé que abraçam.

Sobre Lula, desde as greves do ABC, espalharam horrores: que, se eleito, tomaria as mansões do Morumbi, em São Paulo; expropriaria sítios e fazendas produtivos; implantaria o socialismo por decreto...

Passados quase oito anos, o que vemos? Vemos um Brasil mais justo, com menos miséria e mais distribuição de renda, sem criminalizar movimentos sociais ou privatizar o patrimônio público, respeitado internacionalmente.

Nas breves semanas que nos separam hoje do segundo turno, forças de oposição ao governo Lula haverão de fazer eco a todo tipo de boataria e mentiras. Mas não podem alterar a essência de uma pessoa. Em toda a trajetória de Dilma, em tudo que ela realizou, falou ou escreveu, jamais se encontrará uma única linha contrária ao conteúdo da fé cristã e aos princípios do Evangelho.

Certa vez, relata o evangelista Mateus, indagaram de Jesus quem haveria de se salvar. Para surpresa dos que o interrogaram, ele não respondeu que seriam aqueles que vivem batendo no peito e proclamando o nome de Deus. Nem disse que seriam aqueles que vão à missa ou ao culto todos os domingos. Nem disse que seriam aqueles que se julgam donos da doutrina cristã e se arvoram em juízes de seus semelhantes.

A resposta de Jesus surpreendeu-os: “Eu tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber; estive enfermo e me visitastes; nu e me vestistes; oprimido, e me libertastes...” (Mateus 25, 31-46)

Jesus se colocou no lugar dos mais pobres e frisou que a salvação está ao alcance de quem, por amor, busca saciar a fome dos miseráveis, não se omite diante das opressões, procura assegurar a todos uma vida digna e feliz.
Isso o governo Lula tem feito, segundo opinião de 77% da população brasileira, como demonstram as pesquisas. Com certeza, Dilma, se eleita presidente, prosseguirá na mesma direção.


Frei Betto é escritor, autor de “Um homem chamado Jesus” (Rocco), entre outros livros - www.freibetto.org twitter:@freibetto

Lula Da Silva entrega "la herencia bendita" a Dilma Rousseff

Para o Brasil continuar mudando.... força, atitude e participação

8 de out de 2010

Texto do Pe. Leomar, Arquidiocese de Maringá.

Assunto: Texto do Pe. Leomar, Arquidiocese de Maringá.
Enviada: 05/10/2010 19:34

Olá queridos amigos e amigas,
Primeiramente peço desculpas por estar enviando este email, sei que o tempo é precioso para vocês e, também, prá mim, mas o faço como dever de consciência diante de vários questionamentos que tenho recebido em vista de posições políticas de pessoas da RCC (Renovação Carismática Católica) e outras pessoas da igreja, inclusive da hierarquia, isto é, de padres e bispos. Estas pessoas tem enviado emails e feito pregações dizendo prá não votar no PT e Dilma porque são a favor do aborto.
Pois bem, estas pessoas pensando em fazer um bem estão provocando um mal estar muito grande dentro da Igreja e na sociedade, porque é uma visão parcial sobre a política e sobre as questões de bioética, além de  serem instrumentos de outros partidos que não só são a favor do aborto, como o recomendaram, enquanto no exercício do poder, como foi o caso de José Serra quando era Ministro da Saúde (Para o eleitor votar consciente e não ser enganado, a primeira verdade que precisa saber é: o único candidato a presidente nestas eleições que já assinou medidas para fazer abortos foi José Serra (PSDB), quando foi Ministro da Saúde, em 1998. Ele assinou norma técnica para o SUS (Sistema Único de Saúde), ordenando regras para fazer abortos previstos em lei, até o 5º mês de gravidez.
A íntegra da norma pode ser lida aqui: http://www.cfemea.org.br/pdf/normatecnicams.pdf Certamente as pessoas que são favoráveis à descriminalização do aborto aplaudem de pé essa atitude de Serra, quando foi Ministro, ao aparelhar o SUS para fazer abortos previstos em lei.
E certamente, Serra jamais pode receber o voto de quem milita incondicionalmente contra qualquer prática relacionada ao aborto). Votar em Serra já é uma derrota do bem e da moral.
Esta Norma Técnica encaminhada por José Serra de como proceder nos casos de aborto, indicada no site acima, transcrevi no texto abaixo, destaquei em vermelho pontos mais relevantes e, também, segue em arquivo anexo o mesmo texto.

