25 de mai de 2010

Em nossa cidade começamos a ser felizes.!

Conhecer a cidade, seu território, sua relações econômicas, sua produção e reprodução cultural é uma tarefa nem sempre fácil. Nós que aqui vivemos, trabalhamos, sonhamos, construímos nossa família, enfrentamos nossos desafios diários, compartilhamos tristezas e alegrias, avançamos a cada momento neste complexo emaranhado de coisas que compõem nossa cidade. Muitas vezes não nos damos conta das riquezas e das necessidades que nos envolvem. Mas o fato é: “em nossa cidade é que começamos a ser o que somos.


O dia a dia na vivência de nossa própria existência enquanto homem e mulher, por natureza, se cria a sensação de suficiência que envolve de modo extremamente profundo nossa percepção e nossa consciência em torno daquilo que nos rodeia e naquilo que para cada um é mais imediato.

Porém esta é uma falsa sensação. Nosso espírito humano, nosso pensar, nosso sentir e agir nos leva sempre a uma busca de um “algo mais”. Esta busca, seu sentido, sua dinâmica, sua direção e o lugar em que se dá, varia de pessoa para pessoa. Muitos buscam se completar nas igrejas, outros no trabalho, outros em atividades sociais, enfim, a socialização é um fenômeno no qual cada um de nós, de algum  modo, é protagonista.

Quando olho para o Brasil e para nossa cidade e vejo como é possível, hoje, fazermos coisas que em um passado recente era improvável que se pudesse sequer pensar quanto mais fazer, necessariamente vejo que evoluímos e melhoramos muito.  Agora é possível desfrutarmos de uma liberdade nos vários campos da vida que foi muito difícil conquistar. Muitos que vieram antes de nós doaram seu tempo, seu esforço e suas vidas para que hoje possamos ter um ambiente social e cultural mais tolerante, mais humano e que respeite o direito de cada criança, de cada jovem e de cada homem e mulher.

Mas a liberdade é sempre um movimento. Para permanecer deve sempre avançar. As evoluções que tivemos são conquistas que precisam ser consolidadas e aperfeiçoadas. A prática social para a qual somos impelidos deve estar submetida às nossas vontades e aos nossos anseios, e estes, devem ser humanamente construídos. Não é mais tolerável permitir que as pessoas sejam manipuladas, não sejam respeitadas, não sejam tratadas com igualdade por cada uma das relações que criamos. Esta busca da construção da igualdade é uma tarefa de todos. Se ainda temos oprimidos, o que amplamente ocorre, é porque a ação de opressão encontra guarida em vários nichos sociais.

Entendê-los, dominá-los e recriar aquilo que precisa ser recriado é o caminho. Para fazê-lo é necessário um aprofundamento de nossa percepção e uma consequente maturação de nossas consciências. O método para isto e a a apropriação das coisas que nos rodeiam com o aprofundamento do sentido de cada uma delas.  A prioridade deste domínio deve ser dado naquilo que, em primeiro plano, é de todos nós. De todas as coisas que criamos, a mais coletiva é o aparelho de Estado. Fazer com que este ente cumpra seu efetivo papel é um exercício que deve lançar mão de um verdadeiro sistema de Participação Popular. Seu funcionamento está alicerçado em três coisas: o poder político, a legislação e o orçamento público.

Por conta disto, é política estruturante do governo popular a discussão pública do Orçamento. Isto se dá através das dinâmicas daquilo que chamamos de OP (Orçamento Participativo). Venha contribuir e construir a consolidação deste processo. O caminho está aberto. Nossa cidade será aquilo que dela fizermos hoje. Vamos fazê-la para todos e todas.

Um comentário:

NAIR disse...

PARAFRASEANDO:


A lição do beija-flor

Houve um grande incêndio lá na mata
E um beija-flor tomou a sua providência
Foi buscar água com seu bico na cascata
Para jogar sobre as chamas em ardência

Um leão vendo o vai e vem desta ave
Resolveu, ao beija-flor, então indagar
Não sabes que desta forma tão suave
O fogo da mata não conseguirás apagar

O beija-flor desta forma lhe respondeu
Vou fazer tudo que está ao alcance meu
E a minha contribuição eu vou oferecer

Mesmo que não consiga o fogo apagar
Com a minha parte pretendo colaborar
E assim os mortais deveriam proceder.