30 de mar de 2010

a Imprensa e os governos populares

Em nossas relações, todos temos interesses. Todo homem e toda mulher, noventa e nove virgula nove por cento de nós, somos sempre chamados a dar uma opinião. Quando não, nossa cabeça sempre funciona como um "tribunalzinho". Ao notarmos um fato ou uma coisa, estabelecemos nosso juizo sobre esta coisa ou este fato.



Este juizo que fazemos sobre as coisas, a partir de nossa capacidae de julgar, é algo que chama a atenção e é algo muito valioso. As vezes, este ato de julgar que as pessoas (nós) possuem, torna-se objeto de trabalho de muitos profissionais e estudiosos, tais como sociólogos, psicólogos, gestores de RH, políticos, padres, pastores, publicitários, juristas, filósofos, comerciantes, gestores de negócios, analistas, entre outros.

Mas no dia a dia é possível perceber que cada um e cada uma das pessoas se colocam, quando as condições objetivas estão dadas, de modo muito capaz e audacioso, na tomada de decisões e formulação de opiniões sobre este ou aquele assunto.

No caso da política, lógico, não é diferente. O problema é que os temas políticos são muito chatos, e muitas vezes não temos tempo para aprofundar pressupostos e teorias para termos claro quais são as verdadeiras intenções sobre as ações e as mesagens políticas trazidas pelas lideranças de nosso país, de nosso estado e de nossas comunidades.

Tenho me preocupado com a qualidade do debate político. Um dos grandes responsáveis pela opinião que o público forma sobre este tão complexo tema é originado pela ação da imprensa. Isto coloca para todos nós mais desafios. Pois todos os setores da imprensa possuem seus interesses e suas necessidades. A grande maioria, legítimos. Contudo há setores que desempenham papel pouco confiável na divulgação de fatos e na organização de assuntos e temas que envolvem os diversos interesses das comuniades.

No nosso caso, aqui no Alto Tietê, mais especificamente na cidade de Suzano, a atuação do DAT (Diário do Alto Tietê) é emblemática. Trata-se de um jornal no mínimo muito confuso. Quem acompanha o jornal poderá entender melhor o que estou tentando dizer. É um jornal que atualmente funciona como linha auxiliar do poder reacionário local. Até ai não vejo muitos problemas, apesar de saber que posição como esta exige que a qualidade do debate seja muito melhor do que é. E quem perde com isto é o próprio jornal e seus leitores.

Mas por outro lado tem algo ainda mais grave. É o fato do jornal contar meias verdades e formular temas mentirosos e inconsequentes.

Combater este tipo de coisa não é muito simples. Demanda tempo e muito trabalho. É necessário observar o tempo que as pessoas devem percorrer para conseguir digerir tamanha quantidade de informação que é colocada, e muitas vezes, desenvolvida de modo caótico e desconexo. Contudo ao ler a edição do Jornal Suzano Agora - publicação do Governo Popular de Suzano - Achei que seria importante fazer uma comparação e uma crítica ao conteúdo deste jornal.



Se você leu este texto até aqui, sugiro que você possa fazer o exercício de comparar esta edição do jornal Suzano Agora, com as próximas edições do DAT. Com certeza você vai perceber de modo mais claro como se dá a disputa política na cidade. E como parte da imprensa abre mão de seu papel, perde-se na defesa de interesses ilegítimos, joga no lixo a ética, e tenta fazer o leitor de bobo.






Temos a possibilidade de explorar vários aspectos neste exercício proposto:

1 ) É correto veículos de imprensa tomar partido político?

2) O Poder Público, ao emitir sua própria mídia, fortalece o direito do cidadão em ter acesso a informação e a verdade dos fatos?

3) O conteúdo dos jornais, em comparação, organizam a notícia e os asuntos com a profundidade, os pressupostos reais e a correta abordagem jornalística?

Além de muitos outros pontos que poderíamos abordar. Mas como disse, esta tarefa é demorada e muito trabalhosa. Mas de qualquer modo temos a vida toda pela frente... com certeza valerá a pena enfrentar esta empreitada.

Abraço  todos.

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