Vejam, então, como são hipócritas essas pessoas que tentam transformar esta Norma Técnica de José Serra em terrorismo da Dilma Rousseff. Com isso pode-se concluir que desconhecem a realidade deste tema ou estão imbuídas de má vontade fazendo o jogo daqueles que não só destruíram a vida de muitos seres humanos, não só em relação ao aborto, mas em relação a dignidade e a esperança (fome, miséria, desemprego etc).
Estas pessoas precisam ser mais comprometidas com o Projeto de Vida em todas as fases do ser humano e deixar de serem analfabetas, O Papa João Paulo II dizia em sua Mensagem para a quaresma de 1995: “A PRAGA DO ANALFABETISMO CONTRIBUI PARA MANTER AS CONDIÇÕES DE MISÉRIA. Neste tempo desejo refletir com todos vós sobre um tremendo mal que priva a um grande número de pobres de muitas possibilidades de progresso, de vitória sobre a marginalização e de verdadeira libertação. Refiro-me ao analfabetismo. O meu venerável predecessor, o Papa Paulo VI, ressaltou que “a fome de instrução não é menos deprimente que a fome de alimentos: um analfabeto é um espírito subalimentado” (Populorum progressio,35).
Esta terrível praga contribui para manter imensas multidões na condição de subdesenvolvimento, com tudo o que leva consigo de miséria escandalosa. Os numerosos testemunhos provindos de diversos continentes, bem como os encontros que tive ocasião de manter durante as minhas viagens apostólicas, confirmam a minha convicção que, ali onde houver analfabetismo reinam, mais que noutro lugar, a fome, as doenças, a mortalidade infantil, bem como a humilhação, a exploração e todo o tipo de sofrimento”.
Deixo aqui minha recomendação para que essas pessoas da RCC (não incluo todas, porque lá tem gente com posturas sérias e comprometidas com as causas sociais e com a vida em todas as fases) e de outras pessoas que fizeram tais pregações ou enviaram tais emails, inclusive da hierarquia, que procurem ter uma postura mais crítica e tentem ver as coisas na sua totalidade.
Vejam, por exemplo, o que diz o Catecismo da Igreja Católica em relação a defesa da vida. “não usar as capacidades para transformar a realidade prá melhor é homicídio. A aceitação pela sociedade humana de condições de miséria que levem à própria morte sem se esforçar para remediar a situação constitui uma injustiça escandalosa e uma falta grave. Todo aquele que se der a práticas desonestas e mercantis que provoquem a fome e a morte dos seus irmãos de humanidade comete indiretamente um homicídio que é de sua responsabilidade” (CIC, 2269).
Espero ter contribuído nesta reflexão e espero que tais pessoas deixem de ser instrumentalizadas e vejam os avanços sociais dos 08 anos do governo Lula. Agora, quando alguém receber algum e-mail demonizando Dilma, respondam essa VERDADE.
Quando ouvir alguém de “boa-fé” pregando contra Dilma e Lula, mostrem ou imprimam esta nota, esclarecendo quem é José Serra e quem é o PSDB.
Questionem, exijam a verdade.
O governo Lula sempre manteve diálogo franco e aberto com as entidades religiosas, assim como outras entidades da sociedade civil, reconhecendo seu importante papel como ente social na construção da nação, buscando mediar conflitos e polêmicas, em busca de consensos que representem de fato a vontade e o pensamento do povo brasileiro.
Pe. Leomar Antonio Montagna
Arquidiocese de Maringá

Prof. Pe. Leomar Antonio MONTAGNA, possui Mestrado em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná PUCPR;
Curso de Especialização, ênfase em Ética, também, pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná PUCPR;
Pós-Graduação em História do Pensamento Brasileiro pela Universidade Estadual de Londrina UEL;
Reconhecimento de Graduação em Filosofia pela Universidade Estadual do Oeste do Paraná UNIOESTE;
Graduação em Teologia pelo Instituto Teológico Paulo VI de Londrina;
Graduação em Ciências: Licenciatura de 1º Grau pela Fundação Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Mandaguari FAFICLEM e Curso de Graduação em Filosofia pelo Instituto Filosófico Arquidiocesano de Maringá IFAMA.
Presbítero da Arquidiocese de Maringá, Pe. Leomar Antonio Montagna, atualmente, é Assessor da Pastoral Universitária, Diretor e Professor do Curso de Licenciatura em Filosofia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) Câmpus Maringá;
Professor convidado da Faculdade Missioneira do Paraná (FAMIPAR) de Cascavel;
Assessor e Professor da Escola Teológica Para Cristãos Leigos da Arquidiocese de Maringá.
Membro do Conselho Editorial da Editora Humanitas Vivens LTDA ? Editora On-line;

6 de out de 2010

Serra deve discutir o aborto sem a interferência da direita de "minha" Igreja

tributo à irreverência

Que Deus, que padres, que Igrejas?

