24 de abr de 2010

Educação: conjuntura e estrutura

A educação em Suzano enfrenta problemas conjunturais: a necessidade de valorização dos profissionais de educação; a qualidade do ambiente e das relações de trabalho; e a ampliação de acesso ao sistema.

Para resolver estas questões, é possível, via ações de governo no âmbito municipal para o ensino fundamental, e no âmbito estadual para o ensino médio, construir um conjunto de ações que possam em médio prazo mudar esta realidade.

Em Suzano desde Janeiro de 2005 medidas importantes estão sendo implementadas e avanços importantes podem, já, serem observados.

A implementação da gestão democrática, criação do PAP - Programa de Acesso e Permanência de Crianças na Escola e a formalização dos concursos públicos para os profissionais de educação são os principais.

Na gestão democrática, uma das ações de maior impacto e de maior dificuldade de consolidação, permitiu que todas as escolas da rede passassem a ter  o mesmo grau de importância e de tratamento pelo governo popular. Antes, algumas escolas da área central tinham tratamento privilegiado. Neste âmbito foi criado o conselho gestor das unidades de educação e a conta escola. Amadurecer estas políticas continua sendo um grande desafio.

O Programa de Acesso e Permanência, até por sua maior objetividade e delimitação, possui maior possibilidade de ser apreendido pela comunidade, pela administração pública e pelos profissionais de educação. Seu sucesso e seus frutos são percepitíveis e inquestionáveis quanto a materialidade ampliada para que as crianças possam acessar e permanecer no sistema público de ensino.

Quanto ao concurso público para os profissionais de educação, ação propedeutica para a implantação do programa de valorização dos profissionais da área, também, avanços indiscutíveis é possível verificar. O próprio estado de greve, efeito colateral e necessário nas relações capital trabalho, só foi possível por conta desta etapa ter sido vencida pelo governo popular em nossa cidade.

Dados estes passos, entramos agora em uma nova etapa. O processo de construção coletiva do Estatuto Geral do Servidor, dos Profissionais de Educação e dos Servidores da Defesa Social, junto com o plano de cargos e salários, entrará a partir de 30 de abril em sua etapa junto ao poder legislativo. Dados aos cuidados tomados, tanto técnico, jurídico, financeiro e político, os projetos, se não receberem contaminação por alguns setores irresponssáveis ligados à mesa diretora da câmara municipal, poderão ter sua tramitação extremamente agilizada. E já neste mês de maio seria possível ser promulgado pelo Sr Prefeito Muncipal.

Porém nosso trabalho está longe de terminar. Com o Plano de Valorização do Servidor e Servidora conquistado pela categoria e pelo município, criamos uma ferramenta poderosa para interferir na conjuntura do sistema. Porém questões de ordem estrutural continuarão a pressionar as relações ensino aprendizado na dimensão direito x trabalho x capital.

A primeira delas que pude detectar de modo prático na operação política do governo tem a ver com a configuração dos problemas na sala de aula, e da escola x comunidade.

Me chamou atenção ao verificar, em loco, que não se trata apenas de enfrentar as dificuldades através da formulação e aperfeiçoamento de um projeto político pedagógico para as escolas.

Percebi que trata-se de questões mais profundas de carácter sociológico e epstemológico. Principalmente no âmbito de boa parte dos docentes menos experientes.Teremos que investir bastante na formação destes. Sua visão sobre a história da cidade e da região onde trabalham. Seu entendimento profissional sobre as categorias que envolvem a construção política da cidade a partir das políticas públicas de educação são extremamente limitadas e beiram a bestialidade. O fato de passarem pelo concurso público não garante, ainda, o necessário atendimento e a exigida qualidade, tanto por parte da comunidade, como pelo governo.

O próprio modo como se expressam neste blog(click aqui). A banalidade com que tratam assuntos tão caros para a transformação política da cidade. A falta de pressupostos mínimos do diagnóstico. A pouca visão das causas que impactam a conquista de direitos a partir da ação de um governo e da operação da política pública, sem falar na pobreza do uso da língua e da escrita, denunciam claramente que precisam de muita ajuda, capacitação, treinamento, gestão e comando.

