4 de mar de 2010

Bastidores da Política

A política enquanto atividade e ação humana deve ter em conta o bem comum, porém possui suas contradições.

Resolvê-las é um processo de dimensões históricas e podem estrapolar o nosso tempo. Contudo faz parte desta tarefa, em desvendá-la, [sua contradições], uma acão quase microscópica, que é deixar claro seus bastidores. Os bastidores da política.

Não estou louco....  isto é possível .......

O editorial no "site" da prefeitura de Suzano, uma cidade da região metropolitana de São Paulo na provincia de mesmo nome, aqui no Brasil, demonstra uma reflexão, um tanto rebuscada para quem não está "antenado" aos processos de disputa política, que ocorrem aqui nesta região. Porém muito especial e elucidador.

Revelam elementos dos bastidores da condução contraditória, e as vezes, até criminosa, da política.

Este artigo editorial desvenda, de modo profundo, como forças covardes e sem o compromisso com o processo democrático, se colocam a serviço dos poderes reacionários de dominação da população e de desorganização dos meios objetivos que deveriam estar a serviço da vida, mas que na verdade, são colocados a serviço de interesses quase criminosos.

Servem apenas para deconstrução da sociedade, da justiça e da vida.

Deguste o texto abaixo.... além de extremamente esclarecedor, nos provoca a aprofundar nossos estudos e pesquisas para nos apropriarmos cada vez mais das ferramentas do conhecimento que colocará a todos em patamar de igualdade para enfrentar estes nefastos que vivem entrem a "lama e a extorsão".

Boa leitura......

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Editorial: a serviço de quem?

   
No livro Os Elementos do Jornalismo: o que os profissionais de jornalismo devem saber e o que o público deve exigir [Geração Editorial], os jornalistas norte-americanos Bill Kovach e Tom Rosenstiel afirmam que “Nós estamos enfrentando a possibilidade de o noticiário independente ser substituído por interesses comerciais apresentados como notícia". Para azar do Alto Tietê, por aqui isso não é mais uma possibilidade. Já é realidade, o que infelizmente não pode ser tido como privilégio.

Temos exemplos de jornais que se autointitulam como “de serviço”, mas falta dizer a serviço do que e, principalmente, de quem. São os famosos “interesses inconfessáveis” [esta expressão é ótima e precisa!].

Certa vez, um desses jornais que se dizem “de serviço” fez, em seu editorial, uma comparação entre o então candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, e o prefeito de Suzano. Assim dizia: “a mudança, nos Estados Unidos, parece estar se dando carregada por Obama. Em Suzano, a transformação se deu há quatro anos, quando [cita o nome do prefeito] venceu as eleições, quebrou a tradição e começou a implantar o novo enfoque, menos vultoso e mais modesto, mas operoso, voltado para as bases.”

E na sequência, finaliza: “na época da ditadura, falava-se que o que era bom para os Estados Unidos era também bom para o Brasil. Naquele momento, não era verdade. Hoje, diante da análise acima, tem sentido.”

Algum tempo depois, esse mesmo veículo mudou completamente sua postura e passou a atacar a Prefeitura por meio de suas reportagens, sem dizer, de forma clara e explícita, o porquê desta guinada. A partir de um certo momento, a administração que o jornal chamava de moderna e voltada para as bases [ou seja, o povo], passou a ser atacada de forma rasteira e desrespeitosa, como se todos os problemas da cidade tivessem surgido em 2005.

Com isso, o veículo jogou no lixo os princípios mais elementares do jornalismo e, de forma mais acentuada nas últimas semanas, vem ferindo a honra do prefeito, uma autoridade eleita e reeleita legitimamente pelo povo de Suzano. E faz isso com declarações que demonstram total desequilíbrio e o mínimo de sanidade.

De uma hora para outra, o jornal de serviços deixou de divulgar importantes serviços que são prestados pela Prefeitura à população de Suzano, como se não existissem mais as campanhas de prevenção a doenças e as melhorias na Santa Casa de Misericórdia, que ampliou o horário de visita aberta. Isso para citar apenas o exemplo da saúde.

Reiteradamente, esse jornal publica apenas o que lhe é conveniente, esconde a verdade e distorce os fatos.

Por tudo isso, a Prefeitura de Suzano deixa claro que não vai ceder a qualquer tipo de chantagem. Como dizia o filósofo grego Platão, “a verdade é tudo o que explica como as coisas são, e a mentira, como as coisas não são”.

Secom

Secretaria de comunicação social do município de Suzano-SP, Brasil.

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