Das coisas mais capazes de construir nossa humanidade e por conseguinte nosssa vida plena, está a vontade. Nada mais pode ir além que isto. Paz na terra e aos homens de boa vontade, este é o grande objetivo que fica. Para que isto se estabeleça, pressupostos, entendimentos e conhecimentos devem ser alcançados. O método e o caminho para consegui-lo é a verdade e a vida.

A verdade e a vida são os elementos essenciais da existência. A segunda é a graça que permite atingir a primeira. O caminho é o instrumento utilizado por nossa razão, sentidos, instintos e movimento para ligar as duas.

Dizer que um processo eleitoral, em um determinado pais, seja essenial para tudo aquilo que é necessário à própria existência é extremante humano. Daí ser preenchido de paixões, anseios, medos, alegrias, letargias, mas valias, amores, odios, devaneios,  fés e utopias.

4 de out de 2010

Mogi News é contra construção de Hospital Público em Suzano

Um dia após a divulgação de notícia sobre a área destinada à construção do Hospital Público em Suzano, o jornal Mogi News emplaca matéria em primeira página, através de um de seus braços esquizofrênicos "Diário do Alto Tietê", informando de modo leviano, e recheado de maus agrouros, que a construção do hospital estaria comprometida.

Quem conhece o pseudojornalismo da mediocre linha editorial não se surpreende. Contudo me parece interessante estabelecer um contraponto a esta matéria. Segue a integra da matéria depois de nosso entendimento.


Incerto: Área de 23 mil metros quadrados, que fica ao lado da sede do Suzano Futebol Clube, foi declarada de utilidade pública
Bras Santos
De Suzano
O terreno com mais de 23 mil metros quadrados que o prefeito de Suzano, Marcelo Candido (PT), quer desapropriar por via amigável ou judicial para a construção do tão prometido hospital federal, pode estar com a documentação irregular. Além disso, a área, que fica no centro da cidade e ao lado do Suzano Futebol Clube, estaria comprometida para o pagamento de dívidas trabalhistas e com fornecedores assumidas pelos seus proprietários.
Essas informações, que poderão inviabilizar ou atrasar por tempo indefinido qualquer tipo de construção, foram transmitidas por corretores suzanenses e reforçadas pelo empresário José Dias. O prefeito e os secretários de Política Urbana, Miguel Reis Afonso, e de Negócios Jurídicos, Marco Aurélio Tanoeiro, e também a secretária de Comunicação, Silmara Helena, foram procurados na tarde de ontem para esclarecer a situação, mas não se manifestaram até o fechamento dessa edição.

No afã de gerar novos fatos políticos e eventualmente melhorar a votação do pai, o deputado estadual José Candido (PT), o prefeito publicou ontem o decreto que tornou de utilidade pública a área, cujo metro quadrado foi avaliado (por imobiliárias do município) entre R$ 200 e R$ 300. Uma eventual desapropriação com valores de mercado custaria entre R$ 4,6 milhões e R$ 6,9 milhões.

No entanto, os corretores consultados pelo DAT alertaram para os problemas do terreno que segundo o edital publicado pela prefeitura seria de propriedade dos irmãos Ishimoto. Essa família foi dona da principal rede de supermercados que funcionou em Suzano até o final dos anos de 1990.

"Quem comprar esse terreno, mesmo que por um preço mais em conta, dificilmente poderá utilizá-lo por causa das ações judiciais e trabalhistas que foram apresentadas contra os proprietários", destacou um consultor imobiliário que pediu anonimato, pois teme sofrer perseguições da administração petista. Segundo ele, os problemas de documentação da área que é uma das mais cobiçadas para novos empreendimentos habitacionais e comerciais são de conhecimento de muitas imobiliárias da cidade. "É por isso que ninguém conseguiu comprar esse terreno até hoje", comentou o entrevistado.

O empresário José Dias, que costuma "fiscalizar" ações do Executivo, garantiu que a área tem processos judiciais e trabalhistas que terão de ser totalmente resolvidos antes pelos compradores. "Posso garantir que a prefeitura não conseguirá construir nada nesse imóvel em razão das pendências. Ao declarar essa área como de utilidade pública, o prefeito fez uma ação 100% eleitoreira", afirmou Dias.
O DAT também procurou um representante da família Ishimoto para obter a versão dos proprietários, mas nenhum deles foi localizado.