Estas dificuldades tem origem no próprio sistema, que com todos seus avanços, desafios graves oriundos dos bancos universitários, da formação média e da formação básica obrigam esforços diários.


Nos resta continuarmos "arregaçando as mangas" rumo a consolidação das políticas públicas em nossa cidade, enfrentar os interesses ilegítimos, fortalecer os processos de democracia direta, implementar as novas políticas e salvar alguns potenciais professores de sua própria ignorância. Tenho certeza, e ainda bem que é assim, temos valiosos mestres, que juntos, gestores públicos e profissionais da educação continuarão avançando e enfrentando estes desafios.....

15 comentários:

Anônimo disse...

Ridiculo seu comentario sobre os professores..principalmente sobre os "menos experientes"..
tivemos a capacidade de passar em um concurso publico...isso é para poucos né Sr. Rosenil...
=))

não somos cargos que precisam se render a uma politica e nem "puxar saco" de ninguem....
voces estao hoje na prefeitura de Suzano...Nós estamos pra sempre!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Anomalia Caótica disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Wagner disse...

"O próprio estado de greve, efeito colateral e necessário nas relações capital trabalho". Finalmente assumiu de que lado vocês estão. Esse estado de greve que é um efeito colateral entre 'capital e trabalho' significa isso. Sim fizemos greve (somos trabalhadores) contra vocês, administradores (o capital). Até que enfim assumiu de que lado vocês estao.
Essa frase "Seu entendimento profissional sobre as categorias que envolvem a construção política da cidade a partir das políticas públicas de educação são extremamente limitadas e beiram a bestialidade" reflete a viabilização da participação e descentralização popular que vocês permitem. Se alguém vem aqui e elogia, mesmo tendo entrado essa semana na prefeitura, jamais será chamado de inexperiente. Certamente aqueles que não entraram em greve (que não o fizeram por conta do medo, uma vez que a maioria está em estágio probatório), não porque estão satisfeitos com esse salário ridículo e com uma escola, posto de saúde, iml, cemitério...carentes de materias; esses não são inexperientes a beira da 'bestialidade'.
É secretáro, assume logo que és um gestor burguês, patrão que está antagonicamente contra o povo.

Rosenil disse...

Caro Wagner... bom dia...

Talvez você não tenha, ainda, entendido bem o significado do Governo Popular para a cidade de Suzano e seus impactos em outros setores fora dela. Mas de qualquer modo, entendo que o debate sobre o governo, sobre a administração e sobre a cidade seja um dos caminhos necessários para atingirmos uma situação de cidade mais justa, mais democrática e igualitária.

Não vamos esgotar aqui nossas contribuições para este rico processo, todavia, de modo muito fraterno e respeitoso afirmo a você o seguinte:
1) Este espaço não foi aberto para receber elogios, apesar de serem benvindos.
2) toda crítica que desenvolvemos nunca tem carácter pessoal, e se temos posição diferente ou até contrária a qualquer questão isto deve ser respeitado.
3) eventualmente algum comentário é excluido do blog, mas apenas quando possui ataques pessoais a qualquer funcionário, isto inclui o Sr Prefeito.
4) Quanto ao efeito colateral da greve nas relações capital x trabalho, isto é próprio do sistema capitalista e da manutenção do aparelho de estado burguês aos quais todos nós, por enquanto, estamos submetidos.
5) Existe, infelizmente, um número significativo de professores formados e que até se habilitam em concuros públicos, nos diversos níveis de governo, mas vários deles estão despreparados ou ainda não atingiram a necessária consciência para exercerem sua função dentro da perspectivas necessárias de transformação social.
6) reafirmo que o governo popular tem e sempre terá lado: é o da classe trabalhadora da cidade, isto inclui os servidores e serivoras.
7) e por fim, não é nosso interesse ser unaniminidade em nada, apenas nos colocarmos neste espaço para oferecer nosso ponto de vista, nos expormos para aqueles que aqui vierem participar e mostrar que, apesar de termos limites, não temos nenhum problema em dialogar, concordar, elogiar, criticar e enfrentar aquilo que esteja no campo de nosso entendimento, nossa percepção e nossa experiência.

