19 de jan de 2010

Quem inventou “Férias” é um gênio.....

Presente em nossa legislação desde a década de 40 do século passado, tornou-se um direito do trabalhador e da trabalhadora. Contudo, muito mais que um direito, com certeza, a necessidade de tirar férias, ou fazer um retiro, como é a conotação em alguns lugares fora do mundo do trabalho tradicional, é quase biológica. Junto com o descanso semanal remunerado, faz parte do conjunto de tréguas, necessárias, entre as etapas e jornadas de trabalho. Garante o descanso do corpo e da mente do trabalhador e trabalhadora.

Por outro lado, além da questão biológica, tem impacto direto em todo o mundo ao entorno do trabalhador(a). A família talvez seja o maior beneficiário ao poder contar por um período maior com a presença daquele(a) que também é esposa(o), mãe, pai, filho(a), irmão(ã).

Na relação produtiva, o retiro de férias de cada um de nós, devolve para o grupo social da empresa, da fábrica, da associação, da escola, das administrações públicas etc.. uma pessoa renovada, fortalecida, descansada que durante um próximo período usufruirá de maior criatividade, autodeterminação, motivação, felicidade, com impacto direto na capacidade de aprendizado, compreensão do trabalho em equipe, disciplina e exercício mais equilibrado de suas responsabilidades.

O período adequado de férias varia de pessoa para pessoa. Para a grande maioria, as férias só possuem um defeito: ela acaba. Isto demonstra que existe uma percepção do corpo e da mente que o período de férias sempre poderia ser maior. Mas quando retornamos ao trabalho este sentimento sempre de desfaz. Ao retornar às atividades laborais após um período de férias, de pronto percebemos mais ainda, quanto fundamental e importante é o nosso trabalho, e a reintegração à rotina, renovada, é quase automática.

Ter uma visão sistêmica sobre o ciclo do trabalho: jornada, descanso, jornada, férias, jornada... é o que faz com que os grandes gestores de recursos humanos das organizações, possam aprimorar, cada vez mais, este importante direito, que vai muito mais além de mero descanso. Na verdade é uma oportunidade de renovar a própria vida, presente em cada instante e em cada ato nosso.

Neste quesito, temos muito ainda que avançar em nossas administrações de Gestão e Desenvolvimento das Relações de Trabalho, principalmente no que tange às pessoas. A transformação do modo de produção é o motor principal que exige dos gestores novas capacidades em organizar, propor e implementar alternativas. Algo que, em seu desenvolvimento, tem impacto direto no próprio modelo de produção e de consumo.

Mas isto é outra conversa. De qualquer modo, bom retorno ao trabalho a todos que puderam se beneficiar deste direito.

Para aqueles que não tiveram esta possibilidade, muitos até por estarem desempregados, desejamos que este novo ano possa ser diferente.

Neste sentido todos nós, que estamos trabalhando, de algum modo, devemos olhar para aqueles que não estão. Sabermos que, agora renovados, podemos ajudar ainda mais a mudar as situações que precisam ser mudadas. O papel político de cada trabalhador na construção mais ampla de uma sociedade para todos nunca será ocupado por outra força.
Falando nisto, que tal você se sindicalizar este ano. Pode ser um grande começo.

Brincadeiras sobre férias:


Como dobrar seu período de férias com relação ao seu chefe:

Espere ele tirar férias. Um dia antes dele retornar, tire as suas.

Efeito colateral: pode ser que ele perceba que você não faz falta.

Como resolver o efeito colateral: tire férias, assim que o chefe tirar as dele.

Um comentário:

Rosenil disse...

TEM UMA OUTRA OPÇÃØ. MANDE O CHEFE E A TUA EMPRESA PRA A PONTE QUE CAIU....... SÓ QUE DEPOIS,, AGUENTE O ROJÃO... MIAS COM CERTEZA PODE VALER MUITO APENA.....