16 de dez de 2009

Paciência

A bela palavra "paciência" dá título ao editorial do jornal Diário do Alto Tietê de hoje. Mas não tão belo é o raciocínio do sr editor. A falácia por generalização, dentre todas, a meu ver,  é a mais grave. É sempre colocada de modo muitas vezes pouco perceptível pelo ouvinte ou leitor. Tira a precisão dos argumentos e se tratando de um texto de opinião torna-se ainda mais grave.

Ter claro que existem projetos políticos diferentes e muitas vezes antagônicos para o nosso país e nossas cidades é um saber importante, que todos nós cidadãos deveríamos ter claro. Não é muito fácil perceber isto, mas de um certo modo, com o dia a dia de cada um de nós, mesmo que de modo as vezes rebuscado, como se tívessemos olhando em um espelho, todos, em maior ou menor grau percebem que existem diferenças importantes na sociedade. Saber que as mais graves e consequentes, se dão no campo da política é um pouco mais difícil. Adquirir consciência de classe é o pressuposto para este entendimento.

Deixar claro qual projeto político faz parte e defende, TOMAR LADO NESTES PROJETOS, é salutar, ético e adminirável. Dizer que não tem partido, que é apolítico, que possui posição universal e abrangente é muito ruim, tal postura só seria possível para seres sobrenaturais, não para nós simples mortais. Como ente que somos, temos nossos limites, somos influenciados, nossos interesses naturais e culturais são moldados pelo meio que vivemos e os valores que defendemos são apropriações que fazemos ao longo de nossa vida.

Neste sentido o jornal Diário do Alto Tietê, formado no ambiente natural da atual conjuntura de organização social no Brasil, onde temos um grande esforço por uma imprensa livre, ganharia parte do nosso respeito se deixasse claro de que lado está no arcabouço político nacional e regional onde ele se posiciona.

Faço aqui uma crítica, que pelo respeito, me parece importante. Enquanto leitor do jornal, assinante, recebo-o todos os dias em minha residência, e neste sentido, tivemos a oportunidade de organizar um panorama da linha editorial deste veículo desde a sua criação.

Não é dificil perceber o grau de contradição que se coloca. No editorial de hoje, quando faz um arrazoado de todas as obras da cidade de Suzano, públicas ou não, tocadas pelo poder público ou em parceria, colocando tudo em um mesmo patamar com relação à sua conclusão, presta um grande desserviço à população e à opinião pública.

Assim como não podemos colocar todos os orgãos de imprensa em mesmo patamar, não podemos colocar todos os governos em uma mesma condição. Dizer que tudo é igual, em termos político, é nivelar por baixo as análises e avaliações. Postura esta que sempre foi utilizada pelas "penas de aluguel" da ideologia dominante com o intuito de desconstruir um ambiente saudável para o debate e as ações políticas. Afastanto o cidadão comum do debate quando coloca tudo em mesmo "saco e amarra a boca".

Ainda se torna mais grave quando faz alusão à obra do túnel do jardim Maitê, tocada pelo governo popular de Suzano em parceria com a empresa MRS. Ao acusar de modo irresponsável e difamatório, afirmando que o governo municipal utiliza tempo chuvoso como "alibi" para justificar falta de planejamento e competência.

É uma pena esta atitude pois, como é amplamente divulgado, dos exercícios, o mais forte que este governo popular vem desenvolvendo está no campo do planejamento de governo. Utilizamos as estratégias do planejamento participativo, junto á população aliado às técnicas do planejamento estratégio para garantir o máximo de acerto na condução dos projetos e na implantação das políticas públicas. Sempre com a preocupação da correta aplicação dos recursos públicos. Em segundo, conforme o diconário Michaelis - Moderno Dicionário da Lingua Portuguesa, "alibi" significa "alegação feita pelo réu, em sua defesa, para demonstrar que na ocasião do crime, encontrava-se em outro lugar".

Não nos espanta este tipo de avaliação feita no editorial dete jornal, contudo cabe a nós, trabalhadores e trabalhadoras de nossa cidade etabelecer o contraditório e na medida do possível, construir um ambiente mais salutar para corrigir atitudes como esta. Como  diz Nelson Sargento, o pior erro é o de avaliação.

Colocar em termos de "réu" um governo que vem transformando a face desta cidade e contribuido para, inclusive, melhorar as relações da imprensa com o poder público, é um erro grave. Quando foi criada a SECOM, quis o Prefeito Marcelo Candido garantir uma relação profissional e altamente qualificada tenicamente na relação imprensa-poder público. Isto é verificado entre os próprios trabalhadores e trabalhadoras da área jornalística com os quais temos a oportunidade de dialogar.

PORTANTO FICA NOSSO REGISTRO, por hora.... talvez já seja o suficiente...

Um comentário:

cid disse...

O DAT é o jornalismo boca-de-esgoto do Alto Tietê, protetor dos tri-condenados por improbidade administrativa e dos litigantes de má-fé, condenados por tentarem dar um boné na Justiça.

Até hoje não noticiou que Estevão Galvão/DEM/esquemaSerra foi condenado pela 3a vez por improbidade no dia 15/09/2010.

Essa é a pergunta a ser feita: por que será que o DAT bocadeesgoto do Alto Tietê "protege" Estevão, tri-condenado, e Israel Lacerda, litigante de má-fé e gde anunciante do jornal?

Sem esquecer, claro, que faz parte de um grupo que tem o MogiNews, chapa-branca e diário oficial em Mogi das Cruzes. É o padrão desse negócio de mídia a serviço de interesses não republicanos.


cid cancer
mogi das cruzes - sp