No mais, não se ofenda com nada que venha a ler aqui, não estou me dirigindo a você especificamente, porém saiba que sua participação aqui é muito bem vinda.

Se puder continuar, no que depender de mim, será sempre bem vindo. Mesmo aqueles que tiveram seus comentários excluídos, se postarem novamente, e mantiverem o nível do debate, não terá problema nenhum.

Por fim, o processo de decentralização da máquina pública já exite. Nossa tarefa e sistemátizá-lo melhor e garantir maior acesso da população aos serviços. Por enquanto estamos avançando conforme está planejado no PPA. Se quiser mais esclareciementos sobre este tema estamos à disposição.

Saudações.

liberdadepalestina disse...

Vejamos o que escreveu: "O próprio modo como se expressam neste blog' [...]A banalidade com que tratam assuntos tão caros para a transformação política da cidade. A falta de pressupostos mínimos do diagnóstico. A pouca visão das causas que impactam a conquista... sem falar na pobreza do uso da língua e da escrita" . Reafirmo que se alguém postasse, se não um elogio, mas uma ponderação qualquer, ou algo que o valha, jamais vc avaliaria deste modo que está em 'aspas'.Pior, vc reafirmou mais uma vez a mesma coisa no seu comentário:Existe, infelizmente, um número significativo de professores formados e que até se habilitam em concuros públicos, nos diversos níveis de governo, mas vários deles estão despreparados ou ainda não atingiram a necessária consciência para exercerem sua função dentro da perspectivas necessárias de transformação social", até que eu concordo com isso, no entanto esse problema não é particular aos professores, os políticos também estão totalmente despreparados. Pior ainda, há muitos políticos que estão preparados tem experiência, consciência de classe e tal, mas usam para se manter em cargos, para se manter nas estruturas burocráticas, usando o discurso 'popular'.
Acerca dessa frase: "Quanto ao efeito colateral da greve nas relações capital x trabalho, isto é próprio do sistema capitalista e da manutenção do aparelho de estado burguês aos quais todos nós, por enquanto, estamos submetidos.". Sim todos nós estamos submetidos, entretanto o 'nós' que o sr. usa, não faz jus a sua posição de gestor, não de trabalhador. O 'nós' se aplica aos trabalhadores, os mesmos que Marx a vida toda diferenciou dos donos do meio de produção, ou dos burocratas que gerem a máquina estatal. Vocês são gestores de um micro-estado em Suzano, vocês são governo, estamos de lados opostos, não se coloque como trabalhador, você, o Cândido e todos os políticos não são, mesmo que usem o discurso da esquerda.

Luiza disse...

"No mais, não se ofenda com nada que venha a ler aqui, não estou me dirigindo a você especificamente, porém saiba que sua participação aqui é muito bem vinda."
É isso que o PT ainda não percebeu... não somos um só.... falou de professores e educadores falou de todos nos "inexperientes ou não"...
alias...acima o Sr diz respeito a formação para os inexperientes... tenho 23...fiz magisterio CEFAM, Pedagogia, e Pos....
gostaria de saber com todo o respeito...qual a sua formação e se é o Sr. que escreve mesmo neste blog ou se tem alguem que le o que voce escreve e transforma em palavras "bonitas"??

Eduardo disse...

"É isso que o PT ainda não percebeu... não somos um só.... falou de professores e educadores falou de todos nos 'inexperientes ou não'..." Luiza, se me permite, vou mais além: (esse 'nós' para mim tem muito valor), falou de nós professores e educadores, falou de nós TRABALHADORES, não gestores, burocratas, secretários, políticos..., que nos dizeres de Maurício Tragtenberg chegam ao "poder político, entendido o poder político de uma classe como sendo a capacidade que ela tem em tornar hegemônicos seus interesses, ou melhor, em tornar universais seus interesses particulares, ou apresentar como sendo do interesse da sociedade o que é do interesse de uma classe minoritária ou até de uma fração dessa classe"

PAULO OSNI disse...

