17 de abr de 2010

A forja, o forjar. O morno que se vomita


A língua como ferro
dura, inflexível,
se fria: se esfria, gela.

Forjada no calor do espírito
penetra imutável, transcende
no devir da crítica, do ver e julgar.

No dia e na noite,
no quente no frio
no rural no urbano
no capital no trabalho
no legítimo no ilegítimo.

Na mentira na verdade
Na coragem na covardia
Na Morte na vida
Na política na guerra
Na presença na omissão
Na razão no coração.

Se faz mais forte na terra
Presente na consciência
Formada, violentada
Porém resistente.

Das escolas, dos cursos,
Dos mestres ignorantes,
(Des)comprometidos, egoístas.

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