28 de abr de 2010

O espaço político: visão de um sujeito.

Aprendemos com a vida. Este aprendizado nos dá sabedoria. Para mim bem pouquinha porque demoro para aprender. Espero recuperar, se tiver vida longa. Também aprendemos na escola, no trabalho, na unversidade. Este aprendizado nos dá conhecimento, para mim bem pouquinho porque invisto pouco tempo para estudar. Mas aprendi que conhecimento não é sinônimo de sabedoria. Mas quando criança, pensava que era. Quando criança sentia muito as coisas, hoje sinto um pouco menos. Mas hoje, penso muito as coisas, quando criança, pensava menos. Mas aprendi que as coisas que penso são as coisas que sinto. E descobri: só se pode sentir, as coisas, se profundamente, nelas pensar.

Que tal sentir a árvore? Já pensou na raiz? Em sua profundidade? Em sua força para penetrar a terra? Como uma raiz tão fininha, muitas vezes, penetra a terra, dura muitas vezes? E as folhas? Como são macias muitas vezes. Mas as vezes tem espinhos. Serve de pulmão, mas também de proteção. Serve para a própria arvore, mas também, para minha respiração.

Mas a árvore eu posso saber a vida toda, mas a vida toda posso não sentir e, na arvore, não pensar. Mas sei que ela está lá. Meu pulmão não para de respirar, por isto sei que ela está lá.

E outras coisas? É possível sentir e saber sem nela pensar? Algumas sim, algumas não.

A justiça? Posso sentir, posso saber sem nela pensar. Quem faz justiça não sou eu. Mas sei que ela está lá. Mas também sinto quando não está. Quando isto acontece, tem muita dor que dá, que também não penso nela, mas estava lá, porque veio para cá. Montada na morte, no roubo, na fome, na mentira, na cobiça, na avareza, na ganância, devia ter ficado por lá.

Mas aprendi, que fazer justiça não dá. Ela sempre vai estar lá. De lá não pode escapar. Para isto nela preciso pensar.

Quando criança, estas coisas, sequer podia imaginar. Mas agora, serei covarde se isto não mudar. Pois quando criança sentia muita dor. Hoje sinto  menos. Mas não consigo, na dor parar de pensar. Tinha dor de dente, faltava dinheiro, não tinha Brasil Sorridente, minha mãe e minha gente, ficava neste lugar, mas hoje tem mais criança que dor vai aprender, não tem outro jeito, mas que a dor não seja a falta de justiça, por falta de nosso pensar.

Mas só pensar não me completa, aprendi que tenho que fazer. Aí um dia começa o fazer. Mas percebi que sempre fazia, só que fazia sem pensar. Neste tempo já não era mais criança,  pensava que era adulto, dono do sentir, achando dono do pensar, foi em casa, na escola, no trabalho que aprendi ser gente, cidadão, conhecedor., mas sempre fazedor. Trabalhador. Morrerei assim?

Talvez.

Mas hoje sinto que penso o trabalho, o fazer, o sentir e o próprio pensar.  A vida me ensina. Ganho sabedoria. Sabedoria popular. O espaço do trabalho é o espaço do fazer. Colocava o carro na frente dos bois, hoje sei que todo boi tem seu lugar. E se é boi: não gosta de trabalhar. Mas se é gente sabe que nisto tem que pensar.

4 comentários:

Regina Góes disse...

ah então já descobri quem escreve os textos aqui postados...bem q eu desconfiava q não era o Rosenilll.É o Tanoeiro, pois pratica os discursos aqui tão destacados

Regina Góes disse...

engraçado q meu coments ficou sem sentido por causa do sumiço do seu...kkkkkkkkkkkkkkkkkkk....o rosenil quer q os outros pensem q somos malucos...ai ai eu "si" divirto(seguindo a linha de coments do Lula)

Regina Góes disse...

PQ APAGAS OS POSTS DO PAULO??OS MEUS FICAM SEM SENTIDO...O PAULO É UM SERVIDOR DA PREF DE SUZANO Q VC DIZ TER UM GOV POPULAR...SÓ DISCURSO NÉ

Rosenil disse...

Regina, este espaço é um debate de ideias e todas as posições são acolhidas. No caso deste cidadão, que não sei quem é, teve excluido apenas os comentários ofensivos ou aqueles que servem de divulgação ou cópia das posições de setores recionários da imprensa local, sem nenhuma elaboração feita por ele próprio. Era apenas cópia.