Caro Rosenil

Tudo bem que blogs são espaços para opiniões pessoais, e não cabe aqui uma analise com base cientifica e apurada.

Porém o senso comum é muito perigoso.

Opinião com senso comum de alguém que ganha muito dinheiro trabalhando com cargo de confiança numa Prefeitura como a de Suzano é algo muito perigoso.

Ficou claro nesse artigo que um assnto que o senhor desconhece totalmente(além de 'o que é governo popular', o que é populismo, o que é descentralização, enfim tudo o que vc opina)é educação.

Gestão democrática segundo a LDB deve ser um principio que norteia a educação e não um cabide de emprego como se tornou em Suzano.

No mais,por favor, trabalhe por Suzano pois seu dinheiro é pra isso, e pare de tentar apagar o sol com a peneira: O GOVERNO PT EM SUZANO É PÉSSIMO.

Rosenil disse...

Pessoal, começou a ficar boa essa conversa... Luiza, LiberdadePalestina (lindo nome) e Eduardo, bom dia.

Depois de um final de semana bem intenso, apesar de eu mesmo ter ficado de "molho" no sábado de manhã por conta de um resfriado forte, houveram muitos acontecimentos bem interesantes. O festival de cultura e esporte em comemoração ao aniversário de Suzano com a vinda de Nando Reis trouxe um público importante para o Parque Max Feffer, o Governo Popular recebeu o prêmio David Capistrano pela condução das práticas em saúde mental e o Santo André quase conseguiu enfrentar de igual para igual o time dos Santos.

Mas com certeza muitas outras coisas aconteceram no pequeno, porém intenso universo das relações que envolvem a cidade neste período, a maioria delas não teremos a oportunidade de vivenciar, de tomar conhecimento, sequer observar de longe...

A prioridade e a estratégia do Governo Popular está centrada neste universo. Talvez à luz da Teoria da Pedagogia Libertária de Maurício Tragtenberg, lembrada por Eduardo, possamos olhar para a realidade local, com nossas vivências e experiências, dar mais poder de interpretação e comunicação para nossos fatos cotidianos, aprofundar a Teoria e reconhecer melhor a Prática.

Neste pequeno exercício que fizemos até agora, estamos começando a trazer um conjunto de elementos, tanto por nossas críticas como pela nossa indignação, que merecem ser organizados e sistematizados. Faria algumas perguntas, não sei, ainda, mas me parecem que ajudariam a enfrentar um conjunto de problemas:

1)O que leva membros das diversas organizações e categorias profissionais a utilizarem sua experiência consciência de classe e tal, para se manter em cargos, para se manter nas estruturas burocráticas, considerando que esse problema não é particular aos professores, os políticos também estão totalmente despreparados?

2)A formulação: "vocês são gestores de um micro-estado em Suzano, vocês são governo, estamos de lados opostos, não se coloque como trabalhador, você, o Cândido e todos os políticos não são, mesmo que usem o discurso da esquerda.". Esta formulação dialoga com a hipótese: "seria a consolidação dos governos populares os novo espaço de luta dos movimentos sociais no século XXI?", ou é contraditória?

3) A consciência de classe é da natureza do indivíduo ou do grupo social ao qual pertence? Na experiência concreta de Suzano considerando a formulação: "É isso que o PT ainda não percebeu... não somos um só.... falou de professores e educadores falou de todos nos 'inexperientes ou não'..." Luiza, se me permite, vou mais além: (esse 'nós' para mim tem muito valor), falou de nós professores e educadores, falou de nós TRABALHADORES, não gestores, burocratas, secretários, políticos...,".

4)Considerando a formulação: "poder político, entendido o poder político de uma classe como sendo a capacidade que ela tem em tornar hegemônicos seus interesses, ou melhor, em tornar universais seus interesses particulares, ou apresentar como sendo do interesse da sociedade o que é do interesse de uma classe minoritária ou até de uma fração dessa classe". Coloco a pergunta: apenas o poder político é suficiente para a construção ou estabelecimento de uma Hegemonia?

Tenho convicção que o detalhamento deste tópicos ajudariam nossa compreensão sobre nossa realidade local, criaria uma base de raciocínios claros e não contraditórios, e permitiria que pudessemos orientar nossas energias para disputas políticas, mesmo que seja entre nós, mas que em seu conjunto contribuiria para o aprofundamento da consciência de classe: pressuposto para a sociedade socialista.

Saudações.

PS: Quanto a esse papo que o PT é péssimo; que secretário ganha muito, não vou aqui perder tempo. Até porque, se o PT é péssimo não é o que diz as urnas. Quanto ao salário de Secretário, também gostaria de aumento.....

Luiza disse...

Me perdoa.. mas respondeu respondeu respondeu e nao respondeu NADA...
Pq gastar dinheiro com Shows??? aniversario de suzano ja passou.... pq nao comemorar uma dia so com cantores da cidade, como faz POá por exemplo... não me diz nada esses shows... pra mim é "jogar dinheiro fora" na atual situação que a prefeitura se encontra...
e qto aos premios que a prefeitura ganha ganhou ou vai ganhar...me fale 1 que seja para a educação... MAS PREMIOS IMPORTANTES...
Outra coisa que alias, o Sr. fez com que eu percebesse, o PT ja foi muito bom... mesmo assim, não acredito que são todos do PT que que são ruins... mas tenho certeza que todos os que estão em Suzano se "formaram" pra isso...
Ps.: e por favor responda minha pergunta anterior... e qto a aumento pro Sr. pelo amor de Deus né...é muita "cara de pau" dizer isso!!!!!!!!
Ah, hoje eu estava comentando sobre a Reposição de aula {conversa informal} com a diretora da minha escola {cargo de confiança do PT, que ironicamente, antes era do Estevam}, e coloquei a ela que eu nao poderia estar repondo de sabado, pq fazia Pós o dia inteiro... {a tal formação que alias o senhor sugere muito né? sabe o que escutei " problema seu..devia d ter pensado nisso antes!!" belo cargo de confiança hein?!

Basílio disse...

"O que leva membros das diversas organizações e categorias profissionais a utilizarem sua experiência consciência de classe e tal, para se manter em cargos, para se manter nas estruturas burocráticas, considerando que esse problema não é particular aos professores, os políticos também estão totalmente despreparados?" Secretário, isso foi colocado de forma irônica, a tal da experiência e consciência de classe, não é vista em vc. Mas o que o senhor faz num cargo? Usurpa toda a teoria contra o capital, quando na verdade é parte de um micro-capital.
"seria a consolidação dos governos populares os novo espaço de luta dos movimentos sociais no século XXI?", ah, mas não são mesmo! Tudo bem que não são do seculo xxi, mas é só analisar a atitude do déspota Lênin (guru de muitos esquerdistas, sobretudo do PT) contra os ucranianos Maknovistas e contra os marinheiros de Kronstadt, ou mesmo a de Stálin (outro muito admirado pela esquerda partidária) contra os espanhois em 36. E os absurdos cometidos por Mao Tse Tung? E o caso Fidel, Chaves e Evo Morales, capitalistas de estado? Assim como os sindicatos foram feitos para abafar a autogestão nas fábricas, os partidos de esquerda, com essa torpe mania de vanguarda, querem (nem isso querem mais!)tomar o poder do estado para mudar o mundo, como se o estado fosse independente à economia. Mesmo se o 'governo popular' de que tanto fala fosse sincero, jamais mudaria as coisas tomando o poder.
"A consciência de classe é da natureza do indivíduo ou do grupo social ao qual pertence?", com ou sem 'consciência de classe' o sujeito, por meio de sua natureza ou não, pertencerá à classe trabalhadora ou ao capital pela posição que ocupa. Do contrário, até hitler ou mussolini poderiam reivindicar o pertencimento à classe trabalhadora. O FHC insinua que é de esquerda.
Claro que "apenas o poder político" não 'é suficiente para a construção ou estabelecimento de uma Hegemonia", por isso mesmo que é inútil tomá-lo, por isso mesmo que o Lula governa para as empresas. Entretanto o poder político é muito útil para a economia, o maior exemplo é o de Suzano, por que não atenderam a todas as reivindicações dos grevistas? POr causa da merda do sindicato (essa foi a desculpa mais usada)? POr que não quiseram (o mais provável)? Ou por que não podem, não tem poder para isso, o capital não deixa, vcs são inúteis?

Ah, sobre a sugestão de usar o Maurício Tragtenberg, pergunto: tem certeza que quer que suas teses sejam usadas? OLha lá hein!

luciano disse...

Olá a todos!
Secretário, complemento os argumentos do colega Basílio e começo com uma questão : O que está/foi/é descentralizado na cidade de Suzano? Me parece pretensioso, e contraditório, o Estado (PT) querer descentralizar o governo. Revitalizando o discurso leninista do "Estado de transição", dentro do capitalismo.Ou não é essa a função desta secretaria, dissolver o poder do governo e transforma-lo em governo popular? Mas para consolidar a "democracia direta" anularia de fato os intermediários, políticos profissionais e tecnocratas. Algo que parece distante deste Estado reformista que nunca se colocou de forma antagônica ao capitalismo, aliás, de qualquer Estado que venha a tentar nos gerir.
Sobre a consciência de classe, talvez esteja eu enganado, mas o Sr demonstra compartilhar da posição de um autor chamado Kautsky, que fala o seguinte : "A consciência socialista nasce da ciência; o portador da ciência não é o operário e sim o intelectual burguês. Este é que comunica ao proletariado o socialismo científico". Esta é a função do governo popular, esclarecer e formar os trabalhadores? Não seria esse pensamento, adotado por Lenin e por outros marxistas (raros no PT), a negação da auto organização dos trabalhadores?
Muitas pessoas, que se dizem de esquerda, são radicais, apoiam as lutas, etc, usufruem e gozam dos produtos do sistema. Será que desejam uma real mudança da sociedade, ou utilizam esse discurso para manter seus cargos e benefícios? (não falo do Sr secretário, não o conheço, mas sim do discurso utilizado principalmente pelo PT).
Partidos..."Fundamentalmente é um Estado em miniatura, com um aparelho e quadros cuja função é tomar o poder e não destruí-lo" Tragtenberg.
Acredito que consciência política surge das lutas,nas relações, associações que as pessoas fazem nesta luta.sindicatos e partidos geralmente querem lutar pelas pessoas e anulam a possibilidade delas lutarem por suas próprias vidas e perspectivas.
Outra questão : descentralizar pressupõe horizontalizar? Ou será que ficará alguém no palanque, falando hierarquicamente para a "massa" sobre participação e governo popular...?
Na educação, conhecemos experiências como Escola da ponte e Educação popular (efetiva nos acampamentos do MST, que sofrem criminalização no RS principalmente, e nunca vi o Lulinha se pronunciar,Ele sabe o que significa o MST ainda?), se esse governo se diz tão pra frentex, por que nunca ofereceu discussão sobre essas experiências, e continua com uma escola com práticas conservadoras, deposito e produção de mercadoria, trabalhadores, mão de obra?
Enfim, já há muitas questões nesse blog rs, deixa uma citação do Filósofo Slavoj Zizek para reflexão : "Com essa esquerda, quem precisa de direita?"
Luciano

pauloosni disse...

"Quanto a esse papo que o PT é péssimo; que secretário ganha muito, não vou aqui perder tempo. Até porque, se o PT é péssimo não é o que diz as urnas."

Depende, cada um entende como quer o recado das urnas: Quantos vereadores a coligação PT/PMDB elegeu?Aumentou ou diminuiu?
Quem é maioria na camara?Oposição ou situação??

O recado das urnas foi bem claro:Não queremos mais Estevam , confiamos no MC, mas não acreditamos no PT .

Só não vê quem não quer...

Regina Góes disse...

ai ai o cara passa 3 dias p responder (será q é ele mesmo q escreve)... p ficar escrevendo textos q não dizem realmente o q td mundo quer saber...se escrevesse receitas de comida aqui q seria mais proveitoso...atitudes não condizem com a escrita rebuscada q coloca aqui...o PT quer ser o povo mas ao mesmo tempo a elite pensante...ai ai viu...por essas e por outras é q p mim só o Lula ainda se salva..ele fala "sifu" e outras pérolas e é autentico por isso é popular

Regina Góes disse...

atendendo ao pedido da professora Luciana estou postando seu texto...


Depois de tanto bla´ blá blá vamos colocar os pezinhos no chão, Sr. Rosenil:

Um curso de especialização na PUC São Paulo em “Educação inclusiva e deficiência mental” custa R$ 9.200,00, mas é claro que a PUC facilita: entrada de R$ 460,00 + 19 x de R$ 460,00. Duração 2 anos com aulas 2x por semana. Local : Campus Consolação, logo o professor desembolsará cerca de R$ 5,10 ao dia nas conduções tipo trem/metrô + ônibus Visul R$ 4,00 por dia de aula. Feita as contas o total em condução será de R$ 72,80/mês. É claro que quem faz um curso assim terá que usar um caderno que custa em média R$ 20,00 e pelo menos 2 canetas esferográficas o que dá cerca de R$3,50 para cada ano de curso (que economia!). Além disso, o curso é noturno, vai das 19h às 23h então o coitado do professor suzanense vai ter que comer algo, vamos ser econômicos e pensar num lanche natural de R$ 2,50 mais um suco natural daquela marca famosa que vem em lata R$ 3,00. Isso gera um gasto de R$ 5,50 em alimentação ao dia num total de R$ 44,00 ao mês. Para um estudante de especialização espera-se uma internet, o Speedy hj não sai por menos de R$ 69,90 com 1 mega de velocidade, consideremos ainda que o professor em questão não tenha um computador, média de 10x de R$ 139,90 (Domingo 25/04 no Diário de Suzano em propaganda das Casas Bahia. Detalhe: Grátis uma multifuncional!!). Ah, nem vou mencionar as Xerox de exercícios, os livros, todos sabemos que livro no Brasil é vendido a preço de ouro, pelo menos os relacionados às literaturas específicas, então consideremos que o coitado vai à Biblioteca Municipal, mas nem vou incluir esta condução, pois o professor pode entrar mais cedo na PUC, dando uma passadinha antes da aula na biblioteca. Vamos ao resultado:
Em média o professor suzanense gastará a bagatela de R$ 810,00 ao mês!!!!
Salário do professor 30h: R$ 1.482,00 bruto, líquido dá cerca de R$ 1.350,00. Ou seja, sobram magníficos R$ 540,00 para o professor pagar água, luz, telefone, condução para o trabalho, aluguel ou prestação de um financiamento na Caixa Federal (que conta, graças a Deus, com o excelente Programa Minha Casa Minha Vida, com incentivos de até R$ 23.000,00 para compra do imóvel próprio.), sem mencionar condomínio, hj pago um baratinho R$ 200,00. Nem vamos cogitar os filhos (geralmente 2) estudarem em escolas particulares, deixemos os coitadinhos à mercê das “bestialidades” (segundo o senhor secretário) dos professores da rede municipal de ensino. E as compras do mês???? Ah, alguém acredita que o Solucard dá conta??? R$ 136,00 para uma alimentação de qualidade: carnes, legumes, leite, frutas, temperos, bolacha e biscoito eventualmente para as crianças, uma sobremesa raramente para a família, alguma bebida aos finais de semana, macarrão, café, açúcar; além dos itens de higiene como papel higiênico, pasta de dente, sabonete, xampu ou shampoo, condicionador para ninguém ficar com o cabelo duro, perfume ou desodorante mesmo, absorvente, cotonete e mais outras coisinhas do dia a dia.
Realmente Secretário, nós estamos reclamando do que ?????????????????????????????
Ta duvidando? Eis o site da PUC:
http://cogeae.pucsp.br/cogeae/curso/201
Luciana Rocha